terça-feira, 24 de maio de 2011

Antioxidantes


antioxidantes - Conjunto de substâncias formadas por :vitaminas , minerais ,
pigmentos naturais , compostos vegetais , enzimas .

Como o seu nome indica, bloqueiam o efeito lesivo dos radicais livres de Oxigénio , formados pelo metabolismo endógeno ou por factores exógenos como os raios Uv, Rx e as radiações alfa, beta e gama.

Os alimentos antioxidantes , encontram-se em especial nos vegetais, pelo que se debate cada vez mais o papel dos frutos, legumes e cereais, verdadeiros alimentos funcionais, na saúde e qualidade de vida.

Decorrem estudos em todo o Mundo sobre o seu efeito em diversas enfermidades e no envelhecimento, que apontam para o menor risco de ocorrência de certas patologias.

Principais tipos de antioxidantes :

Vitamina C
Vitamina E
Betacaroteno (percursor da vitamina A )
Flavonóides
Compostos fenólicos
Licopeno
Selénio
Zinco
Cobre
Conservantes (aditivos alimentares)

A Oxidação é um processo químico constante em todos os organismos incluindo o nosso.

Trata-se de uma reacção em que um primeiro componente cede electrões, hidrogénio e energia a um segundo componente.

Os resultados são fácilmente visíveis, quando por exemplo se descasca uma pêra ou maça e a deixamos ao ar durante algum tempo.

Veremos que adquire uma cor amarelo acastanhada progressivamente mais escura e rápidamente se deteriora iniciando a putrefacção.

De igual modo no nosso corpo este processo repete-se a cada momento milhares e milhares de vezes por hora sem que disso sequer nos apercebamos de um modo directo.

O mais visível será talvez o envelhecimento, geral e progressivo, a que estamos submetidos, bem visível na pele, ossos, articulações e nos processos graves

como a degenerescência cancerígena.

Entre os maiores responsáveis, está um grupo de moléculas, denominadas radicais livres , a que falta crónicamente um electrão, que irá ser roubado continuamente, a cada molécula vizinha, o que produz nestas uma reacção de oxidação em cadeia.

Surge aqui o extraordinário benefício concedido pelos alimentos antioxidantes , neutralizando a acção dos radicais livres , evitando a necessidade do efeito de "roubo" característico destes com os prejuízos inerentes, protegendo-nos da oxidação e desgaste continuados.

Vamos conhecer então quais os alimentos ricos en substâncias antioxidantes e protectoras de todas essas horríveis doenças de desgaste, que alem da saúde e do tempo de vida nos roubam a qualidade da mesma.

Antioxidantes por excelência, são as vitaminas A, C e E. e alguns minerais como o selénio em especial e, tambem o zinco e o Cobre .



Os polifenóis e dentro destes, os flavonóides, são poderosos antioxidantes, que em resumo constituem os corantes naturais dos vegetais, pelo que podemos observá-los nas mais vistosas e coloridas frutas e verduras.

A vitamina C encontra-se em todas as frutas e verduras frescas em grandes quantidades.

A vitamina E está estreitamente relacionada com a presença de gorduras insaturadas, pelo que os óleos vegetais, especialmente azeite e óleo de girassol, são muito ricos nesta substância.

Tambem a contêm em grandes quantidades os frutos secos e alguns cereais como o trigo e o milho e, entre as frutas, destaca-se pelo seu grande conteúdo nesta vitamina o melão.

Esta vitamina protege-nos imenso contra as doenças cardiovasculares.



A vitamina A encontra-se em produtos animais e vegetais.

Entre os animais destaca-se pelo seu conteúdo o peixe (sobretudo azul - cavala, sarda e atum por exemplo), o leite e derivados.

Nos produtos vegetais localizamo-la como molécula precursora (o betacaroteno) que em contacto com a radiação luminosa liberta a vitamina A necessária ao metabolismo animal.

é muito fácil distinguir os vegetais que o contêm já que se destacam pelas suas cores vivas alaranjadas.

Assim, serão ricos nesta vitamina as cenouras, a abóbora, o tomate, a papaia, a manga e ainda o melão e o milho.

A acção da vitamina A tem lugar principalmente na pele e tecidos em contacto com a luz, como agente vitalizante e de reforço destes.



O selênio é um micro mineral que previne as reacções excessivas de oxidação, pelo que atrasa o envelhecimento celular e protege contra o cancro.

A sua acção relaciona-se com a actividade da vitamina E .

Existem estudos que demonstram que em zonas de carência de selénio no solo, aparece uma mais alta taxa de incidência de cardiopatias e de alguns tipos de cancro.

Encontra-se em carnes (especialmente peru), fígado, rim, mariscos, derivados lácteos, cereais integrais e verduras, neste caso, dependendo do solo em que foram cultivados.

O chá verde , imprescindível mencionar esta bebida tão especial, é consumido desde há 5.000 anos pelos povos asiáticos, destaca-se como um dos mais importantes alimentos antioxidantes

Rico em polifenóis, bioflavonóides e vitaminas (A, C e E ), trata-se de um potentíssimo produto antioxidante e provávelmente anti cancerígeno.

Numerosos estudos demonstram a sua eficácia.

Porem não são estas as suas únicas propriedades.

O chá verde potencia ainda a imunidade, prevenindo as doencas cardíacas, reduzindo a gordura, regulando o nível de colesterol e protegendo-nos igualmente das infecções por bactérias e vírus.

Se considerar-mos ainda o seu efeito reconfortante, podemos considerá-lo como um importante contributo natural para a saúde e prevenção da doença.

Quanto mede o seu telômero ?


Telômeros são estruturas constituídas por fileiras de DNA, formando a extremidade dos cromossomos. Aliás, sua principal função é manter a estabilidade estrutural dos mesmos. Cada vez que a célula se divide, os telômeros são ligeiramente encurtados, visto que não se regeneram, chegando a um ponto que de tão curtos não permitem mais a correcta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. Antes da célula morrer, os telómeros funcionam como um protetor para os cromossomas assegurando que a informação genética (DNA) seja perfeitamente copiada quando a mesma se duplica. Atualmente, o comprimento dos telômeros principalmente das células brancas (os leucócitos), tem sido estudado como um marcador de envelhecimento. Isto é muito interessante já que nem sempre nossa idade cronológica corresponde a nossa idade bioquímica. A pesquisa do comprimento dos telômeros nos dará um dado, portanto, não do tempo de vida, mas da qualidade de vida e da perspectiva de vida no futuro, já que telomeros maiores podem ser sinal de idade jovem associado a hábitos de vida saudáveis. Já telômeros mais curtos estão associados não só ao envelhecimento mas também à exposição tóxica, como ao tolueno e ao benzeno. Estudos começam a mostrar, por exemplo, que uma dieta rica em substâncias antioxidantes protegem os telômeros, mantendo-os longos por mais tempo. Outros estudos mostram que quanto maior é a fragilidade do telômero maior é o risco de câncer. Como proteger os telômeros, com certeza, será o foco de muitas pesquisas interessantes no futuro.

Telômeros


Os telômeros (do grego telos, final, e meros, parte) são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA não codificante que formam as extremidades dos cromossomas. Sua principal função é manter a estabilidade estrutural do cromossoma. Os telómeros estão presentes principalmente em células eucarióticas, visto o DNA das células procarióticas formar cadeias circulares, logo não têm locais de terminação, embora existam exceções: existem bactérias com DNA linear e que possuem telómeros.

Cada vez que a célula se divide, os telómeros são ligeiramente encurtados. Como estes não se regeneram, chega a um ponto em que não permitem mais a correcta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. O encurtamento dos telómeros também pode eliminar certos genes que são indispensáveis à sobrevivência da célula ou silenciar genes próximos. Como o processo de renovação celular não tolera a morte das células antes da divisão correcta das mesmas, o organismo tende a morrer num curto prazo de tempo no momento em que seus telómeros se esgotam.

Os telómeros funcionam como um protector para os cromossomas assegurando que a informação genética (DNA) relevante seja perfeitamente copiada quando a célula se duplica. Os telómeros também protegem os cromossomas, de uma forma geral, da degradação, da recombinação e da translocação robertsoniana.

Os telómeros foram identificados pela primeira vez por Hermann Joseph Muller, na década de 30 do século XX. Mais tarde, em 1965, Leonard Hayflick fez a primeira observação direta do fenómeno de morte celular sem pré-replicação. Em homenagem ao cientista, o comprimento mínimo que os telômeros podem alcançar antes de causar problemas à divisão celular passou a ser chamado de Limite de Hayflick.
Estrutura dos telómeros

Na maioria dos organismos, os telómeros são formados por repetições simples de nucleotídeos. É essencial que o telómero esteja associado a uma proteína ou a um arranjo específico para que ele possa ser diferenciado das quebras cromossomáticas.

Nos seres humanos os telómeros são formados pela repetição de seis nucleotídeos: TTAGGG, que compreendem até dezenas de quilobases. Os telómeros humanos contêm ainda um pequeno trecho de fita simples com poucas centenas de nucleotídeos.

Acredita-se que pelo menos metade dos cromossomas dos mamíferos possui telómeros que formam um tipo mais complexo de arranjo, o chamado T-loop. Este T-loop tem entre cinco e dez mil bases de DNA e é catalisado pela proteína TRF2, que ajuda a estabilizar a extremidade do cromossoma. Além da presença de TRF2, a formação do T-loop depende também de mais dois fatores: repetições de fita dupla e repetições de fita simples.

Os telómeros são sintetizados no final da replicação do DNA pela enzima telomerase, que é uma transcriptase reversa, pois sintetiza DNA tendo por molde uma molécula de RNA.

Outras questões associadas
Telómero como relógio biológico

Toda vez que a célula se duplica ela também duplica os cromossomas. Este processo, como já mencionado, encurta os telómeros das células, portanto, teoricamente pode-se definir com exatidão a expectativa de vida de um ser vivo analisando quantos telómeros ainda restam em suas células, ou seja, quantas vezes as células ainda poderão se duplicar antes de o indivíduo morrer. Assim, os telómeros podem ser considerados sofisticados relógios biológicos.

Telómeros e clonagem

Por diversos motivos os telómeros também têm sido alvo de pesquisas no ramo da clonagem. O fato é que em todas as clonagens feitas através de transferência nuclear, o ser vivo clonado acaba por morrer muito precocemente. Exemplo disso é a ovelha Dolly[1] que envelheceu e morreu muito rapidamente. As células de um clone gerado por transferência nuclear são cópias de uma célula já adulta cujos telómeros já estão bastante encurtados, ou seja, a ovelha Dolly ao ser gerada tinha, biologicamente, a idade da ovelha que a originou, fato este que diminuiu drasticamente a sua expectativa de vida.

Telômeros e senescência celular

Os telômeros são alvo de pesquisas não apenas porque interessam ao ramo da clonagem, mas também porque acredita-se que eles estejam intimamente relacionados com o nosso ciclo de vida e morte. Sabe-se que existe uma relação entre os telómeros e a senescência celular, mas ainda não se sabe exatamente que relação é essa. Se, ao menos, metade das teorias a respeito dos telómeros estiver correta é bastante provável que prevenir o encurtamento dos mesmos seja uma das chaves para a superlongevidade.

Alguns cientistas sugerem que a perda dos telômeros apenas correlaciona com a senescência celular, não sendo assim a causa determinante da mesma. Um número crescente de evidências tem vindo a demonstrar que pode haver indução da senescência em presença de telômero de dimensões apreciáveis.

Outros estímulos, para além dos telômeros, também têm sido sugeridos como sendo indutores da senescência celular, dentre os quais podemos destacar a danificação do DNA e a ativação de oncogenes.
[editar] Prevenção do encurtamento do telómero

Nas células eucarióticas existe um complexo ribonucleoproteíco chamado telomerase que previne o encurtamento progressivo dos cromossomas derivado das sucessivas divisões celulares. A telomerase é uma enzima que adiciona seqüências repetitivas à extremidade 3' do cromossoma. Para cumprir esta função a telomerase usa um molde de RNA para a produção do DNA (é um tipo de transcriptase reversa ou polimerase de DNA dependente de RNA). A extensão do cromossoma pela telomerase e o encurtamento provocado pela divisão celular é um processo de equilíbrio dinâmico. A telomerase está presente principalmente em células embrionárias e em tumores - já que além de prevenir o encurtamento dos telómeros (retardando o envelhecimento) também ativa genes que fazem a célula se dividir indefinidamente.

O número de vezes que esta enzima adiciona as seqüências repetitivas de nucleotídeos não é controlado por ela própria, mas sim por outras proteínas envolvidas no processo.

O telômero permite a estabilidade do cromossoma e por conseqüência a sobrevivência da célula: a par de um centrômero para poder haver segregação cromossomática, de uma origem para poder haver a iniciação da replicação do cromossoma; a existência do telómero é um dos elementos mais básicos para a existência do cromossoma. A junção destes três elementos foi já testada no âmbito da produção de cromossomas artificiais.

Em 1998, a Geron Corporation começou a desenvolver técnicas e drogas para estender os telómeros e prevenir a senescência celular.

Oxi ( nova droga)


Desde a década de 1980, distante dos grandes centros brasileiros, o estado do Acre convive com a destruição produzida pelo oxi, uma mistura de pasta-base de cocaína, querosene e cal virgem mais devastadora do que o temível crack. A droga, vendida no formato de pedra, ao valor médio de 2 reais a unidade, vem se popularizando na região Norte e, agora, espalha sua chaga pelas cidades do Centro-Oeste e Sudeste. "Ela já chegou ao Piauí, à Paraíba, ao Maranhão, a Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro", diz Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos. Uma amostra da penetração da droga em São Paulo pôde ser vista na última quinta-feira, quando a Polícia deteve, na capital, um casal que carregava uma pedra de meio quilo de oxi.

Ao menos duas característias da droga ajudam a explicar por que ela se espalha pelo país. A primeira é seu potencial alucinógeno. Assim como o crack, o oxi pode estimular em um usuário o dobro da euforia provocada pela cocaína. A segunda razão é seu preço. "O crack não é uma droga cara, mas o oxi é ainda mais barato", diz Philip Ribeiro, especialista em dependência química do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). "Quando surge uma droga mais poderosa, mais barata e fácil de produzir, a tendência é que ela se dissemine", diz Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Univesidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Isso ocorre especialmente porque não se criou no Brasil até agora um sistema eficaz de tratamento de dependentes."

O lado mais assustador do oxi talvez seja a carência de dados sobre seu alcance no território brasileiro. Quem se debruça sobre o assunto, avalia que a droga atinge todas as classes sociais. "Não há um perfil estabelecido de usuário: ela é usado tanto pelos estratos mais pobres quanto pelos mais ricos da população", diz Ana Cecília Marques, psiquiatra da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Abead).

Também faltam estudos científicos sobre sua ação sobre o ser humano. Por ora, sabe-se que, por causa da composição mais "suja", formada por elementos químicos agressivos, ela afeta o organismo mais rapidamente. A única pesquisa conhecida sobre a droga – conduzida por Álvaro Mendes, da Associação Brasileira de Redução de Danos, em parceria com o Ministério da Saúde – acompanhou cem pacientes que fumavam oxi. E chegou a uma terrível constatação: a droga matou um terço dos usuários no prazo de um ano.

Além, é claro, do risco de óbito no longo prazo, seu uso contínuo provoca reações intensas. São comuns vômito e diarreia, aparecimento de lesões precoces no sistema nervoso central e degeneração das funções hepáticas. "Solventes na composição da droga podem aumentar seu potencial cancerígeno", explica Ivan Mario Braun, psiquiatra e autor do livro Drogas: Perguntas e Respostas.

Por último, mas não menos importante, uma particularidade do oxi assusta os profissionais de saúde: a "fórmula" da droga varia de acordo com "receitas caseiras" de usuários. É possível, por exemplo, encontrar a presença de ingredientes como cimento, acetona, ácido sulfúrico, amônia e soda cáustica - muitos dos itens podem ser facilmente encontrados em lojas de material de construção. A variedade amplia os riscos à saúde e dificulta o tratamento.

sábado, 14 de maio de 2011

10 anomalias

10 anomalias mais raras da medicina

Por Admin em Curiosidades em 27-11-2007 A escolha destas anomalias, entre as milhares de doenças raras que existem, não foi arbitrária. O padrão adotado para a escolha foi a predominância do alto grau de estranheza e da escassa freqüência da doença.

10 - Síndrome Riley-Day, insensibilidade congênita à dor

Frequência: 100 casos documentados nos Estados Unidos. Desconhece-se a frequência em outros locais por não ser facilmente diagnosticado por passar quase sempre desapercebida.

Causa: Descoberta recentemente. Deve-se a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurônios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso.

Descrição: São indivíduos totalmente normais no tato e na sensibilidade ao frio, ao calor, pressão e cosquinhas. No entanto, ante qualquer ato que em pessoas normais provocaria dor (como fincar uma agulha) não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.


9 - Síndrome de Moebius

Frequência: Ao redor de 80 casos documentados na Espanha, 200 na Inglaterra e 5 na Argentina.

Causa: Desconhecida. Nem sequer sabe-se se são os nervos, o tronco do encéfalo ou os músculos que são afetados na origem da doença. Existem muitas e variadas hipóteses mas sem provas que as validem.

Descrição: Devido ao não desenvolvimento de nenhum nervo facial, as pessoas que nascem com esta síndrome carecem de expressão facial. Não podem sorrir, nem franzir a testa, etc. Também não podem mover lateralmente os olhos nem controlar a piscada dos olhos. Com freqüência são encontrados dormindo com os olhos abertos. Têm grandes dificuldades em soprar, engolir, falar e qualquer atividade na que estejam implicados os músculos da face.


8 - Hermafroditismo

Frequência: Ao redor de 500 casos documentados em todo mundo. Desconhece-se a frequência real na população.

Causa: A pessoa hermafrodita é uma quimera. Produz-se pela fusão de dois zigotos de sexos diferentes. Isto é, primeiro um espermatozóide fecundaría um óvulo e depois outro espermatozóide fecundaría um outro óvulo. Os zigotos formados estariam destinados a serem gêmeos, mas acabam fundindo-se e se tornando um único indivíduo que, geneticamente, é mulher e homem ao mesmo tempo. Desconhece-se por que se produz esta fusão.

Descrição: Os hermafroditas têm tanto tecido ovárico como testicular. Os genitais externos são ambíguos e possuem componentes de ambos sexos. As pessoas hermafroditas podem ter aparência tanto feminina como masculina.


7 - Fibrodisplasia ossificante progressiva

Frequência: 200-300 casos documentados em todo mundo. Os poucos conhecimentos que se tem da doença, muitas vezes, impossibilita o diagnóstico. Estima-se que surja um caso para cada dois milhões de nascimentos.

Causa: Desconhecida. É uma doença de herança autossômica dominante. Pensa-se que estão implicados vários genes encarregados de sintetizar fatores de crescimento ósseo.

Descrição: Nesta doença dão-se episódios repetidos de inflamação dos tecidos macios e o desenvolvimento de tumores subcutâneos e nos músculos. Estas lesões provocam a formação de osso em lugares onde nunca deveria existir osso, como ligamentos, músculos, tendões, articulações… Os traumatismos também desencadeiam e fazem avançar a ossificação dos tecidos macios. Progressivamente, o indivíduo irá perdendo cada vez mais a mobilidade até que, por impossibilidade de movimento da musculatura encarregada da respiração, morre por asfixia.


6 - Maldição de Ondina (Hipoventilação alveolar primária)

Frequência: Entre 200-300 casos conhecidos em todo mundo. Por ser causa de morte súbita pensa-se que os casos conhecidos são só a ponta do iceberg e que na realidade 1 bebé a cada 200.000 nasçam com esta anomalia.

Causa: Parcialmente conhecida. A principal causa é uma mutação ou vários do gene PHOX2B, de herança autossômica dominante. Os mecanismos da respiração involuntária não funcionam adequadamente. Ao dormir, os receptores químicos que recebem sinais (baixa de oxigênio ou aumento de dióxido de carbono no sangue) não chegam a transmitir os sinais nervosos necessárias para que se dê a respiração.

Descrição: Nas formas mais leves da maldição de Ondina, o sujeito poderá viver normalmente, mas estará sempre sonolento durante o dia, se cansará facilmente, constante dor de cabeça com aumento do nível de glóbulos vermelhos.

Nas formas mais graves costuma aparecer desde o nascimento, e a maioria de bebês morrem sem que muitas vezes se chegue a saber a causa. No entanto, naquelas pessoas em que a doença piora progressivamente e podem causar a morte de quem dorme, costuma se tratar com ventilação assistida durante a noite.


5 - Síndrome de Proteus

Frequência: 200 casos documentados em todo mundo atualmente. Estima-se que surja um caso por mais de um milhão de nascimentos.
Alguns médicos espeialistas defendem que provavelmente seja causado por um gene dominante letal. Outros dizem que se deva a uma recombinação no embrião dando lugar a três tipos de células: Células normais, células de crescimento mínimo e células de crescimento excessivo.

Descrição: Existem uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos. Produz-se o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo dos dedos enquanto algumas zonas do corpo crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada. Josep Merrick, o famoso "Homem Elefante", sofria desta síndrome.


4 - Síndrome Hutchinson-Gilford

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados. Estima-se que aparece um caso da doença a cada 8 milhões de nascimentos, ainda que poderia ser maior já que muitas vezes não chega a ser diagnosticada.

Causa: Parcialmente conhecida. A maioria dos casos são produzidas por mutações de herança autossômica dominante no gene LMNA. Este gene participa na manutenção da estabilidade nuclear e a organização da cromatina.

Descrição: Os indivíduos com esta síndrome envelhecem muito rapidamente desde a infância. No nascimento têm uma aparência totalmente normal, mas crescem cada vez mais lentamente que as outras crianças e desenvolvem uma expressão facial muito característica. Perdem o cabelo, adquirem rugas e padecem de um dano severo das artérias (arteriosclerose) que causa à morte nos primeiros anos da adolescência.


3 - Rabo Humano (Rabo Vestigial)

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: Não se conhece em profundidade. Acha-se que é produzido pela mutação dos genes encarregados de produzir a morte celular das células que estavam destinadas a formar um rabo.

Descrição: Observa-se a presença de uma rabo na zona final do sacro, no nível do cóccix. O rabo é composto de músculos, vasos sanguíneos, nervos, pele, vértebras e cartilagem.


2 - Gêmeo Parasita (Fetus in fetu)

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: É um exacerbo do caso dos siameses. Dois gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma zona. Um destes gêmeos cresce enquanto o outro se atrofia ficando no interior do gêmeo são e dependendo completamente dele. Desconhece-se por que os gêmeos não se separam corretamente.

Descrição: Quando o feto hospedador consegue sobreviver ao parto, este fica com um inchaço na zona onde se situe o feto parasita. 80% das vezes encontra-se na região abdominal, mas também pode se encontrar no crâneo e até no escroto. Também pode passar desapercebido no princípio. Mais tarde, conforme a pessoa vai crescendo também cresce o feto parasita.

Ao realizar provas de imagem observam-se órgãos em lugares onde não deveriam existir ainda que também podem se ver umas diminutas pernas, braços, dedos, cabelo ou qualquer outro elemento do feto que tenha desenvolvido. Não há dois casos iguais de "fetus in fetus", já que os fetos parasitas podem se situar em zonas muito diferentes do feto hospedador e, por tanto, também será diferente o grau de crescimento e elementos que tenha chegado a desenvolver. Há fetos parasitas muito desenvolvidos e outros que só possuem um número escasso de órgãos.


1 - Síndrome do Homem Lobo (Hipertricose Lanuginosa Congênita)

Frequência: 40-50 Casos documentados em todo mundo desde sua descoberta. A incidência natural (sem contar os casos em famílias) estima-se um caso entre 1 a 10 bilhões de habitantes.

Causa: Desconhecida. Pensa-se que é uma mutação e a maioria é de herança familiar e, muito raramente, a mutação dá-se de forma espontânea.

Descrição: As pessoas que padecem da doença ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) excepto nas palmas das mãos e dos pés. O comprimento do cabelo pode chegar a 25 centímetros.

A lanugem é o cabelo fino (como se fosse uma penugem) que aparece nos recém nascidos e que desaparece normalmente depois do primeiro mês do nascimento. As pessoas que padecem desta forma de doença a lanugem persiste e pode crescer durante toda a vida ou desaparecer com os anos.


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Mau hálito


Mau Hálito ou Halitose é o odor desagradável e, muitas vezes, repugnante do ar expelido pelos pulmões. Pode ter diversas causas, e varia com o período do dia e a idade da pessoa, agravando-se à proporção que a fome aumenta. É mais facilmente percebido por estranhos do que pela própria pessoa portadora de halitose.

O mau hálito matinal não é, no entanto, considerado um problema, pois é fisiológico, presente em 100% da população. Ele acontece devido a leve hipoglicemia, a redução fluxo salivar durante o sono, além do aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Esses microorganismos atuam sobre a descamação natural da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, gerando componentes de cheiro desagradável (chamados de compostos sulfurados voláteis ou CSV).

Esta halitose matinal, no entanto deve desaparecer após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua e após a primeira refeição da manhã, caso contrário, pode realmente ser considerada mau hálito.

Causas

A halitose pode ser causada por diversos fatores, bucais e não bucais, fisiológicos (que requerem apenas orientação) ou patológicos (que requerem tratamento).

Dentre os fatores bucais, a causa mais comum é a higiene oral deficiente e conseqüente formação de saburra lingual e placas dentárias. A higienização precária da língua (levando à formação de saburra), reentrâncias retentoras de alimentos, cáries, substâncias plásticas usadas na confecção de dentaduras e pontes (por infiltração de líquidos bucais), são outras causas bucais importantes.

A saburra é um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que fica aderida ao dorso da língua, principalmente no terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, em que os principais microrganismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais, conforme foi explicado para a halitose da manhã, produzem componentes de cheiro desagradável no final do seu metabolismo.

Já as causas extrabucais mais freqüentes são as doenças da orofaringe, bronco-pulmonares, digestivas, alcalose, doenças hepáticas, perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes (odor de acetona ou fruta), nefrite (odor amoniacal característico devido à concentração de uréia na saliva e sua decomposição em amoníaco pelas bactérias), tabagismo, doenças febris, deficiência de vitamina A e D, intestino preso, estresse e causas desconhecidas. Também são fontes de mau cheiro, as próteses mal adaptadas e as restaurações defeituosas. Hoje sabemos que o estômago tem pouca participação na gênese desse odor desagradável, o que pode ocorrer durante o vômito ou em casos de eructação.

Conseqüências

A simples presença de mau hálito, apesar de não ter grandes repercussões clínicas para a pessoa, pode, na maioria das vezes, provocar sérios prejuízos psicossociais. Os mais comumente relatados são a insegurança ao se aproximar das pessoas, a depressão secundária a isso, dificuldade em estabelecer relações amorosas, esfriamento do relacionamento entre o casal, resistência ao sorriso, ansiedade, e baixo desempenho profissional, quando o contato com outras pessoas é necessário.

Diagnóstico

O diagnóstico é facilmente feito, pela história clínica e constatação do mau cheiro característico. Inicialmente deve-se tentar eliminar as possibilidades de causas fisiológicas e halitose secundária a outras doenças.

A investigação inicial inclui o exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária, em busca de sinais de higienização precária, gengivites e periodontite, além da saburra lingual.

Hoje já existem, no entanto, métodos complementares que auxiliam este diagnóstico. Dentre eles está a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halímetria. Esta última é conseguida através de um moderno e portátil aparelho que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados voláteis, presentes na boca. O halurímetro permite uma avaliação da gravidade do problema, além do acompanhamento da evolução do tratamento e do diagnóstico de pacientes com halitose psicogênica.

Como se previne?

A prevenção é a medida mais importante no caso do mau hálito, e acaba sendo a principal forma de tratamento. Deve-se ter cuidado com a alimentação e, principalmente, com a higiene bucal.

No caso de tendência ao mau hálito, deve-se evitar carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho, cebola. Deve-se dar preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota, evitar bebidas alcoólicas, fumo e medicamentos com cheiro acentuado.

A alimentação rica em cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos auxilia na promoção de uma limpeza total na parte dos dentes, na linha das gengivas.

Uma boa freqüência de ingestão de água e de alimento que contenha algum carboidrato também é muito importante.

A higiene bucal e lingual deve ser caprichada. Os dentes devem ser bem escovados, sempre que necessário, principalmente após cada refeição. A língua deve ser limpa com raspadores específicos, a cada escovação de dentes, para a eliminação da saburra. O uso de fio dental e a realização de bochechos (com uma pitada de bicarbonato de sódio ou anti-sépticos bucais) melhoram significativamente este problema.

Também pode ser feita uma estimulação da produção de saliva de uma maneira fisiológica, com balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal.

No entanto, consultas periódicas ao dentista são essenciais, principalmente para uma higienização mais profissional, única forma de remover a placa bacteriana ou o acúmulo de tártaro na região inferior dos dentes.

Unha encravada


Causa

O nome científico da "unha encravada" é onicocriptose, ocorre quando a borda lateral da unha fere a pele adjacente. As causas mais prováveis são o corte de maneira incorreta das unhas e sapatos apertados. Ocorre mais comumente nas unhas dos pés mas também raramente afeta as mãos. O dedo mais atingido é o hálux, o dedão do pé.

Prevenção

A maneira correta de cortar as unhas é aparar apenas a borda anterior da placa ungueal (unha) e jamais cortar suas bordas laterais. Se as bordas laterais forem deformadas, as irregularidades criadas pelo corte incorreto associadas à pressão do sapato, ao peso corpo e ao sentido do crescimento da unha farão com que haja lesão da pele circunvizinha. Deve-se evitar também cortar as unhas muito curtas, deixá-las retas em sua borda anterior, não tentar "arredondar" o corte em direção às bordas laterais.

Sinais e sintomas

Se não tratada, pode formar um granuloma piogênico, onde existe um acúmulo de pus, e a pele ao redor fica inflamada (dor, rubor, calor e edema).

Pé-de-atleta


O Pé de Atleta é uma infecção fúngica (micose) que causa vermelhidão na pele dos pés. Os fungos adoram ambientes quentes e úmidos, e os pés e suas reentrâncias entre os dedos, formam um terreno fértil para sua proliferação.

O Pé de Atleta é altamente contagioso, mas a fonte mais comum não são outras pessoas, mas o próprio ambiente. Algumas pessoas possuem uma facilidade maior – são mais suscetíveis – para desenvolver Pé de Atleta que outras. Os especialistas não sabem exatamente porque isto ocorre. Contudo, uma vez que você tenha desenvolvido um Pé de Atleta, existe uma probabilidade maior de vir a sofrer novamente do problema no futuro.

O que sente a pessoa afetada?

Os sintomas variam muito. Apesar de algumas pessoas sentirem um desconforto enorme, outras não sentem qualquer sintoma.

A micose interdigital costuma ocorrer entre o 4º e o 5º dedos do pé. A pele se torna esbranquiçada, descamativa e se rompe em pequenas fissuras. Se a infecção agravar, a pele pode ser macerada, abrindo feridas maiores e mais dolorosas.

A infecção tipo “mocassin” pode se iniciar como uma leve irritação e então progredir para envolver toda a sola do pé, com fissuras desconfortáveis. Nos casos mais avançados, o fungo pode afetar as unhas, que se tornam quebradiças e podem até mesmo cair sozinhas.

O Pé de Atleta pode se manifestar ainda na forma de bolhas que se enchem de líquido, localizadas na curva interna, entre os dedos, no calcanhar, na sola ou no dorso do pé. Este tipo, chamado Pé de Atleta Vesicular, costuma vir acompanhado de infecções bacterianas.


Como o Pé de Atleta é diagnosticado?

Através do exame médico simples. Nos casos duvidosos, o médico poderá colher amostras da pele ou das unhas para pesquisar a presença de fungos.

Como é feito o tratamento?

A maioria dos pacientes responde bem ao uso de medicamentos antifúngicos tópicos. Casos mais avançados podem necessitar tratamento com comprimidos.

Tão importante quanto utilizar corretamente os remédios prescritos pelo médico é manter os pés limpos secos, utilizando sapatos ventilados, sandálias em áreas comuns (p.ex.: piscinas, banheiros, etc) e talcos especiais para evitar o acúmulo de umidade nos pés.

Micose


Micose é o nome genérico dado a várias infecções causadas por fungos. Existem cerca de 230 mil tipos de fungos, mas apenas 100 tipos aproximadamente que causam infecção. Visto que os fungos estão em toda a parte, é inevitável a exposição a eles. Em condições favoráveis (como ambientes com muita umidade e calor excessivo), os fungos se reproduzem e podem dar origem a um processo infeccioso que, dependendo do fungo ou da região afectada, pode ser superficial ou profundo.


Micoses superficiais

Nesse tipo de micose, os fungos se localizam na parte externa da pele, ao redor dos pêlos ou nas unhas, alimentando-se de uma proteína chamada queratina. A micose superficial mais comum é a frieira(tinea pedis) ou 'pé-de-atleta', que atinge a pele entre os dedos, geralmente dos pés. Ela pode vir acompanhada de uma infecção bacteriana. Em alguns casos a cura pode demorar vários meses. A onicomicose (infecção fúngica da unha) também é extremamente frequente na população adulta, particularmente nas unhas dos pés. A Pitiríase versicolor, conhecida vulgarmente como pano branco, é uma micose superficial causada pela levedura Pityrosporum ovale.

Micoses profundas

Incluem-se neste grupo infecções fúngicas que afetam a profundidade da pele ou subcutâneas (por exemplo, Esporotricose e Cromomicose) e aquelas que se instalam em órgãos internos (por exemplo, Blastomicose, Criptococose). Na micose subcutânea normalmente a infecção fica restrita à pele. Enquanto na micose profunda propriamente dita, os fungos se espalham através da circulação sanguínea e linfática. Podem infectar a pele e órgãos internos como pulmões, intestinos, ossos e até mesmo o sistema nervoso.

Contágio

Algumas formas comuns de se contrair uma micose:

Contato com animais de estimação
Em chuveiros públicos
Lava-pés de piscinas e saunas
Ao andar descalço em pisos úmidos ou públicos
Uso de toalhas compartilhadas ou mal-lavadas
Equipamentos de uso comum (botas, luvas)
Uso de roupas e calçados de outras pessoas
Uso de alicates De cutículas, tesouras e lixas não-esterilizadas
Contato com material contaminado em geral.
Usando roupas umidas por tempo prolongado.
uso de sapatos fechados


Prevenção

Alguns procedimentos diminuem o risco de se contrair uma micose[1],

dentre eles:

Sempre use sandálias;
Evite andar descalço em pisos úmidos;
Nunca use toalhas compartilhadas, especialmente se estiverem úmidas ou mal lavadas;
Após o banho enxugue-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como o espaço entre os dedos dos pés e virilha
Use sempre roupas íntimas de fibras naturais como o algodão, pois as fibras sintéticas prejudicam a transpiração
Verifique se os objetos de manicure, como alicates, tesouras e lixas são esterilizados. Melhor ainda se tiver um de uso exclusivo seu
Em contato prolongado com detergentes, use luvas e enxague as mãos toda vez que usar esponja
Evite utilizar pentes ou escovas de cabelo de outras pessoas
evitar uso de roupas molhadas .

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sarna


O que é "Sarna"?

A sarna, chamada cientificamente de escabiose, é uma doença de pele que gera muita coceira e que é causada por um pequeno ácaro, parasita que escava a superfície da pele.

Como esta doença é transmitida?

Esta doença é transmitida através do contato com outra pessoa com sarna. O contato pode até ser muito rápido, mas normalmente é necessário contato prolongado ou repetido. Mais raramente, pode-se também adqüirir escabiose através de contato com locais ou roupas infectadas.

Só pessoas com maus hábitos de higiene estão sujeitas a esta doença?

Não; mesmo aqueles que são cuidadosos com sua higiene pessoal podem se contaminar com esta parasitose. O que ocorre é que estas pessoas não manifestam esta doença com a mesma intensidade. Nestes casos o diagnóstico pode até ser mais difícil.

Quais são os sintomas desta doença?

A sarna causa várias lesões de pele, pequenas, elevadas avermelhadas, que coçam muito. Acomete caracteristicamente algumas regiões do corpo: punhos, entre os dedos, ao redor das axilas, coxas, pênis, entre os dedos do pé, nos seios. A sarna raramente afeta a cabeça ou a face em adultos. A pessoa pode ser portadora de sarna por até 12 semanas antes que note qualquer coceira ou lesão na pele. A coceira nesta doença ocorre devido a uma sensibilização ao parasita e a seus produtos, e leva pelo menos 4 semanas para desenvolver-se. Durante este período um paciente pode estar infectado com sarna sem quaisquer sintomas e transmitir esta doença para outros.



Agente da sarna no microscópio.

Bebê com lesões induzidas pela sarna

Escavações feitas pelo parasita na mão.

Como é feito o diagnóstico?

Além do aspecto das lesões, alguns dados da história podem sugerir este diagnóstico:
- adulto jovem em contato próximo com mais alguém que esteja se coçando.
- idosos internados ou em um asilo.
- avós ou pais de crianças que estão se coçando.
- crianças da mesma classe que estejam se coçando.

O parasita responsável pela doença pode ser encontrado em um raspado da pele em ate 50% dos casos, quando examinamos este material ao microscópio.

Esta doença é transmitida por animais?

O agente da sarna não é totalmente específico: pode haver infecçao humana pela espécie que afeta os animais. Porém esta infecção é de curta duração e pouco importante.

Qual o tratamento?

Para pacientes adultos, pode ser realizado tratamento oral com um medicamento recente chamado ivermectina (também conhecido como Revectina - marca registrada). O tratamento mais tradicional e barato para a sarna é realizado através da aplicação na pele de uma loção contendo por exemplo um dos seguintes produtos:
- benzoato de benzila
- permetrina
- monossulfiram

Embora o parasita causador da sarna não sobreviva mais que 24 horas fora da pele humana, é aconselhado que em cada dia de tratamento para a sarna deva ser também realizada lavagem de toda a roupa de cama, assim como daquela de uso pessoal. Estas roupas devem ser colocadas em água fervente ou passadas com ferro bem quente.
A maior parte das pessoas melhora muito após alguns dias de tratamento, mas pode levar até 4-6 semanas para que a coceira e as lesões desapareçam. Para reduzir as chances que ocorra falha no tratamento, é importante tratar todos os que moram na mesma casa que a pessoa afetada, mesmo que não estejam se coçando.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pé diabético



O pé diabético é uma série de alterações anatomopatológicas e neurológicas periféricas que ocorrem nos pés de pessoas acometidas pelo diabetes mellitus. Essas alterações constituem-se de neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e diminuição da circulação sanguínea no local. Essas lesões geralmente apresentam contaminação por bactérias, e como o diabetes provoca um retardo na cicatrização, ocorre o risco do pé ser amputado. O pé diabético ocorre pela ação destrutiva do excesso de glicose no sangue. A nível vascular, causa endurecimento das paredes dos vasos, além de sua oclusão, o que faz a circulação diminuir, provocando isquemia e trombose.

Labirinto - Anatomia da Orelha



AUDIÇÃO
ANATOMIA DA ORELHA


O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico.

A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana. Além da função de ouvir, o ouvido também é responsável pelo equilíbrio.

A orelha está dividida em três partes: orelhas externa, média e interna (antigamente denominadas ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno).


ORELHA EXTERNA

A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo.

Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele, tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média.

O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo, tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume ou cera.

Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos.

O canal auditivo externo termina numa delicada membrana - tímpano ou membrana timpânica - firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico.

ORELHA MÉDIA

A orelha média começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo. Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos.

O cabo do martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. O outro orifício é a janela redonda. A orelha média comunica-se também com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja reestabelecido.


ORELHA INTERNA

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e a redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.



A cóclea é um aparelho membranoso formado por tubos espiralados.


O diagrama da secção transversal (ao lado), mostra que a cóclea é composta por três tubos individuais, colados um ao lado do outro: as escalas ou rampas timpânica, média ou coclear e vestibular. Todos esses tubos são separados um do outro por membranas. A membrana existente entre a escala vestibular e a escala média é tão fina que não oferece obstáculo para a passagem das ondas sonoras. Sua função é simplesmente separar os líquidos das escalas média e vestibular, pois esses têm origem e composição química distintas entre si e são importantes para o adequado funcionamento das células receptoras de som. Por outro lado, a membrana que separa a escala média da escala timpânica – chamada membrana basilar – é uma estrutura bastante resistente, que bloqueia as ondas sonoras. Essa membrana é sustentada por cerca de 25.000 estruturas finas, com a forma de palheta, as quais se projetam de um dos lados da membrana e aparecem ao longo de toda a sua extensão – as fibras basilares.

As fibras basilares próximas à janela oval na base da cóclea são curtas, mas tornam-se progressivamente mais longas à medida que se aproximam da porção superior da cóclea,. Na parte final da cóclea, essas fibras são aproximadamente duas vezes mais longas do que as basais.

Na superfície da membrana basilar localiza-se o órgão de Corti, onde há células nervosas ciliares (células sensoriais). Sobre o órgão de Corti há uma estrutura membranosa, chamada membrana tectórica, que se apóia, como se fosse um teto, sobre os cílios das células sensoriais.

Cóclea

1- escala ou rampa média ou coclear

2- escala ou rampa vestibular

3- escala ou rampa timpânica

4- gânglio espiral

5- nervo coclear (partindo da membrana basilar)



O labirinto posterior (ou vestibular) é constituído pelos canais semicirculares e pelo vestíbulo. Na parte posterior do vestíbulo estão as cinco aberturas dos canais semicirculares, e na parte anterior, a abertura para o canal coclear.



Os canais semicirculares não têm função auditiva, mas são importantes na manutenção do equilíbrio do corpo. São pequenos tubos circulares (três tubos em forma de semicírculo) que contêm líquido e estão colocados, respectivamente, em três planos espaciais (um horizontal e dois verticais) no labitinto posterior, em cada lado da cabeça. No término de cada canal semicircular existe uma válvula com a forma de uma folha - a crista ampular. Essa estrutura contém tufos pilosos (cílios) que se projetam de células ciliares semelhantes às maculares.

Entre os canais semicirculares e a cóclea está uma grande cavidade cheia de um líquido chamado perilinfa - o vestíbulo. No interior dessa cavidade existem duas bolsas membranáceas, contendo outro líquido – a endolinfa: uma póstero-superior, o utrículo, e uma ântero-inferior, o sáculo. Tanto o utrículo quanto o sáculo contêm células sensoriais agrupadas em estruturas denominadas máculas. Células nervosas da base da mácula projetam cílios sobre uma massa gelatinosa na qual estão localizados minúsculos grânulos calcificados, semelhantes a pequenos grãos de areia - os otólitos ou otocônios.

O utrículo e o sáculo comunicam-se através dos ductos utricular e sacular.

terça-feira, 26 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sistema Respiratório


SISTEMA RESPIRATÓRIO:

O sistema respiratório humano compõe-se dos seguintes segmentos:

Nariz - Fossas Nasais – Faringe – Laringe – Traquéia – Brônquios, Bronquíolos e Alvéolos – Pulmões

O nariz recebe o ar inspirado através das narinas, que o conduzem ao vestíbulo do nariz. A parte inferior do vestíbulo contém pelos que servem para reter as maiores partículas que podem entrar no sistema respiratório durante a inspiração. A ponte do nariz é formada pelos ossos nasais. O restante consiste de placas de cartilagem mantidas juntas por tecido conjuntivo. Para formar o septo do nariz uma das cartilagens articula-se superiormente com os ossos nasais, inferiormente com o vômer, e com as maxilas e posteriormente com o osso etmóide. O septo do nariz divide a cavidade do nariz em câmaras direita e esquerda. O assoalho da cavidade do nariz é formado pelo palato duro – ósseo e mais posteriormente pelo palato mole – muscular. O palato separa a cavidade do nariz da cavidade da boca.

As fossas nasais são dois condutos razoavelmente estreitos que correm paralelamente pelo interior do nariz. São espaços aéreos localizados nos ossos frontal, maxilar, etmóide e esfenóide. Todavia, nas suas porções mais profundas, no interior dos ossos da face, abrem-se em amplas cavidades que vão convergir na nasofaringe. As aberturas internas das fossas nasais na nasofaringe recebem o nome de coanas. Os ductos nasolacrimais, que drenam fluidos (lágrimas) da superfície dos olhos, também drenam nas cavidades do nariz. As fossas nasais são revestidas internamente por uma mucosa de tecido epitelial, que contém numerosas glândulas mucosas. A parte da mucosa localizada no alto da cavidade do nariz, é um epitélio especializado chamado epitélio olfatório. Esta região é suprida pelo nervo olfatório que atravessa o osso etmóide para alcançar o cérebro. Embora o epitélio olfatório seja sensível aos odores, ele não se encontra diretamente no caminho do ar, por isso é preciso aspirar o ar mais intensamente para detectar o cheiro.

A faringe é o único órgão que faz parte ao mesmo tempo do sistema digestório e do sistema respiratório, pois por ela passam alimentos e o ar inspirado e expirado. A faringe é dividida em três partes: parte nasal (nasofaringe), parte bucal (bucofaringe) e parte laríngea (laringofaringe).

- Nasofaringe – está localizada atrás da cavidade do nariz e é contínua com ela através

das coanas. A membrana mucosa da nasofaringe, tal como a da cavidade do nariz, é formada de tecido epitelial. Nas suas paredes laterais, a nasofaringe recebe as tubas auditivas que conectam a nasofaringe com a cavidade do ouvido médio. Na parte posterior está a grande tonsila faríngea. Quando estas tonsilas tornam-se aumentadas como resposta a uma infecção são chamadas adenóides. O palato mole e a úvula formam o assoalho da nasofaringe.

- Bucofaringe – A bucofaringe é a continuação da nasofaringe, estendendo-se desde o palato mole até o começo da laringofaringe. Comunica-se com a cavidade da boca através das fauces. A bucofaringe, por isso, recebe alimento da cavidade da boca e ar da nasofaringe. Durante o exercício, o ar também pode entrar na bucofaringe pela boca, aumentando a taxa de ventilação pulmonar. A membrana mucosa que reveste a bucofaringe é formada por tecido epitelial, do tipo encontrado na cavidade da boca e na porção superior do tracto digestivo. Este tipo de epitélio serve para proteger a região de alimentos abrasivos, qundo da deglutição. Nas paredes laterais estão duas tonsilas palatinas (amígdalas). Infiltrada na base da língua encontra-se a tonsila lingual. As tonsilas são formadas por tecido linfóide e por isso mesmo fazem parte do sistema imunitário do corpo.

- Laringofaringe – A laringofaringe estende-se desde a bucofaringe, acima, até o esôfago, abaixo. Comunica-se anteriormente com a laringe. Como a bucofaringe, a laringofaringe serve como passagem de alimento e ar.

A laringe conecta a laringofaringe com a traquéia, situada abaixo dela. O ar que vai para os pulmões ou deles é proveniente passa através da laringe. Qualquer substância sólida que entre na laringe, como alimento, é geralmente expelida por tosse violenta. A laringe forma a proeminência laríngea (Pomo de Adão) na face anterior do pescoço. Essa proeminência é visível nos homens logo após a puberdade, quando a laringe torna-se maior que nas mulheres. A laringe é formada por nove cartilagens - três ímpares e três pares. Essas cartilagens são mantidas juntas e unidas ao osso hióide acima e à traquéia abaixo, por ligamentos e músculos. A cartilagem tireóidea é a maior das cartilagens ímpares. Ela é formada por duas placas achatadas, produzindo a proeminência laríngea. As placas permanecem separadas posteriormente, deixando uma ampla abertura na laringofaringe. Logo abaixo da cartilagem tireóidea está a cartilagem cricóidea, em forma de anel, que está ancorada na cartilagem tireóidea acima e na traquéia abaixo. A região posterior da cartilagem cricóidea é mais larga que a região anterior. A terceira cartilagem ímpar, com forma de folha, é a epiglote. Durante a deglutição, a laringe é puxada para cima, encostando-se na epiglote que tende a desviar sólidos e fluidos para longe da abertura da laringe em direção ao esôfago. As cartilagens aritenóideas são as mais importantes das cartilagens pares. Cada cartilagem aritenóidea tem a forma de uma pequena pirâmide e se localiza na borda súpero-posterior da cartilagem cricóidea. A extremidade posterior das cordas vocais fixa-se nas cartilagens aritenóideas, e o movimento das cartilagens é responsável pela variação de tensão das cordas ou pregas vocais. As outras cartilagens pares, cuneiformes e corniculadas, são pequenas e muito relacionadas com as cartilagens aritenóideas. A mucosa, perto da entrada da laringe, forma dois pares de pregas horizontais que se estendem uma de cada lado, desde a cartilagem tireóidea até a cartilagem aritenóidea. O par superior de pregas é chamado de pregas vestibulares (falsas cordas vocais). O par inferior é chamado de pregas vocais (cordas vocais verdadeiras). A abertura entre as pregas vocais através da qual o ar entra na laringe é a glote.

A traquéia é um canal delimitado em toda a sua extensão por anéis cartilaginosos, que impedem a sua deformação ou o seu acotovelamento, por algum movimento indevido do corpo, o que dificultaria o acesso do ar aos pulmões. Na sua parte de baixo, a traquéia se bifurca (carina) e origina os brônquios direito e esquerdo. Quando a passagem do ar pelas partes aéreas superiores é impedida, pode-se criar algumas vezes um caminho direto para o ar na traquéia, cirurgicamente, através da parede anterior do pescoço, entre o segundo e o terceiro anéis cartilaginosos. Este procedimento é chamado traqueostomia. A traquéia é revestida por uma membrana mucosa de tecido epitelial ciliado que contém inúmeras glândulas mucosas. Como os cílios se movem para cima, eles tendem a carregar partículas estranas e excessiva secreção mucosa para fora, desde os pulmões até a faringe, onde eles são deglutidos.

Os brônquios, direito e esquerdo, penetram nos seus respectivos pulmões e vão se ramificando, originando os bronquíolos que também se ramificam, dando bronquíolos cada vez mais finos, até os bronquíolos terminais. Os bronquíolos terminais se abrem em cachos de alvéolos. Cada alvéolo é uma minúscula cavidade delimitada por uma fina camada de tecido epitelial, ao redor da qual correm numerosamente os capilares sanguíneos. Frequentemente, diversos alvéolos abrem-se numa câmara comum chamada saco alveolar. A árvore brônquica é revestida por tecido epitelial ciliado. Entretanto, nos bronquíolos respiratórios o epitélio perde os cílios. A quantidade saco alveolares e o sistema de tubos brônquicos através dos quais o ar passa para atingir os alvéolos dá aos pulmões a sua textura esponjosa.

Os pulmões são dois, um direito e outro esquerdo, e estão situados no interior da cavidade torácica. Têm a forma semelhante a de um cone, com o ápice pontiagudo de cada um sobrepondo o estreito espaço do alto da cavidade torácica, atrás da clavícula. A base de cada pulmão é larga e côncava e descansa sobre a superfície convexa do diafragma. Uma depressão chamada hilo é encontrada na face mediastinal do pulmão. O hilo é a região onde as etruturas que formam a raiz do pulmão (o pedículo) – isto é, os brônquios, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos – entram ou saem do pulmão. A face costal, que se posiciona contra as costelas é arredondada seguindo a curvatura das costelas. O pulmão esquerdo apresenta uma concavidade para o coração, chamada incisura cardíaca, na sua face mediastinal. Cada pulmão é dividido em lobos superior e inferior por uma fissura oblíqua. O pulmão direito é ainda dividido por uma fissura horizontal que delimita um lobo médio. Assim, o pulmão direito tem três lobos, enquanto o esquerdo tem dois. Além desses cinco lobos, que são visíveis externamente, cada pulmão é subdivido por tabiques de tecido conjuntivo em unidades menores chamadas segmentos broncopulmonares suprida por um brônquio específico. O lobo superior do pulmão direito três segmentos; o lobo médio tem dois; o lobo inferior tem cinco. No pulmão esquerdo, tanto o lobo superior como o inferior tem cinco segmentos cada um, embora alguns deles não estejam distintamente separados. Os dois pulmões são separados por um espaço chamado mediastino. Importantes estruturas estão localizadas no mediastino, incluindo o coração, a aorta, as veias cavas, os vasos pulmonares, o esôfago, parte da traquéia e dos brônquios, e o timo. Depois de circular pela

vias respiratórias o ar inspirado penetra nos alvéolos pulmonares. Nos alvéolos o oxigênio atravessa as membranas alveolar e capilar, passando às hemácias e fixa-se em suas

hemoglobinas. O dióxido de carbono segue o trajeto inverso, e é expulso na expiração.

Pleuras – São dois folhetos serosos que envolvem os pulmões. Existe uma pleura visceral que recobre a superfície pulmonar e uma pleura parietal que corresponde às paredes da caixa torácica. Os folhetos estão em contato íntimo, mas existe um espaço entre eles, o espaço pleural, preenchido pelo fluido pleural. Este é secretado pela pleura, e age como lubrificante para reduzir o atrito entre as duas camadas durante os movimentos respiratórios. Facilitam o deslizamento dos pulmões sobre as paredes da caixa torácica.

Vascularização do pulmão – Existem dois circuitos com funções diferentes. As artérias pulmonares conduzem o sangue venoso desde o coração, proveniente do ventrículo direito, e acompanham os brônquios até a rede capilar dos alvéolos. As veias pulmonares recolhem o sangue oxigenado nos alvéolos e conduzem-no ao átrio esquerdo. As artérias brônquicas são os vasos nutritivos, existindo um para cada pulmão. O sangue venoso é recolhido pelas veias brônquicas que terminam na veia ázigos.

O MECANISMO DA RESPIRAÇÃO

O ar, cheio de oxigênio, penetra pelas fossas nasais (frequentemente também é aspirado pela boca), percorre a faringe, passa pela glote, atinge a laringe, flui pela traquéia em direção aos brônquios, percorre-os e penetra nos bronquíolos, já na estrutura dos pulmões.

Ao nível dos alvéolos pulmonares, em função da diferença de tensão parcial dos gases (oxigênio e dióxido de carbono), ocorrem as trocas gasosas entre o sangue (contido nos vasos que circundam os alvéolos) e o ar inspirado, que está preenchendo as cavidades alveolares. Essa troca de gases recebe o nome de hematose. O oxigênio passa do meio intra-alveolar para o sangue, enquanto o dióxido de carbono, seguindo sentido contrário, passa do sangue para o interior dos alvéolos. Os pulmões não possuem movimentos próprios. Eles se contraem ou se distendem porque são altamente elásticos e acompanham simplesmente as diminuições ou os aumentos de diâmetro da caixa torácica. As variações

de diâmetro da caixa torácica são promovidas por dois mecanismos: as contrações e distensões do diafragma e as contrações e relaxamentos dos músculos intercostais.

Quando o diafragma se contrai, ele retrai a sua cúpula, que fica mais ou menos horizontal, aumentando, assim, o diâmetro vertical da cavidade intratorácica. Quando ele se relaxa, a pressão das vísceras abdominais o empurra para cima, levando a cúpula diafragmática a comprimir os pulmões. A contração dos músculos intercostais provoca uma maior aproximação das costelas e o levantamento de todo o gradial costal. Como normalmente as costelas ficam um tanto caídas, o levantamento de todo o conjunto delas determina um aumento do diâmetro ântero-posterior da cavidade intra-torácica. Quando há o relaxamento dessa musculatura, as costelas voltam a se aproximar e inclinar para baixo. Assim, o volume intra-torácico diminui. Cada vez que a cavidade intra-torácica aumenta, ela condiciona uma espécie de “vácuo” que se faz preencher pelos pulmões. Por serem elásticos, eles se abrem como “foles”, aspirando o ar do exterior. Na realidade, o que acontece é que a pressão intra-torácica fica menor do que a pressão atmosférica. E, por isso, o ar de fora invade os pulmões. Quando o volume do interior do tórax diminui, a pressão intra-torácica fica maior do que a pressão atmosférica e, por consequência, o ar é expelido. Assim se processam a inspiração e a expiração.

Sistema Locomotor


SISTEMA LOCOMOTOR:

É um conjunto de órgãos cuja principal função é permitir ao corpo humano a realização de movimentos. Consequentemente, o ser humano pode se relacionar com os outros indivíduos de sua espécie. Outras funções do aparelho locomotor são:

- Dotar o corpo da sua configuração ou aparência exterior,

- Conferir-lhe rigidez e resistência,

- Proteger as vísceras ou órgãos internos.

Os elementos que constituem o aparelho locomotor são: os ossos, as articulações e os músculos.

Ossos:

São a estrutura rígida do aparelho locomotor. Em conjunto, constituem o sistema ósseo ou esqueleto. No corpo humano existem 208 ossos no adulto, excluindo-se os ossos supranumerários do crânio e os sesamóides.

Músculos:

Formam a parte ativa do aparelho locomotor. Estão unidos aos ossos por meio das inserções musculares. Possuem atividade própria, a contração muscular, que tem origem na resposta aos estímulos nervosos. Existem mais de 400 músculos de tamanho e potência muito variáveis. Um número tão elevado de músculos permite a realização de grande quantidade de movimentos, alguns de grande precisão como os que são realizados pela mão.

Articulações:

São os elementos mais complexos do aparelho locomotor. São estruturas parcialmente moles e parcialmente rígidas que possibilitam a união entre si, de dois ou mais ossos. Graças à existência das articulações é possível realizar o movimento dos ossos sem desgaste demasiado devido ao roçar excessivo entre eles. As articulações possuem componentes vários: ligamentos, cápsula articular, cartilagem e meniscos.

Existem articulações de diversos tipos: algumas são muito complexas, com grande variedade de movimentos, como as do ombro ou da mão. Outras são rígidas, sem nenhum movimento, como as que unem, entre si, os ossos do crânio.

Sistema Ósseo:

Esqueleto:

É constituído pelo conjunto dos ossos, que são órgãos esbranquiçados, duros e resistentes. Estão situados entre partes moles, as quais servem de apoio, e em alguns casos apresentam cavidades que alojam e protegem as vísceras. O esqueleto humano é composto sobretudo pela coluna vertebral, situada verticalmente na linha média, que sustém o crânio na sua extremidade superior. A sua extremidade inferior forma o sacro e o cóccix, que representa o rudimento da cauda dos animais. Da parte média da coluna vertebral partem lateralmente as costelas, que se articulam à frente com o esterno. O espaço delimitado por ambos é o tórax,

que aloja vísceras tão importantes como o coração e os pulmões. Por último, na parte superior do tórax e na parte inferior da coluna se encontram implantados, respectivamentee de forma simétrica, os dois pares de membros: os superiores ou torácicos e os inferiores ou pélvicos.

Crescimento do osso:

No momento do nascimento, os ossos não estão totalmente calcificados. Durante a infância e a adolescência ocorrem o crescimento do corpo, condicionado fundamentalmente pelo crescimento dos ossos. Nas extremidades dos ossos longos, existe uma zona, a cartilagem de crescimento, a partir da qual vai se formando novo tecido ósseo que determina o crescimento em comprimento dos ossos. Entre os 20 e os 25 anos, verifica-se a total ossificação da cartilagem de crescimento, quando o indivíduo para de crescer.

Este processo é regulado por fatores genéticos e hormonais. O osso não possui exclusivamente uma função de sustentação e crescimento. Durante toda a vida contribui para a regulação do metabolismo do cálcio, fundamental para o funcionamento dos músculos e do meio interno. Isto ocorre devido ao fato do osso não ser um órgão estático mas, sim por estar em constante formação e destruição. Este processo é executado pelas células formadoras de osso, os osteoblastos, e células destruidoras, os osteoclastos.

Em condições normais, deve existir um equilibrio total entre os processos de formação e destruição óssea.

Tipos de ossos:

Ossos longos:

Verifica-se o predomínio do comprimento. Existe uma parte mediana comprida, a diáfise ou corpo ósseo, e duas extremidades, as epífises. É o que acontece, por exemplo, com o fêmur e o úmero. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto, e a parte interna por substância esponjosa. A diáfise encerra uma cavidade no seu interior, a cavidade medular, rodeada de tecido compacto.

Ossos planos ou largos:

Verifica-se o predomínio do comprimento e da largura. Distingue-se uma zona interior ou diploe e duas tábuas, externa e interna; por exemplo, os ossos parietal e frontal do crânio.

Ossos curtos:

Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais, o que lhes confere grande resistência, ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. É o caso dos ossos do punho.

Eminências ósseas:

São as partes que sobressaem da superfície de um osso. Podem ser articulares ou não articulares, conforme façam ou não parte de uma articulação. As eminências não articulares servem para a inserção dos músculos ou ligamentos e se denominam, segundo sua forma, protuberância, tuberosidade, linhas, cristas etc. Mediante pontos de apoio e sistemas de alvanca, tornam possíveis os movimentos corporais.

Cavidades ósseas: Também podem ser articulares ou não articulares. No primeiro caso, alojam as eminências ósseas correspondentes. As cavidades não articulares alojam as partes moles, como órgãos, tendões, artérias, aos quais conferem proteção. Têm vários nomes, de acordo com sua forma: fossas, sulcos, canais etc. Os seios são cavidades repletas de ar.

Orifícios e canais ósseos:

Podem ser de transmissão ou de nutrição, se por eles passam, respectivamente, estruturas nervosas ou artérias e veias que fornecem substâncias nutritivas ao osso.

Constituição interna dos ossos:

Se realizarmos um corte num osso, podemos observar três partes perfeitamente distintas entre si:

· Periósteo – é a camada mais externa, muito vascularizada, muito vascularizada, que permite a nutrição dos ossos. Cobre toda a superfície dos ossos, exceto as zonas articulares.

· Substância óssea – à primeira vista, observando a parte interna de um osso, podem distinguir-se duas classes de tecido ósseo: o esponjoso e o compacto. Ambos fazem parte da porção dura do osso e na sua composição predomina o cálcio.

Osso esponjoso: é formado por uma rede tridimensional de espículas ou trabéculas ósseas, que delimitam um labirinto de espaços intercomunicantes, ocupados pela medula óssea.

Osso compacto: é uma massa sólida, na qual os espaços só são visíveis ao microscópio.

· Medula óssea – é uma estrutura mole que preenche as pequenas cavidades de tecido esponjoso e que nos ossos longos está contida numa cavidade central, que por isso se chama cavidade medular. Podemos distinguir a medula óssea vermelha, ativa e encarregada de fabricar as células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), e a amarela, inativa e formada quase exclusivamente por gordura.

No embrião e no recém-nascido só existe medula óssea vermelha, mas durante o crescimento uma parte dela se converte em medula amarela, de tal maneira que nos adultos existe aproximadamente metade de cada tipo. As vértebras, as costelas, o esterno, a diploe dos ossos cranianos, e frequentemente as epífises do fêmur e do úmero contém medula vermelha. Em condições normais, aproximadamente 70% da medula vermelha está ocupada por gordura, enquanto os 30% restantes são tecido mielóide, ativo e formador de células sanguíneas.