sábado, 15 de maio de 2010

Tipos de respirações



A respiração celular é um fenômeno que consiste basicamente no processo de extração de energia química acumulada nas moléculas de substâncias orgânicas. Nesse processo, verifica-se a oxidação de compostos orgânicos de alto teor energético, como proteínas e lípidos, para que possam ocorrer as diversas formas de trabalho celular. A organela responsável por essa respiração é a mitocôndria em paralelo com o sistema golgiense.

Ela pode ser de dois tipos, respiração anaeróbica (sem utilização de oxigênio também chamada de fermentação) e respiração aeróbica (com utilização de oxigênio).

Nos organismos aeróbicos, a equação é simplificada da respiração celular pode ser assim representada:

C6H12O6 + 6 O2 -> 6 CO2 + 6 H2O + energia (ATP)

Respiração traqueal

Muitos artrópodes têm, como sistema respiratório, um sistema de túbulos, as traqueias que, abrindo para o exterior, levam o ar até aos órgãos onde circula a hemolinfa, permitindo assim as trocas gasosas.

As filotraquéias ou pulmões foliáceos são estruturas exclusivas dos aracnídeos, sempre existindo aos pares.

Cada pulmão foliáceo é uma invaginação (reentrância) da parede abdominal ventral, formando uma bolsa onde várias lamelas paralelas (lembrando as folhas de um livro entreaberto), altamente vascularizadas, realizam as trocas gasosas diretamente com o ar que entra por uma abertura do exoesqueleto.

A organização das filotraquéias lembra a das brânquias, com a diferença de que estão adaptadas à respiração aérea.

Algumas aranhas pequenas e os carrapatos têm, apenas, respiração traqueal.

Respiração branquial

A respiração branquial é mais complexa que os outros tipos de respiração porque o oxigênio encontra-se dissolvido no meio aquático.

Os peixes não fazem movimentos de inspiração e expiração como nos animais pulmonados. Ocorre um fluxo constante e unidirecional de água que penetra pela boca, atinge os órgãos respiratórios e sai imediatamente pelo opérculo.

A cada filamento chega uma artéria com sangue venoso que se ramifica pelas lamelas branquiais. A partir daí o sangue é oxigenado e deixa a estrutura por uma veia.

As trocas gasosas entre o sangue e a água são facilitadas pela presença de um sistema contracorrente: fluxo de água e sangue em sentidos contrários. O sangue que deixa as lamelas branquiais contém o máximo de oxigênio e o mínimo de gás carbônico.

Respiração pulmonar

A respiração pulmonar é o processo pelo qual o ar entra nos pulmões e sai em seguida, num processo conhecido por ventilação pulmonar. É um acontecimento repetitivo que envolve todo o conjunto de órgãos do sistema respiratório.

A complexidade dos pulmões aumenta conforme a independência de água no ciclo de vida do animal aumenta. Nos mamíferos, os pulmões são grandes e ramificados internamente e formam pequenas bolsas: os alvéolos.

Entretanto, nas aves, os pulmões são pequenos, compactos, não-alvelares e deles partem os sacos aéreos. Os sacos aéreos atingem todas as regiões importantes do corpo, havendo inclusive vias que partem desses sacos e penetram no esqueleto (ossos pneumáticos).

Os répteis também apresentam pulmões alveolares porém menos complexos que os dos mamíferos. Os alvéolos ampliam a área de superfície das trocas gasosas.

Anfíbios: surgem após a fase larval. Apresentam alvéolos muito simples, o que é compensado, parcialmente, pela respiração cutânea.

Peixes Pulmonados: utilizam a bexiga natatória como pulmão, o que lhes permite resistir a curtos períodos de seca permanecendo enterrados no lodo.

Respiração cutânea

Os animais de respiração cutânea precisam ter o tegumento (epiderme ou pele) constantemente humedecido, uma vez que o oxigénio e o dióxido de carbono só atravessam membranas quando dissolvidos. Portanto, esses organismos só podem viver em ambientes aquáticos e em ambientes terrestres muito úmidos. Entre as células que formam a sua epiderme, há algumas especializadas na produção de um muco. Esse muco espalha-se sobre o tegumento, mantendo-o húmido e possibilitando as trocas gasosas.

Respiração Celular Aeróbia


Respiração celular é o processo de conversão das ligações químicas de moléculas ricas em energia que poderão ser usada nos processos vitais. Ela pode ser de dois tipos, Respiração Anaeróbia (sem utilização de oxigênio também chamada de fermentação) e Respiração Aeróbia (com utilização de oxigênio). A respiração celular é o processo de obtenção de energia mais utilizado pelos seres vivos. Na respiração, ocorre a libertação de dióxido de carbono e energia e o consumo de oxigénio e glicose, ou outra substância orgânica. A organela responsável por essa respiração é a mitocondria.

Do ponto de vista da fisiologia, o processo pelo qual um organismo vivo troca oxigênio e dióxido de carbono com o seu meio ambiente é chamado de ventilação, respiração ocorre apenas na célula, operação executada pela mitocondria.

Do ponto de vista da bioquímica, respiração celular é o processo de conversão das ligações químicas de moléculas ricas em energia que possa ser usada nos processos vitais. A respiração celular processa-se nas seguintes etapas: Glicólise

Ciclo de Krebs

Cadeia respiratória

Fosforilação oxidativa

O processo básico da respiração celular é a quebra da glicose ou Glicólise, que se pode expressar pela seguinte equação química:

C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + energia

Nutrientes (energia química) + O2 → CO2 + H2O + Energia(alguma que se perde sob a forma de calor e outra parte armazena-se sob a forma de ATP)

Este artigo centra-se nos fenómenos da respiração celular, que se processa segundo duas sequências básicas:

Glicose e Oxidação do piruvato através de um de dois processos: Respiração aeróbia ou Respiração anaeróbia


* 1 Oxidação do piruvato
o 1.1 Respiração aeróbia
o 1.2 Respiração anaeróbia
* 2 Artigos relacionados

Oxidação do piruvato

De acordo com o tipo de metabolismo, existem duas sequências possíveis para a oxidação do piruvato proveniente da glicólise:

1. Neste primeiro processo, a oxidação do píruvato ocorre em uma respiração aeróbia, produzindo em seguida Acetilcoenzima A, iniciando assim o Ciclo de Krebs, como é demonstrado a baixo: Piruvato --> Acetil-Coa

Nesta etapa ocorre a entrada de NAD e CoA-SH.

O piruvato gerado na glicólise sofre desidrogenação e descarboxilação catalizado pelo complexo piruvato-desidrogenase, durante essas reações é adicionada a coenzima A, desta forma a partir de cada piruvato produz-se um acetil-CoA, iniciando logo em seguida o Ciclo de Krebs

Durante a glicólise pode ocorrer a falta de O2 gerando outras reações:

2.Nesta etapa a oxidação do piruvato ocorre em uma reação anaeróbia Oxidação Incompleta da Glicose: Glicose --> Piruvato --> Ácido láctico

Na ausência de O2 ou em situação de hipóxia, a cadeia respiratória fica bloqueada ou parcialmente bloqueada, por isso os NADH e FADH2 gerados nas reações de oxiredução não podem ser oxidados. Assim fica faltando NAD e FAD para as reações de desidrogenação. Com isso, o ciclo de Krebs não pode ocorrer ficando totalmente bloqueado, na falta de O2. Se houvesse uma forma de repor NAD e FAD sem o envolvimento da cadeia respiratória o ciclo poderia continuar ocorrendo. Na oxidação da glicose na ausência de O2, o NADH produzido não irá para a cadeia respiratória; da mesma forma, o piruvato não dara origem ao acetil-CoA. Assim fica acumulado NADH e piruvato. Para que a glicólise mantenha-se, o NADH acumulado transfere seus elétrons e P+ para o piruvato, originando ácido láctico e renegerando o NAD. Isto representa uma via alternativa de oxidação do NADH. Na oxidação incompleta o rendimento de ATP cai para apenas dois.
[editar] Respiração aeróbia

A respiração aeróbia requer oxigênio. Na glicólise, é formado o piruvato (também chamado de ácido pirúvico) bem como 2 ATP. Cada piruvato que entra na mitocôndria e é oxidado a um composto com 2 carbonos (acetato) que depois é combinado com a Coenzima-A, com a produção de NADH e libertação de CO2. De seguida, inicia-se o Ciclo de Krebs. Neste processo, o grupo acetil é combinado com compostos com 4 carbonos formando o citrato (6C). Por cada ciclo que ocorre liberta-se 2CO2, NADH e FADH2. No ciclo de Krebs obtém-se 2 ATPs. Numa última fase - cadeia transportadora de elétrons (ou fosforilação oxidativa) os elétrons removidos da glicose são transportados ao longo de uma cadeia transportadora, criando um gradiente protónico que permite a fosforilação do ADP. O aceptor final de elétrons é o O2, que, depois de se combinar com os elétrons e o hidrogênio, forma água. Nesta fase da respiração aeróbia a célula ganha 32 moléculas de ATP. Isso faz um total ganho de 30 ATP durante a respiração celular em que intervém o oxigênio.
[editar] Respiração anaeróbia

A respiração anaeróbia envolve um receptor de eléctrons diferente do oxigênio e existem vários tipos de bactérias capazes de usar uma grande variedade de compostos como receptores de eléctrons na respiração: compostos nitrogenados, tais como nitratos e nitritos, compostos de enxofre, tais como sulfatos, sulfitos, dióxido de enxofre e mesmo enxofre elementar, dióxido de carbono, compostos de ferro, de manganês, de cobalto e até de urânio.

No entanto, para todos estes , a respiração anaeróbia só ocorre em ambientes onde o oxigénio é escasso, como nos sedimentos marinhos e lacustres ou próximo de nascentes hidrotermais submarinas.

Uma das sequências alternativas à respiração anaeróbia é a fermentação, um processo em que o piruvato é apenas parcialmente oxidado, não se segue o ciclo de Krebs e não há produção de ATP numa cadeia de transporte de eléctrons. No entanto, a fermentação é útil para a célula porque regenera o dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD), que é consumido durante a glicólise.

Os diferentes tipos da fermentação produzem vários compostos diferentes, como o etanol (o álcool das bebidas alcoólicas, produzido por vários tipos de leveduras e bactérias) ou o ácido láctico do iogurte.

Outras moléculas, como NO2, SO2 são os aceptores finais na cadeia de transporte de elétrons.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dermatite


Dermatite atópica, também chamada de Eczema endógeno, neurodermite constitucional ou neurodermite disseminada é uma doença atópica, hereditária e não-contagiosa, caracterizada por inflamação crônica da pele.

Manifestações clínicas

Não há um tipo de lesão cutânea que caracterize os eczemas. Além do rubor, os eczemas podem apresentar vesículas, pápulas, pústulas e descamação da pele. O ressecamento da pele é significativo.

As lesões podem encontrar-se em diferentes estágios e com distribuição irregular. Os eczemas podem ser húmidos ou secretantes. As lesões são mais frequentemente encontradas na face e couro cabeludo, no pescoço, face interna dos cotovelos, atrás dos joelhos e nas nádegas.

Prurido ou coceira, é importante e ocorre com frequência.

A evolução da dermatite atópica, ou eczema endógeno, não é previsível, podendo ser rápida e curta ou crônica, com frequência inconstante de episódios de acutização.
Eczema em criança.
[editar] Etiologia

A dermatite atópica é um fenômeno auto-imune. Nele, sem causa aparente, o próprio sistema imunológico "ataca" a pele. Dermatite atópica difere de outros tipos de dermatite por não tratar-se de uma alergia [1], ou seja, não há a necessidade de contato prévio com alguma substância ou material.

Do ponto de vista bioquímico, há dois tipos de dermatite atópica. O primeiro associado à expressão de Imunoglobulina tipo E (IgE) e outro não vinculado à expressão de IgE.Têm prognósticos diferentes no tocante ao desenvolvimento de quadros respiratórios.

Atualmente considera-se o fator genético como preponderante na Dermatite Atópica. Foi demonstrado que um gene, chamado em inglês de "Filaggrin" (Proteína agregadora de filamentos) é grandemente responsável pela dermatite atópica."Filaggrin" agrega e liga o esqueleto de ceratina da epiderme. Mais da metade das crianças com dermatite atópica de intensidade moderada a grave possuem tal gene.[2][3]

Alterações da estrutura da pele e a deficência associada de peptídeos antimicrobiais favorece a colonização por bactérias como Staphylococcus aureus e leveduras, como Malassezia sp. A sensibilidade a leveduras é característica marcante dos pacientes portadores de dermatite atópica.

Enterotoxinas produzidas por S. aureus estimulam ativação de células T e macrófagos. As alterações cutâneas da DA são provenientes da expressão de citocinas próinflamatórias e ativação de resposta inflamatória.[4]

Embora a dermatite atópica não seja uma alergia, sua incidência é maior em pessoas alérgicas ou provenientes de famílias com história de febre do feno ou asma. Provavelmente devido à disfunção do sistema imunológico pré-existente causando um fenômeno de sensibilização cutânea.

Há, também, evidências de que alergias alimentares podem desencadear episódios de dermatite atópica.

Dermatite atópica surge mais comumente na infância e varia de gravidade até a idade adulta, quando costuma apresentar maior estabilidade.

Há indicações de que os estados emocionais alterados, como tristeza, ansiedade ou angústia, pioram a doença.

Tratamento

O tratamento pode ser através de medicamentos tópicos ou administrados por via oral ou parenteral.

Usa-se o tratamento tópico para criar proteção contra a desidratação da pele. Cremes e pomadas emolientes podem ser usados com frequência, sendo as últimas mais indicadas nos casos mais graves.Além do importante fator hidratante, pode-se aplicar medicamentos por via tópica, o que geralmente se faz nos casos mais leves, principalmente com uso de corticosteróides.[9]

* O uso de sabonetes e detergentes deve ser evitado ao máximo pelo paciente, uma vez que saponáceos, mesmo neutros, removem a camada lipídica da pele,contribuindo para maior desidratação das áreas acometidas pela dermatite.

O controle do prurido se faz com antihistamínicos.

Há algumas poucas evidências de que o controle ambiental possa melhorar o quadro de dermatite atópica. Entre estes, a umidificação do ambiente é o que demonstra ser mais eficaz.

Em casos de intensidade moderada a grave, serão utilizados medicamentos administrados por via oral, notadamente corticosteróides, e mais recentemente, imunomoduladores, como "Tacrolimus" e "Pimecrolimus" têm sido prescritos.

Em casos muito graves, o uso de imunossupressores, como ciclosporina, azatioprina ou metotrexate pode ser exigido.

O seguimento psicoterápico e técnicas auxiliares de controle da ansiedade podem ajudar.

Em caso de suspeita de uma doença auto-imune é interessante procurar um Reumatologista para indicar o melhor tratamento para o problema.

Tendinite


Tendinite é a inflamação de um tendão que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER - Lesão por Esforço Repetitivo). Não é adquirida necessariamente no trabalho, mas com a difusão da informática, tornou-se uma importante doença ocupacional.

Em consequência, esta condição afecta pessoas que dispendem muito tempo realizando uma mesma tarefa, quer em trabalho quer em lazer. Os grupos mais afectados são operários de linhas de montagem, que têm uma única tarefa ao longo de uma carreira de trabalho, e pessoas que utilizam demais o mouse de um computador.

A tendinite provoca dores muito fortes e pode resultar em incapacidade física. Os sintomas de aviso incluem sensação de dormência nos dedos, mãos frias e dificuldade de realizar tarefas simples como apertar um botão.

Uma vez que a tendinite é uma condição de difícil tratamento, uma prevenção eficaz é a melhor solução. As medidas preventivas mais aconselhadas incluem a realização de pausas frequentes no trabalho e a diversificação de movimentos realizados.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Asma


A asma é uma doença inflamatória crônica das vias áreas [1], que resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar. Sua fisiopatologia está relacionada a interação entre fatores genéticos e ambientais [1] que se manifestam como crises de falta de ar devido ao edema da mucosa brônquica, a hiperprodução de muco nas vias aéreas e a contração da musculatura lisa das vias aéreas, com conseqüente diminuição de seu diâmetro (broncoespasmo).

As crises são caracterizadas por vários sintomas como: dispnéia, tosse e sibilos, principalmente à noite. O estreitamento das vias aéreas é geralmente reversível porém, em pacientes com asma crônica, a inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo aéreo. As características patológicas incluem a presença de células inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, hipertrofia muscular, rolhas de muco e descamação do epitélio. O diagnóstico é principalmente clínico e o tratamento consta de medidas educativas, drogas que melhorem o fluxo aéreo na crise asmática e antiinflamatórios, principalmente a base de corticóides.

Epidemiologia

A asma afecta aproximadamente 5% dos adultos nos Estados Unidos. Tanto os internamentos, para tratamento da asma, como os óbitos têm aumentado. Em 1978, 2000 pessoas morreram devido à asma. Em 1988, o número de óbitos tinha mais do que duplicado, para 4800 e em 1995 o número de óbitos tinha subido para 5000. As razões para estes aumentos da morbilidade e da mortalidade não são bem conhecidas. A taxa de mortalidade em negros é mais elevada do que em brancos. Alguns especialistas têm sugerido que a razão, para este facto, é a de que os negros têm menos assistência médica. As mulheres têm taxas de mortalidade do que os homens e as mais elevadas taxas de mortalidade são entre pessoas com 65 anos de idade ou mais. Os óbitos, nos indivíduos com mais de 65 anos, aumentam durante os meses de Dezembro até Fevereiro (hemisfério norte), sugerindo que uma infecção concomitante (gripe, pneumonia) contribui para o aumento do número de internamentos e óbitos.

A asma é responsável no Brasil como a terceira causa de internamentos dentro do Sistema Único de Saúde. Em 2007 foram registradas 273.205 internações por asma no Brasil, o que equivale a 2,41% das internações totais, só ficando atrás das pneumonias e insuficiência cardíaca congestiva e doenças renais.

Sinais e sintomas

Caracteristicamente à doença, os sintomas aparecem de forma cíclica com períodos de piora. Dentre os principais sinais e sintomas estão: a tosse, que pode ou não, estar acompanhada de alguma expectoração (catarro), dificuldade respiratória, com dor ou ardência no peito, além de um chiado(sibilância). Na maioria das vezes não há expectoração ou se tem é tipo "clara de ovo".

Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.

A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.

Classificação

De acordo com os padrões das crises e testes, a asma pode ser classificada [1] em:

Asma intermitente; Asma persistente leve; Asma persistente moderada; Asma persistente grave.

Asma Intermitente:

* sintomas menos de uma vez por semana;
* crises de curta duração (leves);
* sintomas noturnos esporádicos (não mais do que duas vezes ao mês);
* provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Leve:

* presença de sintomas pelo menos uma vez por semana, porém, menos de uma vez ao dia;
* presença de sintomas noturnos mais de duas vezes ao mês,porém, menos de uma vez por semana;
* provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Moderada:

* sintomas diários;
* as crises podem afetar as atividades diárias e o sono;
* presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana;
* provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) >60% e < 80% do esperado.

Asma Persistente Grave:

* sintomas diários;
* crises freqüentes;
* sintomas noturnos freqüentes;
* provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) > 60% do esperado

Diagnóstico

O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente.

No exame físico, o médico poderá constatar a sibilância nos pulmões, principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.

Existem exames complementares que podem auxiliar o médico, dentre eles estão: a radiografia do tórax, exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a espirometria que identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar. Teste de bronco provocação com substâncias pró-inflamatórias; ex: histamina, metacolina.

O asmático também poderá ter em casa um aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.

Tratamento

Para se tratar a asma, a pessoa deve ter certos cuidado com o ambiente, principalmente na sua casa e no trabalho, além de usar medicações e manter consultas médicas regulares. Técnicas fisioterapêuticas se mostram bastante eficientes. Os medicamentos podem ser divididos em duas classes: de alívio e de manutenção [1].

Broncodilatadores

Utilizados principalmente como medicações de alívio para cortar uma crise de asma.
Um inalador típico, broncodilatador.

O broncodilatador é um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas - uns apresentam efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.

Antiinflamatórios

Utilizados principalmente para evitar e prevenir crises (manutenção).

Os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.

Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os antileucotrienos. Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.

Tanto os broncodilatadores quanto os antiinflamatórios podem ser usados de várias formas:

* por nebulização,
* nebulímetro ("spray" ou "bombinha"),
* inaladores de pó seco (através de turbuhaler, rotahaler, diskhaler ou cápsulas para inalação) –>são diferentes (e práticos) dispositivos para inalação;
* comprimido;
* xarope.

Os médicos dão preferência ao uso das medicações por nebulização, nebulímetro ou inaladores de pó seco por serem mais eficazes e causarem menos efeitos indesejáveis.

Tratamento Fisioterápico

Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O tratamento fisioterápico em pacientes com Asma é divido em dois: Crianças e Adultos.

Os procedimentos executados contribuem para melhorar a ventilação, auxiliar no relaxamento da musculatura respiratória, higienizar a via aérea hipersecretiva, além de prevenir a busca por serviços de emergência e hospitalizações, melhorar a condição física e aprimorar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Nas crianças, o tratamento são trabalhos de exercícios respiratórios reexpansivos passivos, através de manobras de desobstrução brônquica, drenagem postural e inalações, com estímulo de tosse se necessário. Crianças com boa capacidade colaborativa e coordenação desenvolvida podem se beneficiar de técnicas de treino de padrão ventilatório.

Em adultos, o tratamento enfatiza os alongamentos globais, exercícios aeróbicos, exercícios respiratórios reexpansivos, acompanhamento da evolução do fluxo respiratório e acompanhamento dos exercícios com uso de oxímetro, se necessário. Em alguns casos é necessário um trabalho de higiene brônquica, associada à aspiração de secreção brônquica (catarro), comum em pacientes infectados. Quando a hiperinsuflação pulmonar está presente, são utilizadas técnicas de desinsuflação pulmonar visando aumentar o volume de ar corrente.

Em estágios mais avançados do tratamento, é necessário o uso de incentivadores respiratórios, respiradores mecânicos não-invasivos, onde o paciente apresenta certa estabilidade do quadro, visando o condicionamento físico aliado à resistência pulmonar vitais para a diminuição das crises asmáticas. Exercícios posturais para relaxamento, mobilidade, alongamento e fortalecimento também são fundamentais para corrigir deformidades torácicas e posturais, comuns nos casos de doença avançada e com crises freqüentes.

Tratamento das crises/exacerbações

O doente asmático deve saber distinguir a medicação de manutenção da medicação a usar nas crises graves e situações de emergência. Deve ter-se em atenção que muitas vezes as embalagens podem ser iguais e que nem sempre se trata de seguir as cores, isto é, a embalagem vermelha nem sempre é para as crises e a verde nem sempre é para a manutenção; depende da marca comercial.

No tratamento dos ataques graves usam-se normalmente:

* Corticosteróides (particularmente os de administração por via sistémica)
* Agonistas adrenérgicos beta-2 inalados (salbutamol, terbutalina e fenoterol por exemplo)
* Anti-colinérgicos (Brometo de Ipratrópio ou de Tiotrópio)

Prevenção

Como prevenção de crises de asma, o asmático poderá usar os corticosteróides, os beta2-agonistas de longa duração e os antileucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos catalizadores da crise asmática.

Não há como prevenir a existência da doença, mas sim as suas exacerbações e seus sintomas diários.

Fatores de Risco e Prognóstico

O prognóstico para asmáticos é bom, especialmente para crianças com a doença . Para os asmáticos diagnosticados durante a infância, 54% não irão ter mais o diagnóstico após uma década. A extensão do dano permanente ao pulmão em asmáticos ainda não é clara.

Alguns dos fatores de risco potencial no prognóstico da asma brônquica são a hiper-reatividade das vias aéreas, alergia atópica, infecções respiratórias, tabagismo, condições climáticas e o início da doença em idade precoce. Já como fatores precipitantes e agravantes incluem-se os alergênios (pêlos de animais, fungos, pólens, insetos, etc), irritantes (tintas, aerossóis, perfumes, produtos químicos, fumaça de cigarro, etc), condições climáticas desfavoráveis (poluição, ar frio, etc), infecções (geralmente as virais), exercícios físicos, fatores emocionais, refluxo gastroesofágico, fatores endocrinológicos e a hipersensibilidade não alérgica a fármacos e produtos químicos.

Bronquite


Bronquite é a inflamação dos brônquios. Existem dois tipos, a bronquite aguda, que geralmente é causada por vírus ou bactérias e pode durar diversos dias ou semanas, e a bronquite crônica, não necessariamente causada por uma infecção, e geralmente faz parte de uma síndrome chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

A bronquite aguda ou cronica é caracterizada por tosse e expectoração (que expulsa, por meio da tosse, secreções provenientes da traquéia, brônquios e pulmões) e sintomas relacionados à obstrução das vias aéreas pela inflamação e pelo expectorado, como dificuldade de respiração e chiados. O tratamento pode ser realizado com antibióticos, broncodilatadores, entre outros.


Diagnóstico

Examinando o doente, o médico pode notar roncos e outras alterações na auscultação do tórax com o estetoscópio. O médico poderá também pedir uma radiografia do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia. Também poderá ser solicitado o exame do escarro para a identificação do germe envolvido. Outros exames como a análise do sangue poderão identificar a presença do vírus no sangue do indivíduo doente.

Tratamento

Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (obviamente quando o doente é tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. Para quem já tem a doença há um tempo considerável, deixar o fumo não vai fazer com que a doença regrida, mas desacelerará o seu avanço.

Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração.

Exercícios da terapia de reabilitação fazem com que o paciente seja capaz de utilizar a sua energia melhor ou de uma forma em que haja menor gasto de oxigênio.

A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também pode melhorar os sintomas, além de aumentar a expectativa de vida.

Corticóides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação crônica dos brônquios) minimizam os sintomas.

Além disso, antibióticos ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de uma infecção bacteriana nos brônquios.

Broncodilatadores

Os broncodilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. Podem ser utilizados através de nebulizações, nebulímetros (semelhantes à "bombinha" da Asma), cápsulas de inalar, comprimidos, xaropes, etc. O meio mais prático é o uso dos nebulímetros pois estes podem ser utilizados tanto em casa quanto fora, além de apresentarem menor freqüência de efeitos indesejáveis (como por exemplo o que um comprimido pode causar ao estômago).

Prevenção

Na bronquite crônica, é importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe, uma vez que esta pode piorar a doença. Com este mesmo objetivo, é indicado também o uso da vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora de infecções respiratórias, entre elas a pneumonia, e é claro, a própria bronquite crônica. A vacinação deve ser feita uma única vez e, em casos específicos, pode ser repetida depois de cinco anos.

Tabaco

Uma das principais medidas preventivas a serem tomadas é não fumar. O médico pode oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido, podendo indicar medicações auxiliares. A reposição de nicotina por gomas, adesivos ou outros recursos podem ser utilizados.

Também pode ser indicado o uso de bupropiona, um medicamento que tem o efeito de diminuir os sintomas de abstinência ao fumo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Rinite


Rinite é um termo médico que descreve a irritação e inflamação crônica ou aguda da mucosa nasal. É uma doença que pode ser causada tanto por vírus como por bactérias, embora seja manifestada com mais freqüência em decorrência de alergia, ou por reações ao pó, fumaça e outros agentes ambientais. A inflamação decorrente da rinite resulta na produção excessiva de muco, gerado pelo acúmulo da histamina, o que ocasiona o escorrimento nasal, sintoma mais típico da rinite.

Tipos
O ácaro é considerado o principal causador de alergia respiratória nos seres humanos.[1]

A rinite pode ser não-alérgica ou alérgica. A não-alérgica é geralmente causada por inflamação que não decorre de alergia ou por problemas na própria anatomia das vias nasais.[2] Já a rinite alérgica, que é a forma mais comum de rinite, é causada geralmente por alérgenos presentes no ar, como o pólen, ácaro e a própria descamação da pele de animais,[3] mas também pode ser provocada devido a reação alérgica à coceira, produtos químicos, cigarros e remédios. OBS.: Infecciosa-Associado a processo viral ou bacteriano.

Sintomas

Rinorréia (corrimento de mucosidades do nariz), coriza, congestão nasal, prurido (coceira) e ardor nos olhos, nariz e boca,espirros constantes e algumas vezes vômito.

Prevenção

Deve-se evitar permanecer por muito tempo em locais pouco ventilados, não fumar; não ficar perto de ambientes onde o cheiro é forte; ficar longe do mofo e, em caso de repetição freqüente, procurar algum tratamento preventivo prescrito por um médico otorrinolaringologista.Caso a pessoa seja alérgica, um médico deve ser consultado para que ele indique um tratamento.

Tratamento

O tratamento da rinite deve de ser prescrito por um médico, e inclui medicamentos antialérgicos, descongestionantes, analgésicos, antitérmicos, antiflamatórios e antibióticos. Em alguns casos extremos, é necessária a incisão cirúrgica. OBS.: Remover o fator alérgico, limpeza e umidificação do ambiente(particulas de água), hidratação(V.O), limpeza da cavidade nasal com (S.F) em seringa em jato.

Sinusite


Sinusite é uma inflamação dos seios paranasais, geralmente associada a um processo infeccioso.

Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas que se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face.

As causas mais comuns que podem desencadear a sinusite são: a gripe, alergia, desvio do septo nasal e más condições climáticas. Mas existem várias maneiras de prevenir a sinusite. O primeiro passo é fazer de tudo para garantir uma boa função nasal, provocando uma drenagem adequada das cavidades. As medidas profiláticas em relação às alergias também contribuem na prevenção.

Esta patologia pode ser dividir em quatro tipos:

1. Infecciosa: a sinusite neste caso tem características de dor na região dos seios da face, seguida de obstrução nasal, secreção purulenta e febre.
2. Alérgica: apresenta dor nos seios da face, ocasionalmente febre e vem com todos os sintomas comuns da alergia, coriza clara e abundante, obstrução nasal e crises de espirros.
3. Traumática: causada por diferença de pressão. Por exemplo, durante viagens de avião ou mergulho. Suas características são a dor maxilar e pouca obstrução nasal.
4. Crônica: neste caso a drenagem do muco fica definitivamente comprometida, e a mucosa fica espessa e fibrosa.

Diagnóstico

O processo de diagnóstico se inicia e muitas vezes é suficiente com uma história clínica bem colhida, associada a um exame físico bem feito. A critério médico podem ser utilizados exames radiológicos, como a tomografia computadorizada, e exames vídeo-endoscópicos, destacando que a utilização exclusiva dos raios X para o diagnóstico das sinusopatias é desaconselhado devido à alta taxa de falhas que este exame apresenta para os seios da face.

Tratamento


Após o diagnóstico se inicia o tratamento que se destina a desobstruir, a liberar as secreções retidas na face e tentar que este processo infeccioso e/ou inflamatório não se repita. O tratamento se dá através de antialérgicos, corticóides, lavagens nasais, inalações e cirurgias, com seus avanços nos últimos anos, que oferecem excelentes resultados quando indicados corretamente e realizados por médicos experientes neste setor. Sendo valer que estudos feitos recentes mostraram que a pessoa que ingerir bebidas alcoólicas no tratamento ou no desenvolvimento dela agrava o caso em cerca de 40% de aumento das secreções retidas na face.

A sinusite e a obstrução nasal têm cura. O importante é destacar que o tratamento correto e a adesão do paciente são de fundamental importância para que a doença seja vencida.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Síndrome de Asperger


A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger (código CIE-9-MC: 299.8), é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders", sendo fundida com o autismo[1][2]

A SA é mais comum no sexo masculino.[3] Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" de Economia de 2002). No entanto, no Reino Unido estima-se que apenas 12% terá emprego de período integral.[4]

O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).

Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.

Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger,[5][6][7] como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein[8], o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer.

Características:

A Sídrome de Asperger é caracterizada por:

* Interesses específicos e restritos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades;
* Rituais ou comportamentos repetitivos;
* Peculiaridades na fala e na linguagem;
* Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo;
* Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interação interpessoal;
* Problemas com comunicação;
* Habilidade de desenhar para compensar a dificuldade de se expressar verbalmente;
* Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
* Segundo alguns estudos,[18] apresentam imaginação e criatividade fantasiosa mais reduzida do que uma criatividade com bases em fatos reais
* Frequentemente, por um Q.I. verbal significativamente mais elevado que o não-verbal[19]

As características mais comuns e importantes da Síndrome de Asperger podem ser divididas em várias categorias amplas: as dificuldades sociais, os interesses específicos e intensos, e peculiaridades na fala e na linguagem. Outras características são comumente associadas com essa síndrome, mas nem sempre tomadas como necessárias ao diagnóstico. Esta seção reflete principalmente as visões de Attwood, Gillberg e Wing sobre as características mais importantes da SA; os critérios DSM-IV representam uma visão ligeiramente distinta. Diferentemente da maioria dos tipos de TDI, a SA é geralmente camuflada, e muitas pessoas com o transtorno convivem perfeitamente com os que não têm. Os efeitos da SA dependem de como o indivíduo afetado responde à própria síndrome.[13]

Síndrome de Cushing


A síndrome de Cushing ou hipercortisolismo ou hiperadrenocorticismo é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue. O cortisol é liberado pela glândula supra-renal em resposta à liberação de ACTH na glândula pituitária no cérebro. Níveis altos de cortisol também podem ser induzidos pela administração de drogas. A doença de Cushing é muito parecida com a síndrome de Cushing, uma vez que todas as manifestações fisiológicas são as mesmas. Ambas as doenças são caracterizadas por níveis elevados de cortisol no sangue, mas a causa do cortisol elevado difere entre as doenças. A doença de Cushing se refere especificamente a um tumor na glândula pituitária que, por lançar grandes quantidades de ACTH, estimula uma secreção excessiva de cortisol na glândula adrenal. Foi descoberta pelo médico americano Harvey Cushing (1869-1939) e descrita por ele em 1932.

A síndrome de Cushing também é uma doença relativamente comum em cães domésticos.

Sinais e sintomas:

Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço, preenchendo a região acima da clavícula e a parte detrás do pescoço, local onde se forma um importante acúmulo denominado de "giba". A gordura também se deposita no rosto, na região malar ("maçãs do rosto"), onde a pele fica também avermelhada, formando-se uma face que é conhecida como de "lua-cheia". Ocorre também afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura, e, conseqüente, fraqueza muscular que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer. Nas mulheres são muito freqüentes as alterações menstruais e o surgimento de pêlos corporais na face, no tórax, abdômen e nos braços e pernas. Como grande parte dos pacientes desenvolve hipertensão arterial e diabetes, podem surgir sintomas associados ao aumento da glicose e da pressão arterial tais como dor de cabeça, sede exagerada, aumento do volume urinário, aumento do apetite e visão borrada. Quando ocorre aumento importante dos pêlos, pode ocorrer também o surgimento de espinhas (acne) na face e no tronco, e nas mulheres pode surgir mudança na voz, queda do cabelo semelhante a calvície masculina e diminuição das mamas. Esses sintomas se associam com tumores de supra-renal.

No abdômen e no tórax podem ser observadas estrias de cor avermelhada e violeta, algumas vezes com vários centímetros de largura. Algumas pessoas apresentam também colelitíase (pedras na vesícula) e conseqüentemente cólica. A osteoporose é freqüente, provocando dores na coluna e às vezes fraturas nos braços, pernas e na coluna, nos casos de uso continuo por um longo periodo pode tambem apresentar raias de vasos sanguineos na pele, sendo mais visivel no rosto.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coluna Vertebral


A coluna vertebral é formada por 33 ou 34 vértebras que são ligadas por articulações que são os discos intervertebrais.

Esses discos são constituídos de material fibroso e gelatinoso que desempenham a função de amortecedores e dão mobilidade para nos locomover, correr ou mesmo quando saltamos. Ele é formado do núcleo pulposo e do ânulo fibroso.

A coluna vertebral serve de apoio para outras partes do esqueleto.

Cada vértebra possui basicamente um corpo, um grande forame (forame vertebral) e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra. Como as vértebras sobrepõe-se umas as outras, seus forames vertebrais formam o canal vertebral.


O canal vertebral segue as diferentes curvaturas da coluna;como na ilustração ao lado;ele é largo e triangular nas partes em que a coluna possui mais liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical; e é pequeno e arredondado na região torácica, onde os movimentos são mais limitados. Neste canal fica abrigada a nossa medula espinhal e por esse motivo ela está protegida.

Quando a coluna vertebral é observada lateralmente, vê-se pequenas aberturas laterais, estas são os forames intervertebrais. Eles são importantes para permitir que os nervos (sistema nervoso periférico) se comuniquem com a medula espinhal (que faz parte do sistema nervoso central).

Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdómen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.

As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
1- Médula espinhal, 2- raiz nervosa espinhal dorsal, 3- gânglio da raiz dorsal, 4- raiz ventral, 5- nervo espinhal, 6 e 7- disco intervertebral (aqui com exemplo de hérnia de disco: a parte vermelha central está herniada póstero-lateralmente sobre raiz nervosa, "4", provocando compressão dessa), 6- Anulus fibrosus, 7- Nucleus pulposus, 8- Corpus vertebrae

O aumento dessas curvaturas representam quadros patológicos. Sendo: Hiperlordose, cervical ou lombar; hipercifose torácica.

A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra se chama Atlas e se articula com o crânio possibilitando flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise (saliência)na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior de seu anel anterior. O Atlas não tem um corpo vertebral como a maioria das demais vértebras.

A região torácica é constituída de doze vértebras que também servem para a inserção das costelas. A região lombar é constituída por cinco vértebras maiores e é esta região que suporta todo o peso do tronco, dos membros superiores, do pescoço e da cabeça quando estamos na posição sentada ou em pé. Na região da coluna vertebral lombar na altura entre a primeira e a segunda vértebra ( L1 e L2 ) termina a medula nervosa espinhal dentro do canal vertebral em uma formação conhecida como cone medular. A partir do cone parte um aglomerado de raízes nervosas conhecido como cauda equina. Em pares, as raízes nervosas espinhais estendem-se até a parte lateral do canal vertebral, sendo uma raiz de cada lado, saindo pelo foramen lateral.


Abaixo da região lombar, sendo parte da bacia, a região sacrococcígea é composta pelo osso sacro que é resultado da fusão de cinco vértebras. Um de cada lado, este conjunto se articula com os ossos ilíacos do quadril, que se articula com os fêmures.

O osso cóccix é formado pela fusão das últimas quatro vértebras.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Furacões


O número de tempestades tropicais no Atlântico Norte deve diminuir, mas a quantidade de furacões de categorias mais devastadoras vai dobrar até o fim do século, indica uma projeção. O estudo, realizado por cientistas da Agencia Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA, estima o efetuo do aquecimento global sobre os eventos extremos na região.
O tipo de furacão ao climatólogos se referem no trabalho são os de categoria 4 e 5, cujo os ventos estão acima de 210 Km por hora. São os eventos devastadores que castigam a Bahamas, a Costa Sul dos EUA, o Golfo do México, e a Ilha de Hispaniola, onde ficam o Haiti e a República Dominicana. O trabalho tem previsões importantes do ponto de vista de defesa civil, pois 80 milhões de pessoas habitam a região estudada. Alem da potencial destruição por vendaval esses locais podem sofrer com inundações provocadas pelos furacões. Nas tempestades de categoria cinco a mais forte o nível do mar eleva-se até 5 metros.

Aterro sanitário

O Aterro sanitário é um lugar destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto.

Condições e características

A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro) causando assim uma menor poluição ao meio ambiente.

Seu interior deve conter um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás, que é constituído por metano, gás carbônico(CO2) e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dos resíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia. No caso de países em desenvolvimento, como o Brasil, a utilização do biogás pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono ou CERs do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, conforme previsto no Protocolo de Quioto.

Sua cobertura é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais, que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro. No Brasil, usa-se normalmente uma camada de argila.

Com a compactação de lixo no aterro é possível a produção de gás, podendo assim diminuir a exploração de combustiveis fósseis. Este processo de produção é já utilizado em Portugal na zona de Leiria, "Projecto - Residuos + Petróleo.

Um aterro sanitário deve também possuir um sistema de monitoramento ambiental (topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe, sistema de controle de entrada de resíduos (ex. balança rodoviária), guarita de entrada, prédio administrativo, oficina e borracharia.

Quando atinge o limite de capacidade de armazenagem, o aterro é alvo de um processo de monitorização especifico, e se reunidas as condições, pode albergar um espaço verde ou mesmo um parque de lazer, eliminando assim o efeito estético negativo. Recentemente foi encontrada uma célula produzida em aterros que contribui para o fortalecimento do sistema imunitário, podendo assim contribuir para a cura de muitas doenças.

Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água, uma região populosa e assim por diante. No Brasil, recomenda-se que a distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Enchentes


Como enfrentar os danos das enchentes no Rio de Janeiro

Enchentes e inundações não são acontecimentos atuais. Há muito tempo a imprevisibilidade do clima e das chuvas preocupa as populações. Na verdade, como qualquer evento da natureza, as enchentes podem ser consideradas benéficas, sendo o principal benefício a renovação do ecossistema onde ocorrem, como por exemplo, os enormes encantos e belezas a partir de cheias em locais como o Pantanal do Mato Grosso. A cheia só é considerada indesejável quando resultante das ações pouco responsáveis do homem no meio ambiente.

É o caso das enchentes urbanas que castigam as grandes metrópoles e, particularmente, aquelas que ocorrem nos climas quentes e úmidos, como na cidade do Rio de Janeiro. É indiscutível que a ocupação desordenada das áreas urbanas desprovidas de infra-estrutura adequada tende a aumentar em magnitude e rapidez a ocorrência das inundações.

O tratamento do problema das cheias urbanas vem sofrendo drásticas alterações nas últimas décadas, sob o ponto de vista da engenharia de recursos hídricos, “Crescimento sustentável” está na ordem do dia, sendo a escassez ou excesso de água, ou melhor, sua quantidade, característica totalmente indissociável da sua qualidade. Nas inundações urbanas temos obviamente os dois problemas concomitantes, porque as águas das enchentes são em geral contaminadas, e afetam a saúde da população tanto ou mais do que as próprias inundações. Porém aqui nos ateremos às causas dessas enchentes e o que fazer para minimizar seus impactos sociais e econômicos.

O conceito moderno de combate às enchentes encontra-se amarrado à necessidade de fazer os volumes escoados nas bacias urbanas se aproximarem o mais possível dos valores anteriores à ocupação e urbanização descontroladas e desordenadas. Isto recebe o nome da sigla inglesa BMP, ou melhores práticas de gerenciamento. Não são necessários conhecimentos técnicos profundos para se constatar que a urbanização torna impermeável boa parte do solo da bacia, reduzindo drasticamente a capacidade de infiltração e posterior recarga dos lençóis subterrâneos.

Nos países desenvolvidos atualmente é proibido impermeabilizar, e são empregados dispositivos simples como trincheiras de infiltração, “telhados verdes”, armazenamento e reuso em loteamentos, pavimentos permeáveis ou vazados, etc. Por outro lado, a ocupação de áreas de risco, tais como zonas próximas aos cursos de água ou canais, bem como áreas de encostas, contribui mais ainda para o agravamento do problema, além dos deslizamentos e desabamentos.

É triste notar que em geral são as populações mais carentes que, por falta de opção e de dinheiro, tendem a ocupar tais áreas de risco iminente. A proximidade de assentamentos em relação às calhas dos rios reduz enormemente a capacidade de escoamento da chamada calha secundária, que se destina a acomodar e conduzir as águas de inundação. A ocupação de encostas, por sua vez, torna ainda mais vulnerável a bacia urbana, tanto pela remoção da vegetação natural, que possui aspecto altamente protetor, retendo e ajudando a evaporação das águas de chuva, como pela exposição à erosão a que os solos desmatados ficam submetidos. As chuvas irão erodir tais solos e carrear mais material sólido, além do lixo, para as estruturas de drenagem, comprometendo seriamente sua capacidade.

As soluções em longo prazo para evitar tais problemas passam pela elaboração conjunta de Planos Diretores Urbano e de Drenagem, com implementação de medidas que demandam tempo e dinheiro ( muito dinheiro), porém este em muito menor quantidade do que as perdas monetárias com os prejuízos das inundações urbanas, comprovando a velha máxima do “mais vale prevenir do que remediar”.

No entanto cá estamos em meio ao caos e as medidas devem ser de curto prazo, infelizmente. Ainda assim há muito que ser feito, principalmente quanto à manutenção da rede urbana de drenagem, por mais insuficiente que seja a mesma. Evitar o quanto possível a proliferação de ocupações irregulares do espaço urbano é fundamental. É preciso ainda efetuar dragagem dos rios e canais, cuidar da coleta e disposição regulares do lixo urbano e, principalmente, conscientizar a população em termos de educação ambiental.

Não jogar pequenos lixos nas ruas pode parecer atitude despretensiosa e isolada, porém se multiplicada por quase todos os habitantes da cidade fornece excelentes resultados para minimizar o impacto das inundações. É necessário que cada um faça sua pequena parte para o alcance de um todo ambientalmente mais agradável, menos agressivo e menos alagado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Problemas - Redes de Esgoto


Rede de esgotos é um conjunto de canalizações subterrâneas que atravessam a cidade, recolhendo as águas servidas de cada habitação. Por gravidade, essas águas são despejadas em rios, lagos ou no mar.

Nesse caminho deveria existir uma estação de tratamento, mas infelizmente, isso é o que menos acontece. O mais comum, é o esgoto ser descartado “in natura”, despejado parcial ou integralmente onde for mais conveniente.

O sistema envolve cinco componentes, que são:

* os habitantes
* a Rede de esgotos
* a estação de tratamento
* os rios
* a prefeitura, que coordena o conjunto.

Habitantes (as fontes do esgoto)

Sob a ótica individual do cidadão, quando falta a visão do bem-maior, seja da cidade, do país, do planeta, do meio-ambiente, é compreensível a demanda por uma rede de esgotos. Afinal, quer diminuir seus custos de construção.

Cada pessoa deveria entender que seu próprio esgoto é um problema dela mas transferir essa responsabilidade para a outros (no caso a prefeitura) parece facilitar tudo.

Aparentemente, parte da população anseia mesmo por uma rede de esgotos porque prefere despejar seu esgoto na rua a consumi-lo em seu próprio terreno, seja por falta de consciência, de fiscalização ou por inexplicável que seja.

E Esse esgoto jogado na rua passa de porta em porta (quando não entra) e cada vizinho vai também adicionando sua parcela.

Assim, uma espécie de rio é formado no qual as crianças chafurdam. As pessoas passam, se sujam , se contaminam e vivem em meio a esse esgoto a céu aberto (valas negras).

Nos dias ensolarados, parte desse "rio" de lodo se transforma em pó que o vento se encarrega de espalhar, misturando-o ao ar que todos respiram.

Quando chove, esse esgoto é democraticamente distribuído pelas ruas de toda a cidade.

O povo passa a viver em meio à imundície e, ao invés de culpar a si mesmo, reclama da Prefeitura por isso.

Rede de esgoto

1- Obras sem fim
Sua construção é uma obra caríssima e demorada que transtorna a vida de todos. Não é boa para os políticos porque fica escondida depois de “pronta”, parecendo que nada foi feito.

Sendo um empreendimento de grande porte, é quase sempre realizado por grandes empresas de fora, drenando recursos da cidade.

No nível de projeto, existe um dilema sem solução: Por mais superdimensionadas que sejam as tubulações, após algum tempo a rede se torna insuficiente, demandando novos e maiores investimentos num emaranhado sem fim.

A cidade jamais para de crescer! Além das novas casas, prédios e construções nas ruas já com rede de esgotos, sempre há áreas novas, que se tornam carentes de serem integradas à rede existente, causando em conseqüência, uma ampliação sem fim.

2- Exemplos reais
Por exemplo, um passeio pela turística cidade do Rio de Janeiro mostrará incontáveis rios de esgotos aflorando nas casas e pelas ruas. Ao longo da cidade, carros passam e espirram dejetos nos passantes, até mesmo nas ruas mais importantes do Centro.

É comum as cidades que têm redes de esgotos viverem imersas em gigantescas e infindáveis obras de manutenção e ampliação desses serviços. Mas, apesar de todo esse empenho e pedidos de desculpas pelo transtorno, continuam a vomitar esgoto por todo lado.

3- Paraíso de ratos e a saúde pública
A rede de esgotos é o paraíso (com “p” minúsculo) para a proliferação de ratos, baratas, lacraias, escorpiões e toda espécie indesejável de transmissores de doenças.


4- Inimigos naturais das redes de esgoto
A rede de esgotos, esta sim é sujeita ao ataque de “inimigos naturais”, entre eles:

* enxurradas, que carregam terra, paus, folhas etc, de algum modo penetrando nas tubulações, obstruindo-as;
* raízes de árvores, que penetram aos poucos, rachando os tubos, criando cabeleiras nos interiores, até danificá-los seriamente;
* caminhões pesados que, ao passarem, quebram as galerias criando gargalos e/ou afundam tubulões, causando vazamentos que contaminam o solo e as águas subterrâneas.

Tudo isso acontece sorrateiramente, sem ser percebido, até que... o esgoto emerge pelas ruas e por dentro das casas.

Imaginar o resultado vale mais que mil palavras.

5- Prejuízos ao meio ambiente
Tudo isso sem omitir que esse esgoto, tanto o que é espalhado pelo caminho quanto o que consegue seguir pelas tubulações, contamina e mata rios, lagos, mares etc.
Estação de tratamento

Parece haver um certo consenso de que rede de esgotos é uma coisa boa, desde que haja uma estação de tratamento. Será mesmo? Vejamos:

1- Problemas sociais e habitacionais
Qualquer que seja o local a ser escolhido para a sua implantação, imediatamente desvaloriza toda a região próxima e prejudica a vida dos moradores pelo fedor insuportável, causando um prejuízo irreparável.

2- A água tratada continua um lixo
Por melhor e mais moderno que seja o processo de tratamento (entenda-se por mais dispendioso) não faz com que a água saia limpa.

Os "técnicos" afirmam que essa "água" sai 98% potável e que você poderia bebê-la. Mas não se deixe enganar! Trata-se de poluição química dita “aceitável”. Alás, se a água pós-tratada fosse mesmo “boa”, não seria jogada fora!

3- Guardar o esgoto para depois?
Os problemas de projeto e dimensionamento já citados antes, aqui se repetem, porém com sério agravante: ao ocorrer insuficiência de capacidade, obsolescência tecnológica, paradas para manutenção ou ainda qualquer eventual overdose de afluentes, todo o esgoto (ou parte dele) é despejado nos rios sem tratamento, já que não dá para guardá-lo para ser tratado posteriormente.

4- Gigantismo desnecessário
Nessa questão do tratamento há um detalhe extremamente importante a salientar. Atenção: somente uma pequenina parcela das águas servidas carece de ser tratada, aquela provinda de vasos sanitários. Contudo, a rede de esgotos conduz à estação de tratamento todas as águas servidas e por isso todo o sistema precisa ser imensamente maior do que seria adequado, contrariando o mais elementar bom senso.

Só esse argumento já bastaria para mostrar como é absurdo o gigantismo decorrente de recolher-se o esgoto para tratá-lo em outro local. E é por isso que, na prática, ele acaba mesmo sendo descartado sem nenhum tratamento.

Rios

TURISMO “Chapada dos Veadeiros, o berço das águas do Brasil”, ou seria... o berço do esgoto do Brasil? Turismo? Quem iria querer imundície ou procurar por cachoeiras e locais poluídos pelo esgoto?

SAÚDE O primeiro “beneficiado” seria o Rio São Bartolomeu e os habitantes do Moinho e do Sertão beberiam lodo.

Que herança triste para os nossos filhos e que desgraça para o restante do País! Não parece mais sensato manter os rios livres de tal poluição?

A Prefeitura e a cidade

Todos os custos inerentes à construção, manutenção e operação desse Inferno (antigo Paraíso), acrescidos dos custos burocráticos, são evidentemente repassados para a Prefeitura e para os cidadãos, que são presenteados com mais uma despesa mensal, obrigatória e irreversível.

É bem pouco provável que os que hoje anseiam por uma rede de esgotos imaginem que pagarão por ela pelo resto de suas vidas.
Alternativas

Embora existam várias alternativas (até melhores) para tratamento caseiro do esgoto, a mais empregada ainda é o velho e conhecido conjunto: fossa séptica e sumidouro.

Não cabe aqui discorrer sobre esse assunto, por isso apenas alguns detalhes considerados mais relevantes serão expostos:

* Talvez por desconhecimento, alguns ao construir apenas cavam um buraco e ali despejam as águas servidas (seria tipo um sumidouro). Isso não funciona e é poluente! Para começar, é evidente que chamar um buraco de fossa não o transforma em tal.
* A fossa séptica é um biodigestor. Sumariamente, trata-se de um tanque tampado, com laterais e fundo vedados, onde acontece a “digestão” do esgoto, para isso exigindo um tempo adequado. Para que opere a contento, precisa ser dimensionada em função do número de habitantes e corretamente construída.
* Quando em funcionamento normal, a fossa entorna apenas água suja – mas não poluente – que é então levada ao sumidouro para ser absorvida. Detalhe: existem vários modelos de sumidouro e sua capacidade depende do tipo de solo (permeabilidade), com maior ou menor facilidade de absorção.
* É FUNDAMENTAL que a fossa séptica seja alimentada SOMENTE pelas águas provindas dos vasos sanitários. Os sabões e alvejantes contidos nas outras águas NÃO PODEM ir para a fossa, pois matam a micro-vida ali existente por natureza.
* Não bastasse, se todas as águas fossem jogadas na fossa séptica, tamanha vazão diminuiria o tempo de digestão, impedindo-a de funcionar.
* Por isso, nunca é demais enfatizar: somente as águas provenientes dos vasos sanitários precisam ser tratadas.
* As outras águas podem ser reusadas para molhar plantas ou então ser conduzidas a pequenos sumidouros construídos em separado para elas.

Um sistema bem projetado e construído pode ficar muitos anos sem precisar de qualquer manutenção.

A Prefeitura poderia manter um ou mais peritos para dar suporte técnico permanente à população e ainda fiscalizar irregularidades. Pode também ajudar financeiramente os de baixa renda para que todos tenham sua mini “rede de tratamento” caseira construída e funcionando. Tudo isso a um custo infinitamente inferior a qualquer obra de porte e fazendo a todos felizes, saudáveis e prósperos.
Considerações finais

Quando é que o binômio fossa-sumidouro não funciona?

* Uma área torna-se tão densamente superpovoada que os sumidouros acabam por não resistir. Isso pode ocorrer devido à subdivisão de lotes, que vem sendo aceita pela Prefeitura e por permitirem construir hotéis, pousadas ou blocos em terrenos pequenos para tal uso;
* O solo já é pouco permeável, pelo que o sumidouro não dá vazão.

Nesses casos, alguma outra tecnologia de tratamento local precisa ser utilizada. Por isso, o estudo do solo e do impacto gerado pelo esgoto deve fazer parte de qualquer projeto ou empreendimento, sendo dimensionado e detalhado o processo do tratamento a ser empregado.

A construção de fossa e sumidouro desfaz com o principal argumento dos que receiam a poluição do lençol freático, mas outras tecnologias podem ser ainda menos poluentes.

Estamos no século 21 e, quanto maior o empreendimento, mais necessário se torna o tratamento local das águas servidas e seu reaproveitamento. E essa responsabilidade não pode ser esquecida.

Hoje em dia, somente uma visão curta ou interesses econômicos inconfessáveis podem levar à construção de redes de esgoto. Tratar o esgoto no próprio local onde é gerado é menos poluente e mais econômico, qualquer que seja a alternativa escolhida.
Concluindo!

Quem usa a terra, nela mora, constrói ou mantém um negócio precisa ser levado a eliminar a poluição que causa.

Valas negras e também sumidouros sem tratamento precisam ser erradicados.

A decisão por não construir uma rede de esgotos tem que ser seguida de procedimentos para que o esgoto seja adequadamente tratado em sua própria origem, atingindo todos os geradores de esgotos, grandes ou pequenos, a cada um conforme sua natureza e capacidade.

A decisão de construir ou mesmo ampliar uma rede de esgotos precisa ser no mínimo amplamente discutida, para que todos tenham a clara consciência do que isso representa. Melhor dizendo, deveria envolver inclusive as cidades próximas e distantes que seriam afetadas e até, quem sabe, ser alvo de discussão nacional.


No princípio eram os rios cristalinos, agora poluídos por lixo e esgoto. Muitos já se tornaram apenas canais de esgotos. Afinal, quando alguém despeja seu esgoto na rua (ou nos rios), transforma o planeta numa rede de esgotos a céu aberto, aceite isso ou não.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Corpo de Delito


Corpo de delito

Corpo de delito é, para a Medicina legal e o Direito, o conjunto dos vestígios materiais resultantes da prática criminosa.

Conceituação

O corpo de delito é, em essência, o próprio fato criminal, sobre cuja análise é realizada a perícia criminal a fim de determinar fatores como autoria, temporalidade, extensão de danos, etc., através do exame de corpo de delito. A realização de perícia nos fatos que deixam vestígios é legalmente obrigatória.
[editar] Tipos

O corpo de delito pode ser compreendido em duas categorias, conforme sua durabilidade:

* Permanente - quando os vestígios têm durabilidade extensa ou perene (p. ex.: perfuração a bala);
* Transeunte - quando estes vestígios são efêmeros (p. ex.: equimoses);

Quanto à forma de sua verificação, pode ser:

Direto: Quando é feito diretamente no vestígio.

Indireto: Quando é feito indiretamente (ex. por imagens, fotos etc).

Terminologia

Corpo de delito é expressão usada quase exclusivamente para os casos em que há lesão corporal, e não apenas neste tipo de delito, como em outros que deixam marcas no organismo, tais como o estupro, aborto, etc. O corpo de delito, porém, pode ser o objeto num cadáver, mediante autópsia, quando trata-se de lesão corporal seguida de morte. Aplica-se a expressão, contudo, para os exames cadavéricos, e para outros como de verificação da idade.
[editar] Peritos

Para o exame do corpo de delito direto é mister a formação em Medicina pelo perito e aprovação em concurso público para o cargo de perito legista. Apenas excepcionalmente admite a legislação que a perícia seja procedida por profissional não-oficialmente constituído, em número de dois, podendo ser qualquer médico ou dentista da rede pública para o caso de exame indireto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Crack


O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos.

O surgimento do crack ocorreu no início da década de 80. O que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.

O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.

Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.

A dependência se constitui em pouco tempo no organismo. Se inalado junto com o álcool, o crack aumenta o ritmo cardíaco e a pressão arterial o que pode levar a resultados letais.

Pré-sal


A Petrobras descobriu o Pré-Sal.
Há cinco anos uma mega reserva de Petróleo que se estende do Espírito Santo até Santa Catarina e a 300 km distante da costa.
Essa descoberta foi no ano de 2004 na bacia de Santos, onde os técnicos da Petrobras suspeitavam ter o óleo precioso abaixo da camada de sal, só há dois anos as notícias realmente pegaram força.
A Reserva do Pré-Sal é a província de reserva de petróleo na costa brasileira, entre os estados do Espírito Santo até Santa Catarina e se encontra a uma aprofundidade em Campos no Rio de 5 kilômetros a 7 kilômetros , na bacia de Santos a profundidade da camada de sal chegam a 2 kilômetros.
Essa denominação é dada a intervalo de rochas que estende por baixo de uma extensa camada de sal que atinge espessuras de 2 kilômetros. As reservas estão a uma distância em média de 7 kilômetros da superfície.

A qualidade do óleo é de densidade de 28,5° API , baixa acidez e baixo teor de enxofre, isto são características de um óleo de alta qualidade e um ótimo preço no mercado petrolífero.

Para essa magnitude já estão criando infra-estrutura para este trabalho, a Petrobras é a única empresa mundial especializada em exploração de petróleo em águas profundas, com isso, já encomendaram duas plataformas P-55 e P-57 e outros equipamentos, 146 embarcações, para seram construídos em estaleiros no Brasil. Cerca de 70% a 80% da infra-estrutura é feita aqui no Brasil, gerando empregos em estalérios.

A geração de empregos diretos: cada embarcação terá a capacidade de gerar 500 novos empregos e 3.800 vagas para tripulantes para operar a nova frota.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Lesão na medula


Medula Espinhal

· A medula é a parte do nosso sistema nervoso central que transporta as informações do cérebro ao resto do corpo e do corpo para o cérebro. É como um sistema de comunicação de rede com dados indo e vindo instantaneamente com informações da sensibilidade, movimento, controle do intestino e da bexiga, etc. Tem a espessura de um dedo, o comprimento da base da cabeça até o cóccix dentro de uma espécie de tubo dentro da coluna vertebral.

Coluna Vertebral

· A coluna vertebral, que protege a medula, é formada por várias vértebras e dividida por um disco que amortece os impactos nas costas.

É dividida em quatro partes:

· Cervical - região do pescoço.
· Torácica - do pescoço à cintura.
· Lombar - abaixo da cintura.
· Sacral - abaixo da lombar.

Função da Medula

· O corpo mexe por ordem do cérebro sobre a comunicação da medula, assim como as informações da sensibilidade (calor, dor, etc) chegam ao cérebro pela medula.
· A medula é o canal principal da comunicação do cérebro para o corpo.

Lesão Medular

· A lesão medular é causada por traumas, vírus, tumores e Esquistossomose.
· Na maioria das vezes por traumas que rompem ou comprimem a medula, por quebra ou deslocamento da vértebra e também por armas ou projéteis que danificam a medula sem atingir a vértebra.

Conseqüências

· Qualquer machucado na medula pode afetar o movimento e/ou a sensação do corpo além de comprometer o funcionamento de alguns órgãos internos.
· O quanto é afetado depende do nível da lesão e o quanto a medula foi lesada.

Nível da lesão

· O nível da lesão é dado pela numeração das vértebras e nervos e calculado pelo último nível normal, abaixo dele as funções já estão alteradas.



LESÃO

· Completa ou Incompleta.
· A lesão é completa quando não existe movimento voluntário e nem sensação abaixo do nível da lesão. E quando ainda se tem algum movimento ou sensação abaixo do nível da lesão ou quando alguns movimentos ou sensações vão retornando aos poucos no longo do tempo é caracterizado como lesão incompleta.

A Recuperação

· Quando há lesão medular o primeiro estado da pessoa é de choque medular que dura semanas ou meses e anula todos os reflexos abaixo do nível de lesão.
· O tempo é a grande resposta da recuperação.
· A reabilitação é necessária e deve ter inicio imediato.
· Os exercícios devem ser orientados ou feitos por fisioterapeutas especializados e com experiência em lesão medular.
· São poucos formados capacitados para lidar com o paciente lesado medular.
· Um hospital de reabilitação que acho ideal é a rede Sarah.

Complicações mais freqüentes

Deformidades

· Ocorrem nos membros ou partes do troco, quando instaladas apenas a correção cirúrgica pode solucionar.

Fontes causadoras:
· Mal posicionamento.
· Ausência de movimentação articular, ativa oupassiva.
· Edema por imobilização.
· Microhemorragias, provenientes de movimentos bruscos e excessivos.
· Espasticidade.

Conseqüências:

· Redução da amplitude do movimento.
· Encurtamento e contraturas musculares e/ou articulares.
· Dor ao movimento.
· Edema.
Locais mais freqüentes:
· Membros inferiores.
· Pé eqüino (pé de bailarina).
· Adução da coxa.
· Flexão do hálux.
· Flexão do quadril e joelho.

Membros superiores

· Flexão dos cotovelos.
· Extenção e supinação do punho.
· Flexão dos dedos.

Tronco:

· Cifose.
· Escoliose.

O que fazer:

· A prevenção é o melhor tratamento.
· Posicionamento adequado.
· Exercícios passivos.
· Uso de órteses.
· Tratamento cirúrgico.

DRA – Disreflexia Autonômica

· É uma emergência que requer um tratamento imediato para não resultar em confusão mental, coma e morte, pois pode provocar derrame vascular cerebral.
· Caracteriza-se por hipertensão arterial e um súbito início de dor de cabeça em pacientes com lesão acima do nível T6.

O que acontece:

· Pressão alta.
· Dor de cabeça latejante.
· Sudorese.
· Formação de placas avermelhadas acima do nível de lesão e obstrução nasal.
· Palidez cutânea abaixo da lesão.
· Visão turva.
· Bradicardia (pulso baixo).
Fontes causadoras:
· Distensão vesical (bexiga cheia).
· Distensão intestinal (excesso de fezes).
· Escara.
· Irritação da pele, por pequenos estímulos.
· Roupas apertadas.
· Unhas encravadas.
· Fraturas.
· Infecções, inclusive urinária.
· Fatores emocionais.
· Gravidez.

O que fazer:

· Retirar o fator estimulante, fazer rapidamente um exame para identificar a fonte causadora e então reverter num processo normal sem afobação para não estimular novamente.

OH – Ossificação Heterotópica Neurogênica

· Trata-se de uma calcificação óssea em tecidos celulares que não se ossificam, principalmente no perímetro das articulações do quadril, joelhos, ombros e cotovelos.
· Aparece entre o 1º e o 4º mês sendo raramente após 1 ano de lesão.
· Na detecção ele se aparenta como uma esponja fibrosa e clara na radiografia e depois de solidificado sua constituição é igual a qualquer outro osso.
· Comprometendo na amplitude dos movimentos articulares da área afetada.
· Não ocorre em todos os lesados medular.

Causa:

· Desconhecida.
Sintomas:
· Diminuição da amplitude do movimento da articulação.
· Edema.
· Enrijecimento dos tecidos ao redor da articulação.
· Aumento da temperatura da pele na área inflamada.
· Aumento da espasticidade.

Tratamento:

· Posicionamento correto evitando movimentos.
· Exercícios suaves de completa extensão motora.
· Remoção cirúrgica.

Edema de MMII

· É o excesso de líquido nos tecidos do organismo.
· Diminui a difusão de oxigênio e nutrientes proporcionalmente à distancia que é colocada entre o capilar e a membrana celular.
· Pode ser um problema significativo nos membros.

Sintomas

· Edema mole, indolor e desaparece rapidamente na posição horizontal com os membros elevados.
· Cacifo positivo discreto, aquela depressão na pele após pressão com o dedo.

Causas:

· Longos períodos com os membros pendentes, por CR ou Leito.
· Imobilização por longo tempo.
· Doença circulatória.
· Depressão do sistema metabólico dos tecidos.
· Presença de um processo inflamatório.

Conseqüências:

· Fragilidade da pele.
· Cianose nas extremidades (aspecto arroxeado).

Tratamento:

· Elevar os membros inferiores durante a noite, acima do nível do coração. E periodicamente durante o dia, por 15 minutos 4 a 5 vezes ao dia.
· Uso de meias elásticas compressivas e após avaliação médica, se a causa for estase venosa.
· Exercício diários de extenção para facilitar o retorno venoso.
· Mudança periódica do posicionamento dos membros.
· O não desaparecimento dos sintomas examinar a possibilidade de tromboflebite.

Espasticidade

· Trata-se de uma hipertonia baseada na intensificação das atividades reflexas que utilizam o arco miotático, devido a lesão do neurônio motor superior envolvendo o trato retículo espinhal e o cortiço rubro espinhal.

Fisiopatologia

· É uma manifestação secundária a lesão, devido as alterações causadas na via cortiço-retículo-bulbo-espinhal.

Freqüentemente encontrada em:

· Paralisia Cerebral
· Acidente Vascular Cerebral.
· Traumatismo crânio cefálico.
· Traumatismo raquimedular.
· Neoplasias.
· Doenças desmielinizantes

Quadro Clínico:

· Aumento da resistência do músculo em estiramento.
· Diminuição da resistência muscular após um certo grau de estiramento.
· Distribuição desigual no território muscular afetado.

Vantagens:

· Aumento da espasticidade pode ser uma advertência de dor ou problemas nas regiões sem sensibilidade.
· Ajuda a manter o tônus muscular.
· Mantem a densidade óssea.
· Ajuda a promover a circulação do sangue.
· Em alguns casos é usado para locomoção utilizando seus espasmos extensores para transferir ou caminhar com apoio.

Desvantagens:

· Interfere nas atividades da vida diária, dificulta transferências, no dormir, caminhar com apoio, sentar.
· Pode causar lesões de pele, escoriações ou traumas.
· Pode causar movimento limitante da articulação.
· Contrai a bexiga, impedindo de tornar-se um reservatório útil.
· Facilita a instalação de deformidades.

Tratamento:

· Exercício diário de extensão.
· Evitar fatores estimulantes.
· Proteger para não causar lesões.
· Evitar calor ou frio intenso.
· Relaxar a fim de reduzir o nível de stress ou tensão.
· Iniciar com medicação específicas, injeção de medicamentos em músculos e nervos.
· Cirurgia das raízes nervosas ou da medula espinhal.

Deslizamentos


Deslizamentos

Os deslizamentos podem acontecer de diferentes formas, sendo as mais frequentes a queda de parte da cobertura dos morros e montanhas, ou a queda de neve acumulada no alto das montanhas muito elevadas. Esta última apresentação é conhecida pelo nome de Avalanche.

Tanto em um como em outro caso, o fator primário para sua ocorrência é a água, seja em forma líquida, seja em forma sólida (neve). O acúmulo de água nas camadas externas de morros desmatados e montanhas que tenham perdido extensões substanciais de sua capa florestal, podem perceber este fenômeno.

O povoamento de maneira desorganizada e a edificação de moradias sem estrutura suficiente, ou mesmo as moradias mais bem preparadas mas que tenham comprometido a encosta das montanhas ou dos morros, podem observar a ação deste fenômeno quando uma atividade pluviométrica elevada, incidir sobre a localidade fragilizando ainda mais a camada externa da montanha.

Em geral, sua razão está associada ao acúmulo de água pelo solo que procura absorver seu volume. Entretanto, pela ausência de vegetação, esta água não é direcionada para as camadas inferiores da superfície terrestre, sendo então promovido o desenvolvimento de uma lama espessa (associação de água e terra da superfície), que pelo seu volume e densidade acabam descendo pela gravitação, despencando pela montanha e arrastando consigo não apenas uma parte significativa do solo erodido, mas também tudo o que estiver em sua frente, como moradias, árvores, pessoas e animais.

Outro fator que contribui sistematicamente com este fenômeno, é a Enxurrada, que ao perceber volume considerável no alto das montanhas, acaba descendo pela montanha trazendo consigo parte significativa da sua capa, promovendo a erosão do solo.

Em particular, o fenômeno das erupções vulcânicas permitiu que o Monte Etna na Itália, desenvolvesse uma camada espessa de fuligem à partir de sua extremidade superior. Quando está no solstício de inverno, esta montanha concentra valor expressivo de neve no cume da montanha. Esta neve será potencialmente destrutiva para grande parte da cidade de Santa Venerina ao Sudeste do vulcão, porque mesmo sem a atividade sísmica, a grande quantidade de fuligem das erupções vulcânicas de 1992 e 2002, acabaram causando a formação de uma grossa camada que desce em quantidade substancial das montanhas com o degelo de parte da neve das montanhas, causando o soterramento parcial da cidade italiana. É portanto uma forma diferenciada de deslizamento, mas que contém um fator que contribui, a fuligem vulcânica que se associa ao derretimento de parte da neve da montanha. Este derretimento tanto pode ocorrer nesta região com o aquecimento no solstício de verão, quanto com o aquecimento do cume do cone vulcânico, mas se agrava ainda mais com a ação pluviométrica substancial nesta localidade.

Para as cidades brasileiras, as formas de deslizamento sempre estão associadas à má distribuição e falta de estrutura no povoamento das encostas. Uma das medidas mais comuns e que mais são adotadas pelas entidades governamentais e defesas civis estaduais, como a Defesa Civil de São Paulo, está na quebra da encosta formando camadas, como em degraus que objetivam a descida intercalada das águas fluviais e têm sido as melhores formas de contenção e maneira mais efetiva de proteger contra os desmoronamentos, tanto em rodovias e estradas viscinais, como em áreas urbanas.

Neste sentido, a Defesa Civil do Estado de São Paulo, durante a administração dos governos Mário Covas e Geraldo Alkimin, têm obtido resultados bastante positivos com a prevenção contra enchentes, desmoronamentos e queda de barreiras, servindo de exemplo para outras defesas civis estaduais que têm adquirido parte dos trabalhos e técnicas de prevenção durante seminários e simpósios realizados no Palácio dos Bandeirantes na cidade de São Paulo nos anos de 2002 e 2003.

Como medidas preventivas que devam ser tomadas, deve ser ressaltado o trabalho nos períodos que antecedem as maiores atividades pluviométricas. Neste sentido, cada Estado possui uma particularidade que deve ser observada para a melhor e mais correta aplicação de recursos contra suas conseqüências mais diretas, em que se ensejam o deslizamento de encostas.

As regiões mais frias devem tomar medidas preventivas contra as avalanches, outra forma de deslizamento pelo acúmulo de neve nas montanhas. A falta de medidas preventivas nestas regiões como os Alpes suíços, Bariloche na Argentina, Himalaia na Índia, etc, podem causar muitos acidentes quando da incursão dos esportistas e praticantes de esqui, pois o simples contato com a neve de áreas propensas à uma avalanche, pode desencadear o fenômeno. Em alguns casos, o simples barulho, seja por um grito de comunicação, seja por um tiro disparado por um sinalizador, podem causar o desprendimento de uma camada do alto das montanhas que se precipita contra a encosta e promove o deslizamento de uma camada da neve que cobre a montanha.

No início, não é preciso muito mais do que um metro cúbico de neve, pois o peso deste volume irá promover o desprendimento de parte da neve, principalmente a que têm formação mais recente e que ainda não se solidificou nas montanhas. Uma neve nas montanhas é formada pelo acúmulo desenvolvido pelas nevascas de inverno. Este volume irá se solidificar lentamente na montanha, sendo agrupado mais e mais à cada ano que passa, formando uma camada grossa de gelo mais compactado pelo volume das camadas que lhe forem superpostas.

Quando uma camada expressiva vier a ser formada no alto de uma montanha e ela não estiver suficientemente solidificada, estará então mais propensa aos efeitos iniciais de uma avalanche, tanto pelo peso de seu volume, quanto pelo fato de não estar muito bem firmada na encosta. Quando esta camada estiver mais solidificada, porém nas partes menos elevadas da mesma montanha, ela estará sujeita à ação do volume que se desprende e desliza do topo, pois virá em velocidade, força e volume expressivos, capazes de fazer com que camadas mais sólidas sejam removidas, agrupando a neve que se desprendeu, junto à neve mais sólida nas bases inferiores da montanha.

Observe os códigos utilizados pelas equipes de resgate para as diferentes apresentações deste fenômeno:

X36.0 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - residência

X36.1 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - habitação coletiva

X36.2 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - escolas, outras instituições e áreas de administração pública

X36.3 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - área para a prática de esportes e atletismo

X36.4 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - rua e estrada

X36.5 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - áreas de comércio e de serviços

X36.6 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - áreas industriais e em construção

X36.7 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - fazenda

X36.8 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - outros locais especificados

X36.9 Vítima de avalanche, desabamento de terra e outros movimentos da superfície terrestre - local não especificado