terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Efeito Estufa


O efeito estufa (português brasileiro) ou efeito de estufa (português europeu)é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir.

O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que destabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenómeno conhecido como aquecimento global. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Organização das Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente[1] diz que a maior parte deste aquecimento,observado durante os últimos 50 anos, se deve muito provavelmente a um aumento dos gases do efeito estufa.

Os gases de estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), Óxido nitroso (N2O), CFC´s (CFxClx)) absorvem alguma radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30 °C mais quente do que estaria sem a presença dos gases «de estufa».

Um dos piores gases é o metano, cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono,é produzido pela flatulência dos ovinos e bovinos, sendo que a pecuária representa 16% da poluição mundial. Cientistas procuram a solução para esse problema e estão desenvolvendo um remédio para tentar resolver o caso. Na Nova Zelândia pensou-se em cobrar-se taxas por vaca, para compensar o efeito dos gases emitidos[2].

Ao contrário do significado literal da expressão «efeito estufa», a atmosfera terrestre não se comporta como uma estufa (ou como um cobertor). Numa estufa, o aquecimento dá-se essencialmente porque a convecção é suprimida. Não há troca de ar entre o interior e o exterior. Ora acontece que a atmosfera facilita a convecção e não armazena calor: em média, a temperatura da atmosfera é constante e a energia absorvida transforma-se imediatamente na energia cinética e potencial das moléculas que existem na atmosfera. A atmosfera não reflete a energia radiada pela Terra. Os seus gases, principalmente o dióxido de carbono, absorvem-na. E se radia, é apenas porque tem uma temperatura finita e não por ter recebido radiação. A radiação que emite nada tem que ver com a que foi absorvida. Tem um espectro completamente diferente.

O efeito estufa, embora seja prejudicial em excesso, é na verdade vital para a vida na Terra, pois é ele que mantém as condições ideais para a manutenção da vida, com temperaturas mais amenas e adequadas. Porém, o excesso dos gases responsáveis pelo Efeito Estufa, ao qual desencadeia um fenómeno conhecido como Aquecimento Global, que é o grande vilão.

O problema do aumento dos gases estufa e sua influência no aquecimento global, tem colocado em confronto forças sociais que não permitem que se trate deste assunto do ponto de vista estritamente científico. Alinham-se, de um lado, os defensores das causas antropogênicas como principais responsáveis pelo aquecimento acelerado do planeta. São a maioria e omnipresentes na mídia. Do outro lado estão os "céticos", que afirmam que o aquecimento acelerado está muito mais relacionado com causas intrínsecas da dinâmica da Terra, do que com os reclamados desmatamento e poluição que mais rápido causam os efeitos indesejáveis à vida sobre a face terrestre do que propriamente a capacidade de reposição planetária.

Ambos os lados apresentam argumentos e são apoiados por forças sociais.

A poluição dos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera. Essa camada impede a dispersão da energia luminosa proveniente do Sol, que aquece e ilumina a Terra e também retém a radiação infravermelha (calor) emitida pela superfície do planeta. O efeito do espessamento da camada gasosa é semelhante ao de uma estufa de vidro para plantas, o que originou seu nome. Muitos desses gases são produzidos naturalmente, como resultado de erupções vulcânicas, da decomposição de matéria orgânica e da fumaça de grandes incêndios. Sua existência é indispensável para a existência de vida no planeta, mas a densidade atual da camada gasosa é devida, em grande medida, à atividade humana. Em escala global, o aumento exagerado dos gases responsáveis pelo efeito estufa provoca o aquecimento do global, o que tem consequências catastróficas. O derretimento das calotas polares, dos chamados "gelos eternos" e de geleiras, por exemplo, eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas. O super aquecimento das regiões tropicais e subtropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal. A destruição de habitats naturais provoca o desaparecimento de espécies vegetais e animais. Multiplicam-se as secas, inundações e furacões, com sua sequela de destruição e morte.
Influência de cada gás estufa no agravamento do efeito estufa.

O mecanismo que mantém aquecido o ambiente das estufas de vidro é a restrição das perdas convectivas quando o ar é aquecido pelo contato com solo que por sua vez é aquecido pela radiação solar. No entanto, o chamado «efeito de estufa» na atmosfera não tem que ver com a supressão da convecção. A atmosfera facilita a convecção e não armazena calor: absorve alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radia por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30 °C mais quente do que estaria sem a presença da atmosfera.

Toda a absorção da radiação terrestre acontecerá próximo à superfície, isto é, nas partes inferiores da atmosfera, onde ela é mais densa, pois em maiores altitudes a densidade da atmosfera é baixa demais para ter um papel importante como absorvedor de radiação (exceto pelo caso do ozono). O vapor de água, que é o mais poderoso dos gases estufa, está presente nas partes inferiores da atmosfera, e desta forma a maior parte da absorção da radiação se dará na sua base. O aumento dos gases estufa na atmosfera, mantida a quantidade de radiação solar que entra no planeta, fará com que a temperatura aumente nas suas partes mais baixas. O resultado deste processo é o aumento da radiação infravermelha da base da atmosfera, tanto para cima como para baixo. Como a parte inferior (maior quantidade de matéria) aumenta mais de temperatura que o topo, a manutenção do balanço energético (o que entra deve ser igual ao que sai) dá-se pela redistribuição de temperaturas da atmosfera terrestre. Os níveis inferiores ficam mais quentes e os superiores mais frios. A irradiação para o espaço exterior se dará em níveis mais altos com uma temperatura equivalente a de um corpo negro irradiante, necessária para manter o balanço energético em equilíbrio.

As avaliações do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) são os mais completos resumos do estado da arte nas previsões do futuro do planeta, considerando vários cenários possíveis.

Manguezais


Manguezais

Os manguezais povoam a costa de muitas zonas tropicais e subtropicais do mundo como coluna vertebral de um ecossistema que sustenta uma imensa biodiversidade. Porém, seu futuro está ameaçado pelo desmatamento e degradação de seu hábitat. Os manguezais são florestas compostas de árvores chamadas mangues, cuja informação na Internet também é encontrada pela palavra em inglês "mangroves". Devido ao seu desenvolvimento em zonas com abundância de água, o ecossistema gerado por estas florestas é conhecido como terras úmidas. De acordo com o site onde se explica a taxonomia destas árvores, há cerca de cem espécies com a denominação de "mangue", todas pertencentes a famílias de plantas vasculares.

Resistentes ao sal, os mangues habitam as margens do mar, em zonas de estuário. As árvores, que têm uma lenha muito apreciada, costumam ter parte de seus troncos e suas raízes sob a água. As árvores produzem nutrientes que permitem o florescimento de grande quantidade da vida aquática, terrestre e aérea. A perda do ecossistema provoca redução da biodiversidade, causa erosão na costa e afeta a qualidade das águas, segundo alertam organizações que promovem a conservação dos manguezais e seu uso sustentável. Na Internet, algumas destas organizações realizam intensas campanhas para salvar os manguezais.

No site do Mangrove Action Project conta-se que em uma época três quartos das costas tropicais e subtropicais estavam povoadas por manguezais. Hoje, resta menos da metade, e a metade do que resta está ameaçada. A perda do hábitat, a contaminação das águas, a exploração abusiva e o corte para realizar projetos de desenvolvimento afetam os manguezais. Uma das atividades produtivas que atualmente causa grandes danos a essas florestas é a criação de camarão, segundo os defensores de sua conservação. Há manguezais em todo o mundo? Um documento encontrado no site da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) explica que cobrem cerca de 181 mil quilômetros quadrados, em uma centena de países.

Diabetes


Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue.[1] A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.

Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.

Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo, o que significa que 6% da população tem diabetes.

Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença crônica.[2]
Índice
[esconder]

* 1 Epidemiologia
* 2 Causas e Fisiopatologia
o 2.1 Genética
o 2.2 Fisiopatologia
* 3 Diagnóstico
o 3.1 Classificação
+ 3.1.1 Diabetes mellitus tipo 1
+ 3.1.2 Diabetes mellitus tipo 2
+ 3.1.3 Diabetes gestacional
+ 3.1.4 Outros tipos
* 4 Sinais e sintomas
o 4.1 Patofisiologia de alguns sinais e sintomas
* 5 Complicações
o 5.1 Complicações agudas
o 5.2 Complicações crônicas
* 6 Tratamento
* 7 Prevenção
o 7.1 Prevenção das complicações
* 8 História
* 9 Referências
* 10 Ver também
* 11 Ligações externas

[editar] Epidemiologia

O Diabetes afeta cerca de 12% da população no Brasil (aproximadamente 22 milhões de pessoas)[3] e 5% da população de Portugal (500 mil pessoas).[4]

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2006 havia cerca de 171 milhões de pessoas doentes da Diabetes, e esse índice aumenta rapidamente. É estimado que em 2030 esse número dobre. A Diabetes Mellitus ocorre em todo o mundo, mas é mais comum (especialmente a tipo II) nos países mais desenvolvidos. O maior aumento atualmente é esperado na Ásia e na África, onde a maioria dos diabéticos será visto em 2030. O aumento do índice de Diabetes em países em desenvolvimento segue a tendência de urbanização e mudança de estilos de vida.

A diabetes está na lista das 5 doenças de maior índice de morte no mundo, e está chegando cada vez mais perto do topo da lista. Por pelo menos 20 anos, o número de diabéticos na América do Norte está aumentando consideravelmente. Em 2005 eram em torno de 20.8 milhões de pessoas com diabetes somente nos Estados Unidos. De acordo com a American Diabetes Association existem cerca de 6.2 milhões de pessoas não diagnosticadas e cerca de 41 milhões de pessoas que poderiam ser consideradas pré-diabéticas. Os Centros de Controles de Doenças classificaram o aumento da doença como epidêmico, e a NDIC (National Diabetes Information Clearinghouse) fez uma estimativa de US$132 bilhões de dólares, somente para os Estados Unidos este ano.
[editar] Causas e Fisiopatologia

Existem dois mecanismos fundamentais:[1]

* Falta de insulina. Nestes casos, o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidades muito baixas. Com a falta de insulina, a glicose não entra nas células, permanecendo na circulação sanguínea em grandes quantidades. Para esta situação, os médicos chamaram esse tipo de Diabetes de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM tipo 1).A diabetes mellitus do tipo I é também caracterizada pela produção de anticorpos à insulina (doença auto-imune). É muito recorrente em pessoas jovens, e apresenta sintomatologia definida, onde os enfermos perdem peso.
* Mal funcionamento ou diminuição dos receptores das células. Nestes casos, a produção de insulina está normal. Mas como os receptores (portas) não estão funcionando direito ou estão em pequenas quantidades, a insulina não consegue promover a entrada de glicose necessária para dentro das células, aumentando também as concentrações da glicose na corrente sanguínea. A esse fenômeno, os cientistas chamaram de "resistência à insulina". Para esse segundo tipo de Diabetes, o médicos deram o nome de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM tipo 2).

[editar] Genética

Ambos os tipos 1 e 2 podem ser herdáveis, portanto a DM1 (Diabetes Mellitus tipo 1) é a mais característica em quesito de herança genética, atingindo de 5-10% de todos os casos de DM (o que é uma boa notícia tendo em vista a sua menor complexidade de tratamento) sendo a disfunção do pâncreas na produção de insulina a sua causa superior. É desencadeada muito cedo, atingindo a faixa etária dos jovens, justamente pelo fator genético (apesar de isto não ser uma regra, por exemplo, existem genes que demoram anos para serem expressos, outros que nunca o serão; o estilo de vida está lado a lado com a expressão gênica).

A DM2 (Diabetes Mellitus tipo 2), entretanto, é desencadeada normalmente por hábitos não saudáveis, sendo a chance de adquirí-la maior com o avanço da idade (tendo como causa principal a auto-imunidade das células à insulina, tornando o tratamento difícil), não sendo característica da herdabilidade. Acomete principalmente os obesos, hipertensos e dislipidêmicos (que compreendem de 90-95% de todos os casos de DM).


Fonte: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos (2009). Desordens do metabolismo dos carboidratos: Erros Inatos do metabolismo glicídico. PPT.
[editar] Fisiopatologia

O pâncreas é o órgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina. Este hormônio é responsável pela regulação da glicemia (glicemia: nível de glicose no sangue). Para que as células das diversas partes do corpo humano possam realizar o processo de respiração aeróbica (utilizar glicose como fonte de energia), é necessário que a glicose esteja presente na célula. Portanto, as células possuem receptores de insulina (tirosina quinase) que, quando acionados "abrem" a membrana celular para a entrada da glicose presente na circulação sanguínea. Uma falha na produção de insulina resulta em altos níveis de glicose no sangue, já que esta última não é devidamente dirigida ao interior das células.

Visando manter a glicemia constante, o pâncreas também produz outro hormônio antagónico à insulina, denominado glucagon. Ou seja, quando a glicemia cai, mais glucagon é secretado visando reestabelecer o nível de glicose na circulação.O glucagon é o hormônio predominante em situações de jejum ou de estresse, enquanto a insulina tem seus níveis aumentados em situações de alimentação recente.

Como a insulina é o principal hormônio que regula a quantidade de glicose absorvida pela maioria das células a partir do sangue (principalmente células musculares e de gordura, mas não células do sistema nervoso central), a sua deficiência ou a insensibilidade de seus receptores desempenham um papel importante em todas as formas da diabetes mellitus.

Grande parte do carboidrato dos alimentos é convertido em poucas horas no monossacarídeo glicose, o principal carboidrato encontrado no sangue. Alguns carboidratos não são convertidos. Alguns exemplos incluem a frutose que é utilizada como um combustível celular, mas não é convertida em glicose e não participa no mecanismo regulatório metabólico da insulina / glicose; adicionalmente, o carboidrato celulose não é convertido em glicose, já que os humanos e muitos animais não têm vias digestivas capazes de digerir a celulose.

A insulina é liberada no sangue pelas células beta (células-β) do pâncreas em resposta aos níveis crescentes de glicose no sangue (por exemplo, após uma refeição). A insulina habilita a maioria das células do corpo a absorverem a glicose do sangue e a utilizarem como combustível, para a conversão em outras moléculas necessárias, ou para armazenamento. A insulina é também o sinal de controle principal para a conversão da glicose (o açúcar básico usado como combustível) em glicogênio para armazenamento interno nas células do fígado e musculares. Níveis reduzidos de glicose resultam em níveis reduzidos de secreção de insulina a partir das células beta e na conversão reversa de glicogênio a glicose quando os níveis de glicose caem.

Níveis aumentados de insulina aumentam muitos processos anabólicos (de crescimento) como o crescimento e duplicação celular, síntese protéica e armazenamento de gordura.

Se a quantidade de insulina disponível é insuficiente, se as células respondem mal aos efeitos da insulina (insensibilidade ou resistência à insulina), ou se a própria insulina está defeituosa, a glicose não será administrada corretamente pelas células do corpo ou armazenada corretamente no fígado e músculos. O efeito dominó são níveis altos persistentes de glicose no sangue, síntese protéica pobre e outros distúrbios metabólicos, como a acidose.
[editar] Diagnóstico

A diabetes mellitus é caracterizada pela hiperglicemia recorrente ou persistente, e é diagnosticada ao se demonstrar qualquer um dos itens seguintes:[1]

* Nível plasmático de glicose em jejum maior ou igual a 126 mg/dL (7,0 mmol/l)em duas ocasiões.
* Nível plasmático de glicose maior ou igual a 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l duas horas após uma dose de 75g de glicose oral como em um teste de tolerância à glicose em duas ocasiões.
* Nível plasmático de glicose aleatória em ou acima de 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l associados a sinais e sintomas típicos de diabetes.

O Diabetes Melito Gestacional possui critérios de diagnóstico diferentes.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sustentabilidade


Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?

Segundo a Wikipédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.

Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”

Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.

Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.

A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tubarão-branco


Descrição
[editar] Características gerais
Os tubarões brancos caracterizam-se pelo seu corpo fusiforme e grande robustez, em contraste com as formas espalmada de outros tubarões. O focinho é cónico, curto e largo. A boca, muito grande e arredondada, tem forma de arco ou parábola. Permanece sempre entreaberta, deixando ver, pelo menos, uma fileira de dentes da mandíbula superior e uma dos da inferior, enquanto a água penetra nela e sai continuamente, pelas brânquias. Se este fluxo parasse, o tubarão afogar-se-ia, por carecer de opérculos para regular a passagem correcta de água, e afundar-se-ia na mesma, já que ao não possuir bexiga natatória vê-se condenado a estar em contínuo movimento para evitar afundar-se. Durante o ataque, as mandibulas abrem-se ao ponto de a cabeça ficar deformada e fecham-se imediatamente de seguida, com força 300 vezes superior à da mandíbula humana. Os dentes são grandes, serrados, de forma triangular e muito largos. Ao contrário de outros tubarões, não possuem qualquer espaçamento entre os dentes, nem falta de dente algum, antes, têm toda a mandibula repleta de dentes alinhados e igualmente capazes de morder, cortar e rasgar. Atrás das fileiras de dentes principais, este tipo de tubarão tem duas ou três a mais em contínuo crescimento, que suprem a frequente queda de dentes com outros novos e vão-se substituindo por novas fileiras ao longo dos anos. A base do dente carece de raiz e encontra-se bifurcada, dando-lhe uma aparência inconfundível, em forma de ponta de flecha.

Os orifícios nasais (narinas) são muito estreitos, enquanto que os olhos são pequenos, circulares e completamente negros. No lombo situam-se cinco fendas branquiais, duas nadadeiras peitorais bem desenvolvidas e de forma triangular e outras duas, perto da nadadeira caudal, muito mais pequenas. A caudal está muito desenvolvida, assim como a grande nadadeira dorsal. Outras duas nadadeiras pequenas (segunda dorsal e anal), perto da cauda, completam o aspecto de este animal.

Apesar do seu nome, o tubarão é apenas branco na sua parte ventral, enquanto que a dorsal é cinzenta ou azulada. Este padrão, comum a muitos animais aquáticos, serve para que o tubarão se confunda com a luz solar (em caso de se olhar de baixo para cima) ou com as escuras águas marinhas (em caso de fazê-lo de cima para baixo), constituindo uma camuflagem tão simples quanto efetiva. O extremo da parte ventral das barbatanas da espádua e a zona das axilas aparecem tingidos de negro. A pele é formada por dentículos dermicos ou dentículos cutâneos, que dão o aspecto liso sentido nariz cauda e extremamente áspero no sentido cauda/nariz.

Não obstante, a denominação de "tubarão-branco" poderia ter a sua lógica no caso de se avistarem exemplares albinos desta espécie, que são, contudo, muito raros. Em 1996, pescou-se, nas costas do Cabo Oriental (África do Sul), uma fêmea jovem, de apenas 145 cm, que exibia esta rara característica.

[editar] Sentidos
As terminações nervosas do extremo lateral (Linha lateral), captam a menor vibração ocorrida na água e guiam o animal até à presa, que está causando essa perturbação. Outros receptores (conhecidos como ampolas de Lorenzini, são células especializadas, com uma forma similar à de minúsculas "garrafas") situadas em toda região da cabeça do animal, permitem-lhe captar também campos elétricos de frequência variável, que provavelmente usam para orientar-se nas suas migrações, percorrendo grandes distancias. O seu olfato é tão potente que a presença de uma só gota de sangue a quilômetros de distância serve para atraí-lo, ao mesmo tempo que o torna muito mais agressivo. A visão também é bem desenvolvida e tem um papel muito importante na aproximação final à presa e o seu peculiar estado sempre atento, permitindo o ataque a partir de debaixo da mesma.

[editar] Tamanho
O comprimento mais frequente entre os tubarões adultos é de quatro a cinco metros (sendo as fêmeas maiores do que os machos), ainda que se conheçam casos de indivíduos excepcionais que ultrapassam amplamente estas medidas. Na atualidade, não se pode assegurar qual é realmente o tamanho máximo nesta espécie, fato que se vê reforçado pela existência de notas antigas, pouco fiáveis, sobre animais realmente gigantescos. Vários destes casos analisam-se no livro The Great White Shark (1991), de Richard Ellis e John E. McCosker, ambos peritos em tubarões.

Durante décadas, muitos livros de referência no campo da ictiologia reconheceram a existência de um tubarão-branco de 11 metros, capturado perto de Port Fairy (sul da Austrália) na década de 1870, o que se considerava o maior indivíduo conhecido. Ao abrigo desta medida máxima de comprimento, os registros de tubarões brancos de sete a dez metros de largura foram considerados, até certo ponto, comuns e aceites sem grande discussão. Apesar disso, vários investigadores puseram em dúvida a fiabilidade do relatório de Port Fairy, insistindo na grande diferença de tamanho entre este indivíduo e qualquer um dos oconstrução do Porto de Suape.utros tubarões brancos capturados. Um século depois da captura, estudaram-se as mandíbulas do animal, ainda conservadas, e pode-se determinar que o seu tamanho corporal real rondava os cinco metros de comprimento. A confusão pode ter sido resultado de uma falha tipográfica, um erro derivado da tradução de unidades de unidades anglo-saxãs, ou internacionais (cinco metros são cerca de 16,5 pés), ou um simples exagero. [2]

Elefantíase


A elefantíase (filariose linfática) é a filiariose mais comum e é causada principalmente pelas espécies Wuchereria bancrofti e Brugia malayi. As larvas do parasita, denominadas microfilárias, são encontradas no sangue de indivíduos infectados e são ingeridas por animais que se alimentam de sangue (hematófagos). Depois de passar parte do ciclo vital dentro destes insetos, as microfilárias são transmitidas a pessoas sadias através de picadas durante uma nova ingestão de sangue. As microfilárias se alojam nos vasos linfáticos, sobretudo nos braços e pernas onde, depois de alguns meses, atingirão a maturidade sexual. Quando adultas, as filarias fêmeas (macrofilárias) podem viver entre 5 e 10 anos em seu hospedeiro e se reproduzem gerando milhares de larvas, as quais passam novamente à circulação sanguinea.

A espécie Wuchereria bancrofti é transmitida durante a noite pelas fêmeas dos mosquitos Anopheles, Mansonia e Culex e a espécie Brugia malayi é transmitida pelos mosquitos fêmeas (também de atividade noturna) Anopheles, Mansonia e Aedes.

Quando o quadro clínico aparece os sintomas iniciais estão relacionados com a resposta inflamatória subsequente à presença dos parasitas. A fase aguda ocorre com febre e calafrios que acontecem em intervalos irregulares, com ou sem inflamação de vasos linfáticos ou gânglios e reações inflamatórias das extremidades inferiores e genitais. Na medida em que a infecção se desenvolve, a presença dos vermes adultos nos vasos linfáticos provoca sua obstrução, impedindo o fluxo linfático normal, implicando no acúmulo de líquido pelo tecido, no engrossamento e hipertrofia dos tecidos afetados.

As formas mais frequentes de elefantíase são:

- Elefantíase das pernas: o edema começa no dorso do pé e chega até o joelho, mas dificilmente chega aos quadris. Apresenta a pele muito grossa, com muita fibrose e superfície enrugada, fato que lembra a pele do elefante. A ulceração é frequente no tecido danificado.

- Elefantíase do saco escrotal e do pênis: é uma das manifestações mais frequentes, com grande crescimento destas partes, devido a sua natureza pendente.

- Elefantíase de braços, mamas ou vulva: são zonas mais raramente afetadas com mudanças na pele semelhantes as das pernas.

O diagnóstico de qualquer uma das filarioses passa pela observação clínica de algum dos sintomas associados à doença.

Farra do Boi

O QUE É FARRA DO BOI?
Selvageria ou Cultura Popular?

Um dos rituais mais selvagens envolvendo crueldade contra animais é a Farra do Boi. Todos os anos centenas de bois são torturados e mortos em mais de trinta comunidades de Santa Catarina. Em outros estados, a prática é duramente criticada.

A Farra do Boi ocorre com mais freqüência na época da Páscoa, culminando na Sexta-feira Santa. Mas algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais. Proeminentes empresários, criadores de gado, cidadãos, donos de restaurantes, donos de hotéis e políticos, são os que doam os bois para a "festa".

Antes do evento o boi é confinado sem alimento disponível por vários dias. Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados num local onde o boi possa ver, mas não possa alcançar. A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos "farristas", que carregam pedaços de pau, facas,lanças de bambú, cordas, chicotes e pedras - homens, mulheres e crianças - e perseguem o boi que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Depois de Dias, o Alívio da Morte
Fontes da WSPA-Brazil (World Society for Protection of Animals ) afirmam ter visto o gado sendo torturado de diversas maneiras: animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados. Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos.Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo "cuidado"para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira". Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

Alguns dizem que é um ritual simbólico, uma encenação da Paixão de Cristo, onde o boi representaria Judas; outros acreditam que o animal representa Satanás e torturando o Diabo, as pessoas estariam se livrando dos pecados. Mas hoje em dia a Farra do Boi não tem nenhuma conotação religiosa. Para as pessoas que moram na área litorânea, onde a barbárie acontece, a Farra do Boi é apenas uma oportunidade pra se fazer uma festa e de se ganhar algum dinheiro extra, pois alguns moradores aproveitam para vender bebidas e petiscos para os participantes.

três homens andaram sobre as águas : O primeiro foi Cristo. O segundo foi Pedro. O terceiro foi este cidadão.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pedro , devolve o chope


O brasileiro exagera
Enviado por Gazeta de Ribeirão
31-Mai-2009
O porre que faz mal. Crescimento do consumo de bebidas alcoólicas é maior entre as mulheres jovens, diz pesquisa
Os brasileiros têm exagerado na dose de bebida alcoólica, sobretudo em ocasiões específicas como baladas e afins
— hábito denominado por especialistas de binge drinking, termo semelhante ao “porre” mas que
denota maior prejuízo à saúde. Segundo pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel), encomendada pelo Ministério da Saúde, o percentual de pessoas que bebem de forma
episódica e abusiva — algo que corresponde a mais de quatro doses de álcool para mulheres e mais de cinco
para homens em mesma ocasião, festa ou evento — saltou de 16,1% em 2006 para 19% em 2008. Os homens
seguem firmes na liderança do volume de “garrafas abertas” — em média, um em cada três bebe
além da conta —, mas as mulheres não ficam muito atrás. Em 2008, 10,5% da ala feminina disseram ter
exagerado no consumo alcoólico, índice que em 2006 era de 8,1%. Entre os jovens, o exagero é maior: a pesquisa
aponta que 30% dos homens e 10% das mulheres entre 18 e 44 anos bebem de forma abusiva. “A pressão
sóciocultural, em termos de aceitação, é muito maior hoje que há alguns anos, principalmente entre os
universitários”, pondera o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas Elson da Silva
Lima. Por conta disso, mulheres independentes e solteiras antes avessas à bebedeira, hoje não relutam tanto quanto
antes ao pedir mais um drinque ao garçom naquele happy hour da empresa. Na opinião da comerciária Fernanda Alves
Maia, que já viveu sua fase de sair e tomar cerveja diariamente, os hábitos mudam quando os filhos chegam.
“Hoje, bebo de vez em quando e com muita moderação porque sou mãe e tenho novas responsabilidades. Mas
essa meninada que lota os barzinhos às vezes bebe mesmo descontroladamente”, conta ela enquanto degusta o
segundo e último chope da noite num jantar entre amigos. A coordenadora de eventos Thais Vicentin também não
costuma pedir a terceira tulipa em eventos sociais e que só “abusa um pouquinho” quando está prestes a
cair na balada — por conta dos preços dos drinques, prefere consumir energético e água na boate. “A
gente faz o famoso esquenta na casa de um amigo antes de sair”, diz ela. TOLERÂNCIA O psiquiatra Elson da
Silva Lima explica que as mulheres e os povos asiáticos são, naturalmente mais intolerantes ao álcool por conta da
menor produção, pelo fígado, de duas enzimas que agem sequencialmente no metabolismo: a álcool desidrogenase
(ADH), que converte o álcool em acetaldeído, e a aldeído desidrogenase (ALDH), que o converte em acetato,
metabolizado pelos tecidos externos ao órgão. “Os dados do relatório da Vigitel soam preocupantes porque
revelam que, ao contrário dos europeus, que mantém um padrão moderado de consumo, os brasileiros praticam o
beber de alto risco. Ou seja, toda vez que saem, bebem bastante e praticam o chamado binge drinking. Assim, cultivam
também uma série de outros problemas, como acidentes de todo tipo, exposição ao sexo não seguro e mesmo a
dependência alcoólica”, alerta o psiquiatra. É claro que eles estão a fim Os primeiros versos da letra de Mais
Uma Dose, de Cazuza, se encaixam bem no perfil do administrador de empresas Júlio Silva, de 21 anos, sobretudo
quando rola aquele churrasquinho entre amigos, no final de semana. “Eu e cinco amigos chegamos a consumir
40 litros de chope num final de semana, um exagero a ser repensado. Mas confesso que gosto de sair para relaxar
depois do trabalho, algo que rola umas três vezes por semana. Tomo cerca de quatro chopes nesses casos”,
conta ele. E quem dirige depois do happy hour, em tempos de lei seca? No caso de Silva e seus amigos, o esquema
do “careta da rodada” (amigo que fica à base de guaraná enquanto a galera toma suas doses) ainda não
pegou. “Nunca me aconteceu nada ao volante porque espero o efeito do álcool passar e redobro o cuidado no
volante. E se não estou em condições, chamo um táxi”, diz o empresário Bruno Murdian. Já o estudante Pablo
Bardari diz que seu fígado aderiu à onda “total flex” há tempos. “Vou de vodca, cerveja, chope e
sempre volto de carona para casa”, descontrai ele. De acordo com o relatório da Vigitel, depois da adoção da Lei
Seca (Lei 11.705/2008, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro), o número de pessoas que costumava beber
abusivamente e dirigir caiu de 2% para 1,5%.
Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro
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Pedro devolve o chip anzé pra ela ? Ou chimp anzé ?


Chimpanzé

Chimpanzé

Na natureza existe dois tipos de chimpanzés. Um é o Pan troglodythes , o mais comum. O outro é o Pan paniscus, chamado de Bonobo.

A polêmica ainda esta na classificação do bonobo, será ele uma raça de chimpanzé ou uma outra espécie do subgênero Pan? Alguns cientistas consideram-no uma nova espécie, outros como um chimpanzé pigmeu.

Tanto o bonobo como o chimpanzé possuem estatura baixa, um 1,1 metro para o bonobo e 1,55 metros para o chimpanzé.

Andam curvados e sobem freqüentemente em árvores atrás de frutas, porém, também, comem carne.

Comportamento
Bonobos e chimpanzés possuem um modo de viver muito semelhante como o nomadismo e a presença de machos dominantes.

Porém apresentam gritantes diferenças:

Na sociedade dos chimpanzés parece prevalecer mais o autoritarismo do macho dominante. No entanto, dentro do próprio grupo existe os "golpes de estado", constantemente um chimpanzé jovem une-se com outros para matar o macho dominante (O próprio pai, caso o grupo for pequeno) e assim assumir o poder. É comum ver o macho dominante cair em ciladas e ser morto.

O chimpanzé, dentre todos os grandes primatas, é o único, além do homem, é claro, à apresentar tal comportamento: matar o próprio semelhante por causa do poder.

Outro comportamento típico de homens e chimpanzés é o tratamento dado as fêmeas.

Enquanto nos outros grandes primatas a fêmea e protegida e cortejada, nos chimpanzés e em algumas sociedades humanas, ela é reprimida e espancada.

Já nos bonobos reina a lealdade ao líder, o respeito as fêmeas e até um pouco de democracia (O macho dominante é escolhido pelo grupo de fêmeas, e nem sempre as decisões são tomadas unilateralmente pelo líder.).

As relações entre as fêmeas, tanto de bonobos como as de chimpanzés, são bem amistosas. É comum observar que algumas fêmeas cuidam por um certo momento de filhotes de outras, tal como o comportamento humano.

Inteligência
O primeiro cientista a se preocupar com a inteligência dos chimpanzés foi o professor Wofgang Köhler , ele fez experiências testando a inteligência do símio.

Uma experiência de Köhler comprovou o poder de memória do chimpanzé. Na experiência o professor cavou um buraco na terra e dentro deste colocou bananas, tudo foi observado por um jovem chimpanzé que depois foi preso, longe do local, por 16 horas. Nesse período o professor preparou o terreno para que não ficasse vestígios que o local foi cavado. Quando o símio foi colocado no terreno rapidamente foi ao local cavar e pegar as bananas.

Outra experiência comprovou o raciocínio de etapas. Frutas foram colocadas fora do alcance do animal engaiolado que sem demoras olhou em volta até achar uma vareta com a qual puxou o alimento. Para dificultar, o professor Köhler repetiu o experimento, só que agora não colocou varetas dentro da jaula e sim um tronco de árvore cheia de galhos. O objetivo era ver se o animal conseguia enxergar os galhos como varetas em potencial. O resultado foi perceptivo: Após procurar por um graveto separado e não acha-lo o animal ficou olhando o tronco até achar a solução. O tempo para resolução do problema foi de acordo com o chimpanzé, alguns demoravam uma hora e outros menos de um minuto.

Também, no estado natural, sem interferência humana, já foi observado chimpanzés utilizando varas para medir profundidade de rios, gravetos para atiçar um formigueiro, pedras para quebrar nozes e etc.

Após as experiências de Köhler, outros chimpanzés foram estimulados a desenvolver a capacidade mental. Alguns aprenderam a linguagem dos surdos e mudos e a parti daí comunicaram-se com os seres humanos.

Recentemente o um bonobo chamado Kanzi, de 23 anos, foi criado para se comunicar. Domina a linguagem dos surdos e mudos e é capaz de usar o teclado de um computador para escrever sobre suas vontades e o que pensa.

É claro que os assuntos de interesse de Kanzi são sobre comida e brincadeiras, assim como uma criança, no entanto é capaz de entender conceitos abstratos como casa, luta, sim, não e etc.

A pouco tempo Kanzi começou a emitir sons para especificar pedidos, geralmente pedia banana, uva e suco. Havia também outros sons que correspondia a sim e não. Isso seria um sinal que estaria desenvolvendo uma linguagem?

Predação humana
Sem dúvida o chimpanzé é o primata, depois do homem, mais estudado e mais escravizada. Constantemente vemos esse animal em circos e programas de tv, com um único objetivo: encher o bolso de empresários sem escrúpulos que não fazem nada para a preservação da espécie ameaçada de extinção.

Estipula-se que exista cerca de 200.000 chimpanzés e bonobos no mundo. Essa população não é o suficiente para resistir as agressões do Homo sapiens: a carne de chimpanzé é muito apreciada na África, muitos desses animais são mortos ou vendidos vivos para centros de pesquisa na Europa e nos Estados Unidos e seu território natural a cada ano esta sendo invadido pela ocupação humana.

A ONU calculou que, se o ritmo de destruição do habitat e da predação continuar, o chimpanzé estará completamente extinto por volta do ano de 2025, restando apenas aqueles criados em cativeiro para serem usados em circos e laboratórios de pesquisas.

Fonte: www.primatas.no.sapo.pt

Chimpanzé
CARACTERÍSTICAS

Chimpanzé

Nome comum: Chimpanzé comum

Nome científico: Pan troglodytes

Classificação e características principais
Classe: Mamíferos

Ordem: Primatas

Subordem: Antropoidea

Infraordem: Catarrhini

Superfamília: Hominoidea

Família: Pongidae

Subfamília: Ponginae

Género: Pan

Espécie: Pan troglodytes

Subespécie: (2) - Pan troglodytes schweinfurthii e Pan troglodytes verus .

Data da sua descoberta: sec. XVII

Distribuição: Ocidente e centro de África, norte do rio Zaire, do Senegal à Tanzânia.

Habitat: Floresta húmidas produtoras de frutos. Desde o nível do mar até os 2000 m

Dimensões: Macho 77-92 cm; Fêmea: 70-85 cm

Peso: Macho: 40 kg; Fêmea: 30 kg (em liberdade)

Pelagem: Predominantemente preta, frequentemente cinzenta no dorso depois dos 20 anos. Pele da face variável de rosa a castanho, escurecendo com a idade

Proporção entre os membros: Tamanho equivalente

Fórmula dentária: 2123/2123

Reprodução: Vivípara

Número de crias: 1, gémeos raros

Gestação: 230-240 dias.

Ratio reprodutivo: baixo, 1 cria de 4 em 4 anos (média).

Longevidade: 40 a 45 anos.

Locomoção: Saltadores arborícolas, quadrúpedes terrestres.

Tipo de actividade: Diurna.

Regime alimentar: Frutas, cerca de 5% de insectos e pequenos mamíferos.

Organização social: Poligínica, sociedades de fusão-cisão.

Dimorfismo sexual: Existe, mas pouco acentuado quer ao nível dos caninos quer ao nível global do esqueleto

Modo de associação: grupos multi-macho, multi

Fonte: nautilus.fis.uc.pt

Chimpanzé
CARACTERÍSTICAS

Chimpanzé

Ordem: Primates

Família: Pongidae

Nome popular: Chimpanzé

Nome em inglês: Chimpanzee

Nome científico: Pan troglodytes

Distribuição geográfica: região central da África

Habitat: florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas.

Hábitos alimentares: Onívoro

Reprodução: Gestação de 230 dias

Período de vida: Aproximadamente 60 anos

O Chimpanzé (Pan troglodytes) é um primata que faz parte da mesma família que os humanos, a família Hominidae, possuindo uma semelhança genética de mais de 99%. Podem atingir até 1 metro de altura e pesar até 100 kg, de acordo com seu sexo. São animais de coloração preta, tornando-se acinzentada em animais mais velhos.

Na natureza, os Chimpanzés vivem em grupos que podem variar de 5 até mais de 100 indivíduos. No entanto, as fêmeas possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nestes grupos os machos são dominantes sobre as fêmeas e os machos mais jovens.

São animais de hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. Costumam se locomover pelo chão, mas preferem se alimentar sobre as árvores, durante o dia. Estes são primatas quadrúpedes, ou seja, locomovem-se utilizando os pés e as mãos, simultaneamente, para andar e correr, além de serem capazes de escalar, pular e ficarem suspensos. Além disso, ocasionalmente, podem se locomover de forma bípede, como os humanos.Geograficamente estão distribuídos nas florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas, superiores à 3000 metros de altitude, na região central do continente africano.

Os chimpanzés possuem uma alimentação bem variada, sendo as frutas o principal alimento de sua dieta, mas também consomem muitas folhas, flores, sementes e, ainda, pequenos animais, como alguns pássaros, formigas, cupins, vespas e algumas larvas.

Estes animais, aparentemente, possuem culturas diferentes, dependendo da região em que vivem, assim como os humanos, e são capazes de ensiná-las de uma geração para outra. Entre tais ensinamentos estão, por exemplo, técnicas para extrair cupins de seus cupinzeiros, utilizando-se de gravetos; utilização de pedras para quebrarem sementes e frutos duros; e outros tipos de ferramentas adaptadas, usadas inclusive para caçar alguns pequenos mamíferos.

Machos dessa espécie podem se unir para manter a liderança sobre o grupo, ou roubar a posição do líder. Para intimidar os rivais, eles se demonstram agressivos, com vocalizações altas, agitações de galhos e até mesmo o ataque.

Os chimpanzés machos podem fazer pares com fêmeas, mas a promiscuidade é comum na espécie. Há casos em que a fêmea copulou 50 vezes com 14 machos diferentes em um só dia. Estes animais tem orgasmos e vocalizações específicas de cópula. Na verdade, são conhecidos 34 tipos diferentes de vocalizações nesta espécie.

Fonte: pt.wikipedia.org

domingo, 11 de outubro de 2009

Viroses


doenças causadas por VÍRUS
AIDS
Bronquite
Catapora (varicela)
Caxumba
Condiloma Acuminado
Dengue
Faringite
Febre Amarela
Gripe
Gripe do Frango
Herpes Genital
Hepatite
HPV (Human Papiloma Virus)
Pneumonia
Poliomielite
Raiva
Resfriado Comum
Rotavírus
Rubéola
Sarampo
Varíola

AIDS / DST / Aparelhos Reprodutores

AIDS E DST
A maioria das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), não apresenta sintomas fortes nas mulheres, quando estão no início. Isso porque o órgão sexual da mulher é "prá dentro", enquanto que o do homem é "prá fora". Por isso as mulheres precisam fazer exames com o ginecologista (médico de mulher) pelo menos uma vez por ano. Se a mulher tem um corrimento (secreção vaginal) que não dá coceira, não tem cheiro, é trasparente e em pouca quantidade, não é doença. Qualquer alteração, é bom perguntar ao médico o que está acontecendo.




Aparelho reprodutor feminino.



Aparelho reprodutor masculino.
Usando sempre camisinha, a gente fica livre das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e da AIDS. Mas, preste atenção! Tem que colocar e tirar do jeito certo! Não pode usar vaselina nem cremes gordurosos por que estraga a camisinha e, depois de usada, tem que jogar no lixo!

Você sabe como colocar uma camisinha?

Genética


Endonuclease de restrição BamHI ligada ao seu sítio específico no DNA.
A molécula de DNA está representada em spacefill, onde podem ser diferenciadas as "espinhas" de fosfato/desoxi-ribose (em alaranjado) e as bases nitrogenadas (marron). Os dois monômeros de BamHI estão representados em cartoon (em tons de vermelho).
Enzimas de restrição reconhecem seqüências específicas no DNA, usualmente palíndromes, e catalisam a quebra da ligação fosfodiéster de ambas as fitas. BamHI reconhece a seqüência GGATCC, clivando entre a primeira e a segunda Guanina em ambas as fitas:


5'--------GGATCC--------3'
3'--------CCTAGG--------5'



5'--------G GATCC--------3'
3'--------CCTAG G--------5'

A utilização destas enzimas permite a construção de moléculas de DNA recombinante, sendo a base da clonagem molecular e de diversas metodologias de uso corrente em biologia molecular.





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Enzima anidrase carbônica (AC) formando um complexo com uma molécula de CO32-
A molécula da AC está representada em alaranjado (sob forma de cartoon). Ao centro, numa cavidade da molécula, pode ser visualizado o ácido carbônico (sem os átomos de hidrogênio).
A reação reversível de hidratação do dióxido de carbono para formar ácido carbônico (H2O + CO2 ↔ H2CO3) é uma das mais simples e vitais. Na ausência de um catalisador esta reação pode levar vários segundos para ocorrer, o que seria incompatível com os processos vitais. Assim, 1 mol de CO2 levaria ~33 s para reagir com igual quantidade de água e formar ácido carbônico. A AC é uma enzima de distribuição ubíqüa em diversos tecidos, sendo especialmente abundante naqueles envolvidos com processos respiratórios e de manutenção do equilíbrio ácido-básico. É estimado que, em mamíferos, 1 litro de sangue contenha de 1 a 2 g desta enzima. Dentre as enzimas conhecidas, é uma das mais ativas. Seu número de turnover é da ordem de 106 s-1. Isto significa que, a cada segundo, uma única molécula de AC é capaz de converter 106 moléculas de água e gás carbônico em ácido carbônico (ou vice-versa, dependendo das concentrações relativas de substratos e produtos). Portanto, 1 mol de CO2 pode ser convertido em H2CO3 em 0,000001 s.





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As moléculas representadas acima são apenas GIFs animados. Não há possibilidade de interagir com as mesmas para modificar a forma de apresentação ou visualização. Para mais detalhes sobre a estrutura e função destas e diversas outras moléculas dê uma conferida na Galeria de Moléculas, onde as mesmas são apresentadas numa forma interativa.

Problemas ambientais


Um dos maiores problemas do século XXI é o crescimento exagerado das cidades, tal fato produz grandes agravantes ambientais, já que o crescimento ocorre de forma rápida e desorganizada. Existem inúmeros fatores que comprometem o meio ambiente, como a produção do lixo e esgoto, as chuvas ácidas, as poluições, o desmatamento, os problemas de temperatura entre outros.

A eliminação do lixo gerado pelas pessoas dos grandes centros é feita principalmente por meio de aterros sanitários. Esses são grandes áreas de terra que serve para depositar os vários tipos de lixo. A utilização de materiais inorgânicos são os que mais preocupam os ambientalistas, pois demoram muito para se decompor.

A poluição gerada nas cidades pode ser liberada de várias formas. A poluição pode ser originada por meio de lixo depositado em locais impróprios, radiações, ruídos, substâncias químicas, agentes contaminantes e outros.

As chuvas ácidas ocorrem como conseqüência da liberação de gases na atmosfera que alteram a acidez da água podendo provocar diferentes problemas ao meio.

A inversão térmica é uma alteração da circulação do ar em determinadas áreas que ocorre na superfície, impedindo que os poluentes liberados na atmosfera sejam dispersos.

As ilhas de calor acontecem em todas as cidades pouco urbanizadas, pois fatores como asfalto, concreto, poluição e a grande quantidade de prédios aquecem a temperatura da região. A urbanização das cidades é importante devido a sua interferência na temperatura, já que as plantas podem amenizar tal problema.

As enchentes também são causas provocadas pelo homem, pois apesar de ser um fenômeno natural, elas devastam as cidades por causa das alterações feitas pelo homem na natureza. A retirada das coberturas vegetais, a utilização de materiais impermeáveis no solo, o depósito indevido de lixo nas ruas e outras atitudes humanas colaboram para a proporção do problema.

Para melhorar as condições de vida nos grandes centros e diminuir os impactos provocados no meio ambiente, é preciso retroceder para melhorar as condições ambientais dos grandes centros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ecologia

COLOGIA: ECOSSISTEMA

Ecologia, uma rápida definição:

Ecologia é um conceito que a maioria das pessoas já possui intuitivamente, ou seja, sabemos que nenhum organismo, sendo ele uma bactéria, um fungo, uma alga, uma árvore, um verme, um inseto, uma ave ou o próprio homem, pode existir autonomamente sem interagir com outros ou mesmo com ambiente físico no qual ele se encontra. Ao estudo dessas inter-relações entre organismos e o seu meio físico chama-se Ecologia.

Mas, para termos uma definição histórica: “Pela palavra ecologia, queremos designar o conjunto de conhecimentos relacionados com a economia da natureza - a investigação de todas as relações entre o animal e seu ambiente orgânico e inorgânico, incluindo suas relações, amistosas ou não, com as plantas e animais que tenham com ele contato direto ou indireto, - numa palavra, ecologia é o estudo das complexas inter-relações, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida”. Foi assim que Ernest Haeckel, em 1870, definiu ecologia.

Assim, como em qualquer outra área, em Ecologia são definidas unidades de estudo, as quais são fundamentais para melhor compreensão desta Ciência. Utilizando-se um modelo de níveis de organização, fica mais fácil de compreendermos as unidades de estudo da Ecologia. Vejamos o modelo abaixo dos níveis de organização:
O que é um Ecossistema?

Antes de definirmos, exatamente o conceito de ecossistema, o qual é fundamental para a compreensão desta ciência, podemos encontrar na figura 1, um outro conceito importante que é o de níveis de organização, o qual pode ser entendido como um conjunto de entidades, sejam elas genes, células, ou mesmo espécies, agrupadas em uma ordem crescente de complexidade. Vejamos a figura 1:

Figura 1- Níveis de organização

Em Ecologia, são estudados os níveis da direita, ou seja, de espécies até biosfera. É fundamental, entretanto uma breve explicação de cada uma destas divisões (unidades ou entidades):

Figura 2. A - Espécie; B - População;
C - Comunidade; D - Ecossistema.
A - Espécie - dois ou mais organismos são considerados da mesma espécie, quando podem se reproduzir, originando descendentes férteis. Desta forma, fica claro que, a menos que haja a intervençãohumana, como no caso do jumento e da égua, naturalmente não ocorre reprodução entre indivíduos de espécies diferentes.

B- Populações - são formadas por organismos da mesma espécie, isto é, um conjunto de organismos que podem se reproduzir produzindo descendentes férteis.

C- Comunidades - um conjunto de todas as populações, sejam elas de microorganismos, animais ou vegetais existentes em uma determinada área, constituem uma comunidade; também se pode utilizar o conceito de comunidade para designar grupos com uma maior afinidade separadamente, como por exemplo, comunidade vegetal, animal, etc.
Antes de definirmos o próximo conceito, é fundamental entendermos dois parâmetros importantes em Ecologia; a todos os componentes vivos de um determinado local chamamos bióticos; em contrapartida, o conjunto formado por regime de chuvas, temperatura, luz, umidade, minerais do solo enfim, toda a parte não viva, é chamada de componentes abióticos.

D- Ecossistemas - em um determinado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga, mata atlântica ou floresta amazônica, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente, ou dito de outra forma, a todas as relações entre os fatores bióticos e abióticos em uma determinada área, chamamos ecossistema. Ou de outra forma, podemos definir ecossistema de acordo com o modelo 1 acima, como sendo um conjunto de comunidades interagindo entre si e agindo sobre e/ou sofrendo a ação dos fatores abióticos. Dentro do conceito de ecossistema, ainda cabe definirmos o conceito de hábitat, pelo qual entendemos o ambiente físico o qual ocorre(m) uma(s) determinada(s) espécie(s). Ex.: O hábitat do lobo guará é o cerrado.

Biosfera - A terra é composta por vários ecossistemas sejam eles aquáticos, terrestres ou até mesmo aéreos. A soma de todos estes ecossistemas chamamos de biosfera. Portanto, a biosfera seria a parte na qual ocorre vida no planeta e na qual a vida tem o poder de ação sobre o mesmo.
1- O que é biodiversidade? Resposta

NÃO CONFUNDA: Muitas vezes, o termo bioma é utilizado como sinônimo de ecossistema, no entanto ao contrário do segundo que implica nas inter-relações entre fatores bióticos e abióticos, o primeiro significa uma grande área de vida formada por um complexo de hábitats e comunidades, ou seja, apenas o meio físico (área) sem as interações. Ex.: Bioma cerrado, bioma mata atlântica.
Figura 3 - Mapa do Brasil mostrando os principais ecossistemas brasileiros

Onde começa e termina um ecossistema? Qual o real tamanho de um?

É difícil dizer onde começa ou termina um ecossistema, ou seja, qual ou quais os seus limites; entretanto para uma melhor compreensão e mesmo a possibilidade para investigações científicas existem algumas convenções adotadas. Assim, por exemplo, pode-se adotar inicialmente uma separação entre os meios aquáticos e terrestres. Desta forma, teríamos uma primeira distinção entre ecossistemas aquáticos e terrestres. Por ecossistema aquático, entenderíamos todos os lagos naturais, ou artificiais (represas), rios, mares e oceanos. Já em relação aos ecossistemas terrestres, florestas, desertos, tundras, pradarias, pastagens, etc. seriam exemplos.

Mas, e com relação às dimensões de um ecossistema? Para efeito de estudo, geralmente são determinadas o dimensões que não existem naturalmente, desta forma, um vaso, um aquário, ou mesmo uma cidade inteira são exemplos de ecossistemas criados pela ação humana, pois é interessante notar que nem sempre são. Assim fica claro, que um ecossistema pode ter desde alguns cm2 até milhares de km2!

2- Qual o menor ecossistema do mundo? Resposta
Exemplos de ecossistemas: terrestres e aquáticos

Para uma melhor compreensão, pode-se inicialmente separar os ecossistemas em duas categorias de acordo com o meio em que ocorrem: ecossistemas terrestres e aquáticos:

Para os ecossistemas terrestres poderíamos enumerar os seguintes:

* Florestais - Podem ser formados no Brasil por vegetação de cerrado, caatinga, matas ciliares, mata atlântica e floresta amazônica; sendo caracterizados por apresentar uma grande estratificação, ou seja, existem plantas e animais ocorrendo em diferentes alturas (estratos);
* Campos e pastagens - Compostos principalmente por vegetação rasteira onde predominam as gramíneas. A fauna por sua vez, é caraterizada pelo predomínio de animais herbívoros e granívoros (que se alimentam de grãos) tais como roedores (ratos), pequenas aves e cervídeos (veados).

Figura 4. Aspecto geral da vegetação de cerrado. Formação vegetal característica do Planalto Central brasileiro, onde notam-se a presença de árvores de pequeno porte com troncos retorcidos e casca grossa e predomínio de vegetação rasteira


Figura 5 - Aspecto do interior de mata-ciliar, ou floresta de galeria. Vegetação característica de margens de pequenos rios e córregos. Este tipo de vegetação é considerado atualmente, como uma área fundamental de preservação, pois está intimamente relacionado com a manutenção do fluxo e da qualidade da água. Por esta razão, as matas ciliares ou florestas de galeria são consideradas áreas de preservação permanente, ou seja, em hipótese alguma podem ser removidas para qualquer tipo de atividade humana.

Figura 6. - Aspecto geral da Mata - Atlântica, que com mais de 3000 quilômetros de extensão, é um dos ecossistemas com maior diversidade de espécies do Brasil e do planeta. Para exemplificar esta riqueza, basta dizer de que cada duas árvores encontradas na mata Atlântica, uma só é encontrada nesta floresta. Ou seja, 50% das árvores só existem aqui e nenhum outro lugar do mundo.

Dunas - No Brasil, não existem desertos, e sim dunas que ocorrem em algumas regiões (Sul e Nordeste), e caracterizam-se por apresentarem solos arenosos, vegetação rasteira - porém escassa - e uma fauna pouco diversificada.
Figura 7. Aspecto geral das dunas. Formação caracterizada por pouca vegetação, e por sofrer forte influência do vento (eólica)

Já em relação aos ecossistemas aquáticos, teríamos:

* Lagos - Aqui enquadram-se todos os ecossistemas de águas paradas, ou lênticos (de lenis, calmo); além de lagos, temos também represas e tanques .

* Rios - Além dos rios, teríamos ainda riachos e mananciais; são chamados também de lóticos (de lotus, lavado).


Figura 8. Barragem, com lago artificial. Em países em desenvolvimento, como no caso do Brasil, a energia gerada através do represamento de rios (hidroelétricas) tem sido, e ainda será a principal fonte energética, devido à disponibilidade de recursos e o custo relativamente baixo.

* Mares - Os mares são as regiões com a maior variedade de vida do planeta; pode parecer surpreendente, mas nem as florestas tropicais igualam-se as regiões litorâneas que também são chamadas de pelágicas.

* Oceanos - Os oceanos, são grandes (cobrem 70% da superfície terrestre), profundos e contínuos, pois todos - Pacífico, Atlântico e Índico - são interligados; as principais características destes ecossistemas estão relacionadas as correntes, provocadas pelos ventos e a própria rotação da Terra, e também a salinidade;

Figura 9. Oceano Atlântico. Os oceanos e mares são as fontes mais ricas de vida do Planeta.
Existem também, uma série de regiões que não poderiam ser enquadradas nem como ecossistemas aquáticos, e nem como terrestres. Seriam:

* Mangue - Na verdade, o correto chamar-se de manguezal e não mangue, pois a denominação vem da grande quantidade desta planta, ou seja, o mangue. Trata-se de um ecossistema pantanoso, constantemente alagado com uma vegetação arbustiva e uma fauna caracterizada pela grande presença de siris e caranguejos. O mangue ocorre geralmente junto a desaguadouros de rios e/ou próximos a praias.

* Paredões rochosos e praias - Ambos ecossistemas são fortemente influenciados pela água do mar, seja através das marés, ou da pressão exercida pela água.

* Brejos - Qualquer área que fique coberta por água doce, pelo menos em alguma época do ano é considerado um alagado; uma das espécies vegetais mais comuns neste tipo de ecossistema é a Taboa. Os brejos também são importantes, pois abrigam uma grande variedade de espécies de aves e mamíferos aquáticos ou semi-aquáticos.

3- As florestas tropicais são importantes ecossistemas pela sua biodiversidade, além de outros fatores tais como, a manutenção de um regime pluviométrico e temperatura das vastas regiões na qual ocorrem. Na década de 70, um jornalista estrangeiro por ocasião de uma visita a Amazônica, querendo enaltecer a importância da floresta, afirmou que a mesma era o “pulmão do mundo”, sendo a responsável pela manutenção da taxa de oxigênio da atmosfera. Esta afirmação está incorreta. Você poderia dizer qual o verdadeiro “pulmão do mundo?". Resposta
Figura 10. Aspecto da praia e do mar, dois ecossistemas intimamente relacionados.



Figura 11. -(a) e (b) Ambiente lótico, ou seja, de água corrente.

(c) Detalhe do interior de uma
caverna, ambiente este que é caracterizado pela ausência
total e permanente de luz.



Figura 12 - Lagoa de dessedentação. Este tipo de lagoa é chamado de dessedentação, pois é utilizada para dessedentar o gado. Dessedentar significa saciar a sede. Estas lagoas podem ser tanto naturais, como artificiais. Também são importantes, pelo fato de que como qualquer outro reservatório de água estarem sujeitos ao estabelecimento de organismos nocivos aos animais e também ao homem, pois várias doenças têm o seu ciclo passando pela água.

domingo, 4 de outubro de 2009

CÂNCER


Cancro (português europeu) ou câncer (português brasileiro), nomes comuns da neoplasia maligna, é uma doença caracterizada por uma população de células que cresce e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destróem tecidos adjacentes, e podem se espalhar para lugares distantes no corpo, através de um processo chamado metástase. Estas propriedades malignas do câncer o diferenciam dos tumores benignos, que são auto-limitados em seu crescimento e não invadem tecidos adjacentes (embora alguns tumores benignos sejam capazes de se tornarem malignos). O câncer pode afetar pessoas de todas as idades, mas o risco para a maioria dos tipos de câncer aumenta com o acréscimo da idade.[1] O câncer causa cerca de 13% de todas as mortes no mundo, sendo os cânceres de pulmão, estômago, fígado, cólon e mama os que mais matam.[2]
Quase todos os cânceres são causados por anomalias no material genético de células transformadas. Estas anomalias podem ser resultado dos efeitos de carcinógenos, como o tabagismo, radiação, substâncias químicas ou agentes infecciosos. Outros tipos de anormalidades genéticas podem ser adquiridas através de erros na replicação do DNA, ou são herdadas, e conseqüentemente presente em todas as células ao nascimento. As interações complexas entre carcinógenos e o genoma hospedeiro podem explicar porque somente alguns desenvolvem câncer após a exposição a um carcinógeno conhecido. Novos aspectos da genética da patogênese do câncer, como a metilação do DNA e os microRNAs estão cada vez mais sendo reconhecidos como importantes para o processo.
As anomalias genéticas encontradas no câncer afetam tipicamente duas classes gerais de genes. Os genes promotores de câncer, oncogenes, estão geralmente ativados nas células cancerígenas, fornecendo a estas células novas propriedades, como o crescimento e divisão hiperativa, proteção contra morte celular programada, perda do respeito aos limites teciduais normais e a habilidade de se tornarem estáveis em diversos ambientes teciduais. Os genes supressores de tumor estão geralmente inativados nas células cancerígenas, resultando na perda das funções normais destas células, como uma replicação de DNA acurada, controle sobre o ciclo celular, orientação e adesão nos tecidos e interação com as células protetoras do sistema imune.
O câncer é geralmente classificado de acordo com o tecido de qual as células cancerígenas se originaram, assim como o tipo normal de célula com que mais se parecem. Um diagnóstico definitivo geralmente requer examinação histológica da biópsia do tecido por um patologista, embora as indicações iniciais da malignidade podem ser os sintomas ou anormalidades nas imagens radiográficas. A maioria pode ser tratado e alguns curados, dependendo do tipo específico, localização e estadiamento. Uma vez diagnosticado, o câncer geralmente é tratado com uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Com o desenvolvimento das pesquisas, os tratamentos estão se tornando cada vez mais específicos para as diferentes variedades do câncer. Ultimamente tem havido um progresso significativo no desenvolvimento de medicamentos de terapia específica que agem especificamente em anomalias moleculares detectáveis em certos tumores, minimizando o dano às células normais. O prognóstico para os pacientes com câncer é muito influenciado pelo tipo de câncer, assim como o estadiamento, a extensão da doença. Além disso, a graduação histológica e a presença de marcadores moleculares específicos podem também ser úteis em estabelecer o prognóstico, assim como em determinar tratamentos personalizados.

TRANSGÊNICOS


Brasil terá de desenvolver protocolos de segurança ambiental
Das várias preocupações que cercam os alimentos transgênicos, os efeitos sobre o meio ambiente são uma das principais. É aí que se encontram as maiores incertezas: perda de biodiversidade, eliminação de espécies nativas, surgimento de "super ervas-daninhas", resistência de insetos a pesticidas, são conseqüências possíveis (pelo menos teoricamente e, em alguns casos, comprovadamente) da introdução de culturas transgênicas na agricultura. Para evitar que problemas desse tipo aconteçam, a maioria dos países (mesmo os EUA, onde o incentivo aos transgênicos é grande) vem adotando rígidos protocolos de biossegurança antes de autorizar a liberação no meio ambiente de sementes ou outros organismos geneticamente modificados (OGM).
No Brasil, qualquer empresa (pública ou privada) que queira pesquisar, cultivar ou comercializar transgênicos, deve atender às exigências de cinco órgãos: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
A CTNBio, órgão responsável por "emitir parecer técnico prévio conclusivo sobre registro, uso, transporte, armazenamento, comercialização, consumo, liberação e descarte de produto contendo OGM ou derivados, encaminhando-o ao órgão de fiscalização competente", estabelece uma série de normas para que seja autorizada a liberação de transgênicos no meio ambiente (veja Instrução Normativa 03, de 13/11/1996). As exigências são extensas e incluem: descrever o tamanho do experimento, em área ou volume, e sua localização; os motivos para a escolha da área; as características da área que possam minimizar ou exacerbar efeitos indesejáveis (direção do vento, lençol freático, proximidade de cursos d'água e áreas de proteção, etc); a distribuição geográfica do organismo parental no Brasil e no mundo; os genes introduzidos no organismo e quais as suas funções específicas; descrição em detalhes do produto da expressão do gene e de seus possíveis efeitos para a saúde humana, animal e ambiental; informações sobre a taxa de crescimento e sobrevivência, para comparação do OGM com o organismo não modificado; etc.
Em seguida, há as exigências da Anvisa, do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente, que, em conjunto, fornecem o chamado Registro Especial Temporário (RET), o qual se aplica a OGM com característica biocida, ou seja, que eliminam bactérias, insetos, e outras pragas (e poderiam, eventualmente, ameaçar outras espécies que não aquelas para que foram "programados").
Finalmente, o Conama estabelece critérios e procedimentos para licenciamento ambiental e exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para atividades e empreendimentos com OGM e seus derivados. A Resolução regulamentando tais critérios, no entanto, ainda está para ser aprovada. A última proposta foi apresentada em dezembro de 2001 (versão disponível no site do Conama) e deverá ser apreciada na próxima reunião ordinária do Conama, prevista para 14/05/02. O EIA/RIMA pode ser solicitado pela CTNBio, quando esta considerar que a liberação proposta pode provocar efeito negativo ao meio ambiente.
"Com todas essas exigências, que são legítimas", diz Maria José Sampaio, pesquisadora da Embrapa, "é preciso investir no desenvolvimento de metodologias de avaliação de impacto ambiental dos transgênicos, senão pouco adianta a pesquisa e o desenvolvimento de novos cultivares, já que é preciso também provar que eles não causam danos à saúde humana e ao meio ambiente". Maria José coordena um grupo de trabalho na Embrapa, que está elaborando uma proposta de desenvolvimento de protocolos de avaliação de impacto ambiental para três culturas pesquisadas pela empresa: mamão, feijão e batata transgênicos, com resistência a vírus. A proposta está em fase de finalização e deverá ser submetida em breve ao Ministério da Ciência e Tecnologia. "Esperamos contar com recursos do Fundo de Tecnologia e do Fundo de Agropecuária", afirma. Porém, ela reconhece que as dificuldades são grandes, pois são necessários cerca de quatro anos para o desenvolvimento desses protocolos e os custos são altos.
Os custos principais de tal projeto são relativos a infra-estrutura e procedimentos laboratoriais. "Infelizmente, os laboratórios brasileiros não têm boas práticas instaladas para análise ambiental de transgênicos e grande parte do investimento da Embrapa deverá ser feito em BPL (boas práticas laboratoriais)", afirma Maria José. A partir do momento em que um novo cultivar é inventado, são precisos dois anos de testes obrigatórios para solicitar a liberação no meio ambiente. Os protocolos para um tipo de cultivar podem ser adaptados a outros, mas há diferenças importantes que precisam ser levadas em conta. Na área ambiental, as principais são: existência de parentes silvestres (há, no Brasil, parentes silvestres do cultivar transgênico?) e tipo de polinização (aberta ou não). "A soja, por exemplo, se autopoliniza e espalha portanto muito pouco pólen, ao contrário do milho, cujo pólen se espalha largamente", explica a pesquisadora. Segundo ela, as normas estabelecidas pela CTNBio foram muito bem estudadas e estão padronizadas internacionalmente. É preciso agora que se crie condições de atendê-las. "As empresas multinacionais conseguem cumpri-las tranqüilamente; o Brasil, no entanto, tem dificuldades", daí a importância de desenvolver metodologias de avaliação do impacto ambiental de transgênicos no país, para as variedades aqui pesquisadas e criadas, na opinião de Maria José Sampaio.
Até agora, nenhum OGM foi autorizado para liberação no meio ambiente no Brasil. O processo da soja Roundup Ready (resistente ao herbicida glifosato), da Monsanto, está tramitando desde 1998 e aguarda agora a decisão de juízes do Tribunal Regional Federal, que já deveriam ter se pronunciado, mas ainda não o fizeram (sobre a legislação de transgênicos no país, veja também reportagem nesta edição).
A avaliação do impacto ambiental de transgênicos no Brasil permanece com muitas questões a resolver. Não há padrões estabelecidos e, por outro lado, as exigências para liberação de OGM no meio ambiente são grandes. Essa situação, contudo, não é muito diferente em outros países. Na Europa, agora se começa a discutir uma padronização para protocolos de biossegurança. Nos EUA, existem diversos protocolos e os pedidos das empresas são julgados por três agências (FDA, APHIS e EPA). Quem quiser acompanhar o desenvolvimento das propostas da Embrapa no Brasil, pode fazê-lo pelo site da empresa www.embrapa.br.
(M.M.)

sábado, 3 de outubro de 2009

É verdade que alguns peixes têm pulmão e podem viver fora d'água?

É verdade que alguns peixes têm pulmão e podem viver fora d'água?
Pergunta de Debora Souza, Rio de Janeiro/RJ


A pirambóia (Lepidosiren paradoxa) é o único peixe com pulmão que ocorre no Brasil (foto: José Sabino).



Sim, é verdade. O grupo dos peixes com pulmão foi muito diversificado no passado evolutivo, mas atualmente existem apenas seis espécies, distribuídas pelo hemisfério Sul. Somente uma delas, a Lepidosiren paradoxa, vive nos rios brasileiros, nas bacias Amazônica e do Prata. Ela pertence à família Lepidosirenidae e tem o nome popular de pirambóia (em tupi, pirá significa peixe e mbóia, cobra). Das espécies restantes, quatro vivem na África (família Protopteridae) e uma na Austrália (família Ceratodontidae).

Os peixes pulmonados são verdadeiros ‘fósseis vivos’, exemplos de como se deu a evolução da respiração aquática para a aérea. Nos períodos de seca, eles são expostos à água com baixas concentrações de oxigênio ou a áreas nas quais os ambientes aquáticos praticamente secam.

Em sua adaptação a essas condições, houve uma expansão do trato digestivo, que funciona como um pulmão. Este contém numerosas paredes muito finas e ricamente vascularizadas, nas quais o sangue circula e captura o oxigênio do ar atmosférico. A respiração aérea é obrigatória, mas o peixe pulmonado também tem brânquias como os demais peixes e depende da água para sobreviver, pois é nela que caça e se reproduz. Em épocas de seca extrema, a pirambóia fica enterrada em áreas de lama, aguardando a próxima estação chuvosa.


José Sabino
Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação,
Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp)
e Superintendência de Ciência e Tecnologia do Estado do Mato Grosso do Sul

Reviata Ciência Hoje

Os desafios da clonagem


Os desafios da clonagem
Empecilhos técnicos comprometem aplicação da técnica a seres humanos


"Não é permitida qualquer prática contrária à dignidade humana,
como a clonagem reprodutiva de seres humanos."
Artigo 11 - Declaração Universal sobre o
Genoma Humano e os Direitos Humanos

A discussão sobre clonagem é um dos mais acirrados debates bioéticos. O insuficiente desenvolvimento da técnica parece ser o principal obstáculo para sua aplicação a humanos, o que não impediu que, em 26 de novembro de 2001, a empresa americana Advanced Cell Technology anunciasse a obtenção do primeiro embrião humano clonado. O aglomerado de seis células viveu por apenas algumas horas.

Em média apenas 1% dos embriões manipulados em procedimentos de clonagem se desenvolve até a fase adulta. Além disso, clones que sobrevivem até o nascimento tendem a ser maiores que o normal -- o que configura a chamada síndrome do filhote grande, geralmente acompanhada de anomalias no fígado, pulmões e coração.

A clonagem humana pode ser usada como técnica reprodutiva ou terapêutica. A clonagem reprodutiva, que serviria em tese a casais inférteis que não desejam recorrer à doação de gametas, é repudiada pela maioria dos cientistas. Já a clonagem com fins terapêuticos divide opiniões: seu objetivo é permitir no futuro a produção em laboratório de tecidos e órgãos para transplantes com menor risco de rejeição. Nos procedimentos de clonagem, usa-se geralmente um zigoto enucleado (do qual se retirou o núcleo) como receptor do núcleo que será transplantado da célula doadora.

O problema é que tanto a clonagem reprodutiva quanto a terapêutica implicam a destruição de embriões. O tratamento com células-tronco enfrenta o mesmo obstáculo ético, já que são os embriões que fornecem as células pluripotentes, que podem se diferenciar conforme o tecido específico em que são implantadas. A Inglaterra, um país de religião anglicana, foi o primeiro a liberar, em 2000, experimentos com embriões humanos até o 14o dia de gestação -- fase anterior à implantação no útero.

Em abril de 2002 o médico italiano Severino Antinori anunciou que uma mulher estaria grávida de oito semanas de um clone. Mesmo que as dificuldades técnicas para clonar um ser humano sejam superadas, não seria possível obter um indivíduo idêntico ao doador do núcleo celular: o clone poderia ser uma cópia do ponto de vista genético, mas seria diferente em suas peculiaridades -- inclusive a personalidade --, pois, apesar de existirem características determinadas apenas pelos genes, a maioria delas é influenciada pelo ambiente (inclusive o microambiente orgânico), onde pode-se incluir a educação.

No Brasil, a Lei de Biossegurança Nacional (Lei 8974, de 1995) proíbe "a manipulação genética de células germinais humanas", mas admite a intervenção em material genético humano in vivo para o tratamento de defeitos genéticos, "respeitando-se princípios éticos tais como o princípio de autonomia e o princípio de beneficência, e com a aprovação prévia da CTNBio".

Raquel Aguiar
Ciência Hoje