quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ecologia

COLOGIA: ECOSSISTEMA

Ecologia, uma rápida definição:

Ecologia é um conceito que a maioria das pessoas já possui intuitivamente, ou seja, sabemos que nenhum organismo, sendo ele uma bactéria, um fungo, uma alga, uma árvore, um verme, um inseto, uma ave ou o próprio homem, pode existir autonomamente sem interagir com outros ou mesmo com ambiente físico no qual ele se encontra. Ao estudo dessas inter-relações entre organismos e o seu meio físico chama-se Ecologia.

Mas, para termos uma definição histórica: “Pela palavra ecologia, queremos designar o conjunto de conhecimentos relacionados com a economia da natureza - a investigação de todas as relações entre o animal e seu ambiente orgânico e inorgânico, incluindo suas relações, amistosas ou não, com as plantas e animais que tenham com ele contato direto ou indireto, - numa palavra, ecologia é o estudo das complexas inter-relações, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida”. Foi assim que Ernest Haeckel, em 1870, definiu ecologia.

Assim, como em qualquer outra área, em Ecologia são definidas unidades de estudo, as quais são fundamentais para melhor compreensão desta Ciência. Utilizando-se um modelo de níveis de organização, fica mais fácil de compreendermos as unidades de estudo da Ecologia. Vejamos o modelo abaixo dos níveis de organização:
O que é um Ecossistema?

Antes de definirmos, exatamente o conceito de ecossistema, o qual é fundamental para a compreensão desta ciência, podemos encontrar na figura 1, um outro conceito importante que é o de níveis de organização, o qual pode ser entendido como um conjunto de entidades, sejam elas genes, células, ou mesmo espécies, agrupadas em uma ordem crescente de complexidade. Vejamos a figura 1:

Figura 1- Níveis de organização

Em Ecologia, são estudados os níveis da direita, ou seja, de espécies até biosfera. É fundamental, entretanto uma breve explicação de cada uma destas divisões (unidades ou entidades):

Figura 2. A - Espécie; B - População;
C - Comunidade; D - Ecossistema.
A - Espécie - dois ou mais organismos são considerados da mesma espécie, quando podem se reproduzir, originando descendentes férteis. Desta forma, fica claro que, a menos que haja a intervençãohumana, como no caso do jumento e da égua, naturalmente não ocorre reprodução entre indivíduos de espécies diferentes.

B- Populações - são formadas por organismos da mesma espécie, isto é, um conjunto de organismos que podem se reproduzir produzindo descendentes férteis.

C- Comunidades - um conjunto de todas as populações, sejam elas de microorganismos, animais ou vegetais existentes em uma determinada área, constituem uma comunidade; também se pode utilizar o conceito de comunidade para designar grupos com uma maior afinidade separadamente, como por exemplo, comunidade vegetal, animal, etc.
Antes de definirmos o próximo conceito, é fundamental entendermos dois parâmetros importantes em Ecologia; a todos os componentes vivos de um determinado local chamamos bióticos; em contrapartida, o conjunto formado por regime de chuvas, temperatura, luz, umidade, minerais do solo enfim, toda a parte não viva, é chamada de componentes abióticos.

D- Ecossistemas - em um determinado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga, mata atlântica ou floresta amazônica, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente, ou dito de outra forma, a todas as relações entre os fatores bióticos e abióticos em uma determinada área, chamamos ecossistema. Ou de outra forma, podemos definir ecossistema de acordo com o modelo 1 acima, como sendo um conjunto de comunidades interagindo entre si e agindo sobre e/ou sofrendo a ação dos fatores abióticos. Dentro do conceito de ecossistema, ainda cabe definirmos o conceito de hábitat, pelo qual entendemos o ambiente físico o qual ocorre(m) uma(s) determinada(s) espécie(s). Ex.: O hábitat do lobo guará é o cerrado.

Biosfera - A terra é composta por vários ecossistemas sejam eles aquáticos, terrestres ou até mesmo aéreos. A soma de todos estes ecossistemas chamamos de biosfera. Portanto, a biosfera seria a parte na qual ocorre vida no planeta e na qual a vida tem o poder de ação sobre o mesmo.
1- O que é biodiversidade? Resposta

NÃO CONFUNDA: Muitas vezes, o termo bioma é utilizado como sinônimo de ecossistema, no entanto ao contrário do segundo que implica nas inter-relações entre fatores bióticos e abióticos, o primeiro significa uma grande área de vida formada por um complexo de hábitats e comunidades, ou seja, apenas o meio físico (área) sem as interações. Ex.: Bioma cerrado, bioma mata atlântica.
Figura 3 - Mapa do Brasil mostrando os principais ecossistemas brasileiros

Onde começa e termina um ecossistema? Qual o real tamanho de um?

É difícil dizer onde começa ou termina um ecossistema, ou seja, qual ou quais os seus limites; entretanto para uma melhor compreensão e mesmo a possibilidade para investigações científicas existem algumas convenções adotadas. Assim, por exemplo, pode-se adotar inicialmente uma separação entre os meios aquáticos e terrestres. Desta forma, teríamos uma primeira distinção entre ecossistemas aquáticos e terrestres. Por ecossistema aquático, entenderíamos todos os lagos naturais, ou artificiais (represas), rios, mares e oceanos. Já em relação aos ecossistemas terrestres, florestas, desertos, tundras, pradarias, pastagens, etc. seriam exemplos.

Mas, e com relação às dimensões de um ecossistema? Para efeito de estudo, geralmente são determinadas o dimensões que não existem naturalmente, desta forma, um vaso, um aquário, ou mesmo uma cidade inteira são exemplos de ecossistemas criados pela ação humana, pois é interessante notar que nem sempre são. Assim fica claro, que um ecossistema pode ter desde alguns cm2 até milhares de km2!

2- Qual o menor ecossistema do mundo? Resposta
Exemplos de ecossistemas: terrestres e aquáticos

Para uma melhor compreensão, pode-se inicialmente separar os ecossistemas em duas categorias de acordo com o meio em que ocorrem: ecossistemas terrestres e aquáticos:

Para os ecossistemas terrestres poderíamos enumerar os seguintes:

* Florestais - Podem ser formados no Brasil por vegetação de cerrado, caatinga, matas ciliares, mata atlântica e floresta amazônica; sendo caracterizados por apresentar uma grande estratificação, ou seja, existem plantas e animais ocorrendo em diferentes alturas (estratos);
* Campos e pastagens - Compostos principalmente por vegetação rasteira onde predominam as gramíneas. A fauna por sua vez, é caraterizada pelo predomínio de animais herbívoros e granívoros (que se alimentam de grãos) tais como roedores (ratos), pequenas aves e cervídeos (veados).

Figura 4. Aspecto geral da vegetação de cerrado. Formação vegetal característica do Planalto Central brasileiro, onde notam-se a presença de árvores de pequeno porte com troncos retorcidos e casca grossa e predomínio de vegetação rasteira


Figura 5 - Aspecto do interior de mata-ciliar, ou floresta de galeria. Vegetação característica de margens de pequenos rios e córregos. Este tipo de vegetação é considerado atualmente, como uma área fundamental de preservação, pois está intimamente relacionado com a manutenção do fluxo e da qualidade da água. Por esta razão, as matas ciliares ou florestas de galeria são consideradas áreas de preservação permanente, ou seja, em hipótese alguma podem ser removidas para qualquer tipo de atividade humana.

Figura 6. - Aspecto geral da Mata - Atlântica, que com mais de 3000 quilômetros de extensão, é um dos ecossistemas com maior diversidade de espécies do Brasil e do planeta. Para exemplificar esta riqueza, basta dizer de que cada duas árvores encontradas na mata Atlântica, uma só é encontrada nesta floresta. Ou seja, 50% das árvores só existem aqui e nenhum outro lugar do mundo.

Dunas - No Brasil, não existem desertos, e sim dunas que ocorrem em algumas regiões (Sul e Nordeste), e caracterizam-se por apresentarem solos arenosos, vegetação rasteira - porém escassa - e uma fauna pouco diversificada.
Figura 7. Aspecto geral das dunas. Formação caracterizada por pouca vegetação, e por sofrer forte influência do vento (eólica)

Já em relação aos ecossistemas aquáticos, teríamos:

* Lagos - Aqui enquadram-se todos os ecossistemas de águas paradas, ou lênticos (de lenis, calmo); além de lagos, temos também represas e tanques .

* Rios - Além dos rios, teríamos ainda riachos e mananciais; são chamados também de lóticos (de lotus, lavado).


Figura 8. Barragem, com lago artificial. Em países em desenvolvimento, como no caso do Brasil, a energia gerada através do represamento de rios (hidroelétricas) tem sido, e ainda será a principal fonte energética, devido à disponibilidade de recursos e o custo relativamente baixo.

* Mares - Os mares são as regiões com a maior variedade de vida do planeta; pode parecer surpreendente, mas nem as florestas tropicais igualam-se as regiões litorâneas que também são chamadas de pelágicas.

* Oceanos - Os oceanos, são grandes (cobrem 70% da superfície terrestre), profundos e contínuos, pois todos - Pacífico, Atlântico e Índico - são interligados; as principais características destes ecossistemas estão relacionadas as correntes, provocadas pelos ventos e a própria rotação da Terra, e também a salinidade;

Figura 9. Oceano Atlântico. Os oceanos e mares são as fontes mais ricas de vida do Planeta.
Existem também, uma série de regiões que não poderiam ser enquadradas nem como ecossistemas aquáticos, e nem como terrestres. Seriam:

* Mangue - Na verdade, o correto chamar-se de manguezal e não mangue, pois a denominação vem da grande quantidade desta planta, ou seja, o mangue. Trata-se de um ecossistema pantanoso, constantemente alagado com uma vegetação arbustiva e uma fauna caracterizada pela grande presença de siris e caranguejos. O mangue ocorre geralmente junto a desaguadouros de rios e/ou próximos a praias.

* Paredões rochosos e praias - Ambos ecossistemas são fortemente influenciados pela água do mar, seja através das marés, ou da pressão exercida pela água.

* Brejos - Qualquer área que fique coberta por água doce, pelo menos em alguma época do ano é considerado um alagado; uma das espécies vegetais mais comuns neste tipo de ecossistema é a Taboa. Os brejos também são importantes, pois abrigam uma grande variedade de espécies de aves e mamíferos aquáticos ou semi-aquáticos.

3- As florestas tropicais são importantes ecossistemas pela sua biodiversidade, além de outros fatores tais como, a manutenção de um regime pluviométrico e temperatura das vastas regiões na qual ocorrem. Na década de 70, um jornalista estrangeiro por ocasião de uma visita a Amazônica, querendo enaltecer a importância da floresta, afirmou que a mesma era o “pulmão do mundo”, sendo a responsável pela manutenção da taxa de oxigênio da atmosfera. Esta afirmação está incorreta. Você poderia dizer qual o verdadeiro “pulmão do mundo?". Resposta
Figura 10. Aspecto da praia e do mar, dois ecossistemas intimamente relacionados.



Figura 11. -(a) e (b) Ambiente lótico, ou seja, de água corrente.

(c) Detalhe do interior de uma
caverna, ambiente este que é caracterizado pela ausência
total e permanente de luz.



Figura 12 - Lagoa de dessedentação. Este tipo de lagoa é chamado de dessedentação, pois é utilizada para dessedentar o gado. Dessedentar significa saciar a sede. Estas lagoas podem ser tanto naturais, como artificiais. Também são importantes, pelo fato de que como qualquer outro reservatório de água estarem sujeitos ao estabelecimento de organismos nocivos aos animais e também ao homem, pois várias doenças têm o seu ciclo passando pela água.

domingo, 4 de outubro de 2009

CÂNCER


Cancro (português europeu) ou câncer (português brasileiro), nomes comuns da neoplasia maligna, é uma doença caracterizada por uma população de células que cresce e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destróem tecidos adjacentes, e podem se espalhar para lugares distantes no corpo, através de um processo chamado metástase. Estas propriedades malignas do câncer o diferenciam dos tumores benignos, que são auto-limitados em seu crescimento e não invadem tecidos adjacentes (embora alguns tumores benignos sejam capazes de se tornarem malignos). O câncer pode afetar pessoas de todas as idades, mas o risco para a maioria dos tipos de câncer aumenta com o acréscimo da idade.[1] O câncer causa cerca de 13% de todas as mortes no mundo, sendo os cânceres de pulmão, estômago, fígado, cólon e mama os que mais matam.[2]
Quase todos os cânceres são causados por anomalias no material genético de células transformadas. Estas anomalias podem ser resultado dos efeitos de carcinógenos, como o tabagismo, radiação, substâncias químicas ou agentes infecciosos. Outros tipos de anormalidades genéticas podem ser adquiridas através de erros na replicação do DNA, ou são herdadas, e conseqüentemente presente em todas as células ao nascimento. As interações complexas entre carcinógenos e o genoma hospedeiro podem explicar porque somente alguns desenvolvem câncer após a exposição a um carcinógeno conhecido. Novos aspectos da genética da patogênese do câncer, como a metilação do DNA e os microRNAs estão cada vez mais sendo reconhecidos como importantes para o processo.
As anomalias genéticas encontradas no câncer afetam tipicamente duas classes gerais de genes. Os genes promotores de câncer, oncogenes, estão geralmente ativados nas células cancerígenas, fornecendo a estas células novas propriedades, como o crescimento e divisão hiperativa, proteção contra morte celular programada, perda do respeito aos limites teciduais normais e a habilidade de se tornarem estáveis em diversos ambientes teciduais. Os genes supressores de tumor estão geralmente inativados nas células cancerígenas, resultando na perda das funções normais destas células, como uma replicação de DNA acurada, controle sobre o ciclo celular, orientação e adesão nos tecidos e interação com as células protetoras do sistema imune.
O câncer é geralmente classificado de acordo com o tecido de qual as células cancerígenas se originaram, assim como o tipo normal de célula com que mais se parecem. Um diagnóstico definitivo geralmente requer examinação histológica da biópsia do tecido por um patologista, embora as indicações iniciais da malignidade podem ser os sintomas ou anormalidades nas imagens radiográficas. A maioria pode ser tratado e alguns curados, dependendo do tipo específico, localização e estadiamento. Uma vez diagnosticado, o câncer geralmente é tratado com uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Com o desenvolvimento das pesquisas, os tratamentos estão se tornando cada vez mais específicos para as diferentes variedades do câncer. Ultimamente tem havido um progresso significativo no desenvolvimento de medicamentos de terapia específica que agem especificamente em anomalias moleculares detectáveis em certos tumores, minimizando o dano às células normais. O prognóstico para os pacientes com câncer é muito influenciado pelo tipo de câncer, assim como o estadiamento, a extensão da doença. Além disso, a graduação histológica e a presença de marcadores moleculares específicos podem também ser úteis em estabelecer o prognóstico, assim como em determinar tratamentos personalizados.

TRANSGÊNICOS


Brasil terá de desenvolver protocolos de segurança ambiental
Das várias preocupações que cercam os alimentos transgênicos, os efeitos sobre o meio ambiente são uma das principais. É aí que se encontram as maiores incertezas: perda de biodiversidade, eliminação de espécies nativas, surgimento de "super ervas-daninhas", resistência de insetos a pesticidas, são conseqüências possíveis (pelo menos teoricamente e, em alguns casos, comprovadamente) da introdução de culturas transgênicas na agricultura. Para evitar que problemas desse tipo aconteçam, a maioria dos países (mesmo os EUA, onde o incentivo aos transgênicos é grande) vem adotando rígidos protocolos de biossegurança antes de autorizar a liberação no meio ambiente de sementes ou outros organismos geneticamente modificados (OGM).
No Brasil, qualquer empresa (pública ou privada) que queira pesquisar, cultivar ou comercializar transgênicos, deve atender às exigências de cinco órgãos: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
A CTNBio, órgão responsável por "emitir parecer técnico prévio conclusivo sobre registro, uso, transporte, armazenamento, comercialização, consumo, liberação e descarte de produto contendo OGM ou derivados, encaminhando-o ao órgão de fiscalização competente", estabelece uma série de normas para que seja autorizada a liberação de transgênicos no meio ambiente (veja Instrução Normativa 03, de 13/11/1996). As exigências são extensas e incluem: descrever o tamanho do experimento, em área ou volume, e sua localização; os motivos para a escolha da área; as características da área que possam minimizar ou exacerbar efeitos indesejáveis (direção do vento, lençol freático, proximidade de cursos d'água e áreas de proteção, etc); a distribuição geográfica do organismo parental no Brasil e no mundo; os genes introduzidos no organismo e quais as suas funções específicas; descrição em detalhes do produto da expressão do gene e de seus possíveis efeitos para a saúde humana, animal e ambiental; informações sobre a taxa de crescimento e sobrevivência, para comparação do OGM com o organismo não modificado; etc.
Em seguida, há as exigências da Anvisa, do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente, que, em conjunto, fornecem o chamado Registro Especial Temporário (RET), o qual se aplica a OGM com característica biocida, ou seja, que eliminam bactérias, insetos, e outras pragas (e poderiam, eventualmente, ameaçar outras espécies que não aquelas para que foram "programados").
Finalmente, o Conama estabelece critérios e procedimentos para licenciamento ambiental e exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para atividades e empreendimentos com OGM e seus derivados. A Resolução regulamentando tais critérios, no entanto, ainda está para ser aprovada. A última proposta foi apresentada em dezembro de 2001 (versão disponível no site do Conama) e deverá ser apreciada na próxima reunião ordinária do Conama, prevista para 14/05/02. O EIA/RIMA pode ser solicitado pela CTNBio, quando esta considerar que a liberação proposta pode provocar efeito negativo ao meio ambiente.
"Com todas essas exigências, que são legítimas", diz Maria José Sampaio, pesquisadora da Embrapa, "é preciso investir no desenvolvimento de metodologias de avaliação de impacto ambiental dos transgênicos, senão pouco adianta a pesquisa e o desenvolvimento de novos cultivares, já que é preciso também provar que eles não causam danos à saúde humana e ao meio ambiente". Maria José coordena um grupo de trabalho na Embrapa, que está elaborando uma proposta de desenvolvimento de protocolos de avaliação de impacto ambiental para três culturas pesquisadas pela empresa: mamão, feijão e batata transgênicos, com resistência a vírus. A proposta está em fase de finalização e deverá ser submetida em breve ao Ministério da Ciência e Tecnologia. "Esperamos contar com recursos do Fundo de Tecnologia e do Fundo de Agropecuária", afirma. Porém, ela reconhece que as dificuldades são grandes, pois são necessários cerca de quatro anos para o desenvolvimento desses protocolos e os custos são altos.
Os custos principais de tal projeto são relativos a infra-estrutura e procedimentos laboratoriais. "Infelizmente, os laboratórios brasileiros não têm boas práticas instaladas para análise ambiental de transgênicos e grande parte do investimento da Embrapa deverá ser feito em BPL (boas práticas laboratoriais)", afirma Maria José. A partir do momento em que um novo cultivar é inventado, são precisos dois anos de testes obrigatórios para solicitar a liberação no meio ambiente. Os protocolos para um tipo de cultivar podem ser adaptados a outros, mas há diferenças importantes que precisam ser levadas em conta. Na área ambiental, as principais são: existência de parentes silvestres (há, no Brasil, parentes silvestres do cultivar transgênico?) e tipo de polinização (aberta ou não). "A soja, por exemplo, se autopoliniza e espalha portanto muito pouco pólen, ao contrário do milho, cujo pólen se espalha largamente", explica a pesquisadora. Segundo ela, as normas estabelecidas pela CTNBio foram muito bem estudadas e estão padronizadas internacionalmente. É preciso agora que se crie condições de atendê-las. "As empresas multinacionais conseguem cumpri-las tranqüilamente; o Brasil, no entanto, tem dificuldades", daí a importância de desenvolver metodologias de avaliação do impacto ambiental de transgênicos no país, para as variedades aqui pesquisadas e criadas, na opinião de Maria José Sampaio.
Até agora, nenhum OGM foi autorizado para liberação no meio ambiente no Brasil. O processo da soja Roundup Ready (resistente ao herbicida glifosato), da Monsanto, está tramitando desde 1998 e aguarda agora a decisão de juízes do Tribunal Regional Federal, que já deveriam ter se pronunciado, mas ainda não o fizeram (sobre a legislação de transgênicos no país, veja também reportagem nesta edição).
A avaliação do impacto ambiental de transgênicos no Brasil permanece com muitas questões a resolver. Não há padrões estabelecidos e, por outro lado, as exigências para liberação de OGM no meio ambiente são grandes. Essa situação, contudo, não é muito diferente em outros países. Na Europa, agora se começa a discutir uma padronização para protocolos de biossegurança. Nos EUA, existem diversos protocolos e os pedidos das empresas são julgados por três agências (FDA, APHIS e EPA). Quem quiser acompanhar o desenvolvimento das propostas da Embrapa no Brasil, pode fazê-lo pelo site da empresa www.embrapa.br.
(M.M.)

sábado, 3 de outubro de 2009

É verdade que alguns peixes têm pulmão e podem viver fora d'água?

É verdade que alguns peixes têm pulmão e podem viver fora d'água?
Pergunta de Debora Souza, Rio de Janeiro/RJ


A pirambóia (Lepidosiren paradoxa) é o único peixe com pulmão que ocorre no Brasil (foto: José Sabino).



Sim, é verdade. O grupo dos peixes com pulmão foi muito diversificado no passado evolutivo, mas atualmente existem apenas seis espécies, distribuídas pelo hemisfério Sul. Somente uma delas, a Lepidosiren paradoxa, vive nos rios brasileiros, nas bacias Amazônica e do Prata. Ela pertence à família Lepidosirenidae e tem o nome popular de pirambóia (em tupi, pirá significa peixe e mbóia, cobra). Das espécies restantes, quatro vivem na África (família Protopteridae) e uma na Austrália (família Ceratodontidae).

Os peixes pulmonados são verdadeiros ‘fósseis vivos’, exemplos de como se deu a evolução da respiração aquática para a aérea. Nos períodos de seca, eles são expostos à água com baixas concentrações de oxigênio ou a áreas nas quais os ambientes aquáticos praticamente secam.

Em sua adaptação a essas condições, houve uma expansão do trato digestivo, que funciona como um pulmão. Este contém numerosas paredes muito finas e ricamente vascularizadas, nas quais o sangue circula e captura o oxigênio do ar atmosférico. A respiração aérea é obrigatória, mas o peixe pulmonado também tem brânquias como os demais peixes e depende da água para sobreviver, pois é nela que caça e se reproduz. Em épocas de seca extrema, a pirambóia fica enterrada em áreas de lama, aguardando a próxima estação chuvosa.


José Sabino
Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação,
Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp)
e Superintendência de Ciência e Tecnologia do Estado do Mato Grosso do Sul

Reviata Ciência Hoje

Os desafios da clonagem


Os desafios da clonagem
Empecilhos técnicos comprometem aplicação da técnica a seres humanos


"Não é permitida qualquer prática contrária à dignidade humana,
como a clonagem reprodutiva de seres humanos."
Artigo 11 - Declaração Universal sobre o
Genoma Humano e os Direitos Humanos

A discussão sobre clonagem é um dos mais acirrados debates bioéticos. O insuficiente desenvolvimento da técnica parece ser o principal obstáculo para sua aplicação a humanos, o que não impediu que, em 26 de novembro de 2001, a empresa americana Advanced Cell Technology anunciasse a obtenção do primeiro embrião humano clonado. O aglomerado de seis células viveu por apenas algumas horas.

Em média apenas 1% dos embriões manipulados em procedimentos de clonagem se desenvolve até a fase adulta. Além disso, clones que sobrevivem até o nascimento tendem a ser maiores que o normal -- o que configura a chamada síndrome do filhote grande, geralmente acompanhada de anomalias no fígado, pulmões e coração.

A clonagem humana pode ser usada como técnica reprodutiva ou terapêutica. A clonagem reprodutiva, que serviria em tese a casais inférteis que não desejam recorrer à doação de gametas, é repudiada pela maioria dos cientistas. Já a clonagem com fins terapêuticos divide opiniões: seu objetivo é permitir no futuro a produção em laboratório de tecidos e órgãos para transplantes com menor risco de rejeição. Nos procedimentos de clonagem, usa-se geralmente um zigoto enucleado (do qual se retirou o núcleo) como receptor do núcleo que será transplantado da célula doadora.

O problema é que tanto a clonagem reprodutiva quanto a terapêutica implicam a destruição de embriões. O tratamento com células-tronco enfrenta o mesmo obstáculo ético, já que são os embriões que fornecem as células pluripotentes, que podem se diferenciar conforme o tecido específico em que são implantadas. A Inglaterra, um país de religião anglicana, foi o primeiro a liberar, em 2000, experimentos com embriões humanos até o 14o dia de gestação -- fase anterior à implantação no útero.

Em abril de 2002 o médico italiano Severino Antinori anunciou que uma mulher estaria grávida de oito semanas de um clone. Mesmo que as dificuldades técnicas para clonar um ser humano sejam superadas, não seria possível obter um indivíduo idêntico ao doador do núcleo celular: o clone poderia ser uma cópia do ponto de vista genético, mas seria diferente em suas peculiaridades -- inclusive a personalidade --, pois, apesar de existirem características determinadas apenas pelos genes, a maioria delas é influenciada pelo ambiente (inclusive o microambiente orgânico), onde pode-se incluir a educação.

No Brasil, a Lei de Biossegurança Nacional (Lei 8974, de 1995) proíbe "a manipulação genética de células germinais humanas", mas admite a intervenção em material genético humano in vivo para o tratamento de defeitos genéticos, "respeitando-se princípios éticos tais como o princípio de autonomia e o princípio de beneficência, e com a aprovação prévia da CTNBio".

Raquel Aguiar
Ciência Hoje

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Fígado


Fígado, a máquina que não para
É uma massa glandular que segrega bílis, que ajuda a digestão a neutralizar o quimo ácido do estômago.

É um dos órgãos mais volumosos do organismo humano e se comunica com o intestino delgado.

A aparência do órgão



Grande, de cor marrom-avermelhado, o fígado fica próximo ao estômago e está dividido em lobos. O lobo maior é o lado direito e representa 5/6 de todo o órgão. São dois os principais canais de abastecimento de sangue: a veia porta e a artéria hepática. O sangue com nutrientes corre pela veia porta, enquanto que pela artéria hepática chega o sangue rico em oxigênio. Os dois são fundamentais para o trabalho que o fígado precisa fazer.

O fígado é o maior órgão interno do corpo. É, também, a maior e mais pesada das glândulas. A medida que uma pessoa envelhece, o tamanho e peso de seu f ígado modificam-se : o órgão pesa aproximadamente 1,5kg no adulto saudável (com sangue o peso vai para cerca de 2,5kg) e quando esse adulto atinge 60 anos, o f ígado pode ter f icado com a metade do tamanho anterior. O que é normal: mesmo pequeno, o fígado trabalha com eficiência - desde que se mantenha saudável.

O fígado cresce e atinge seu peso máximo, cerca de 1,5kg, na fase adulta. Por volta dos 50 anos de idade começa a diminuir. O mais importante, porém, não é o seu tamanho, mas sim a integridade de suas células. O fígado saudáuel, mesmo pequeno, trabalha tão bem quanto um grande.

O fígado produz cerca de um litro de bile por dia. Esse líquido amargo fica armazenado na vesícula biliar e ajuda o organismo a digerir as gorduras dos alimentos. Depois que comemos, a bile sai da vesícula e dirige-se ao duodeno (primeira parte do intestino delgado), aonde penetra pela ampola de Vater. Aí encontra os alimentos e "quebra", ou separa, as gorduras para que possam ser digeridas mais facilmente. Numa comparação, os detergentes usados na cozinha trabalham de maneira parecida: "quebram" a gordura dos pratos sujos e facilitam a lavagem.

Entre as muitas substâncias que a bile contém, estão:
Pigmentos
Bilirrubina e biliverdina, de tons vermelho e verde, respectivamente.

Sais biliares
Servem para neutralizar a acidez do bolo alimentar que chega ao duodeno vindo do estômago. A maioria dos sais biliares volta para o fígado e é usada novamente.


Sangue sai limpo
Os dois principais lobos do fígado, direito e esquerdo, estão divididos em partes menores, compridas e bem parecidas entre si, chamadas lóbulos. Quando chega ao fígado, o sangue encaminha-se aos lóbulos através de finas veias e artérias. Os lóbulos funcionam como verdadeiros filtros: cuidam de limpar o sangue removendo substâncias tóxicas, ou não necessárias, que entraram em nosso organismo principalmente com comidas e bebidas. Este processo de limpeza numca pára e é uma das mais importantes funções do fígado.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Fígado
O fígado é a maior glândula do corpo humano, localizado no lado direito do abdome, pesa entre 1.300 e 1.500 gramas, nos homens, e 1.200 gramas nas mulheres. É constituído por milhões de células, chamadas de hepatócitos. A cada célula cabe a produção de diversas substâncias essenciais para o equilíbrio do organismo humano. Recebe o sangue venoso que vem da maior parte do trato gastrintestinal através de uma grande veia: a veia porta.

Usina do corpo
Responsável por mais de 400 funções por dia para manter o corpo saudável, o fígado é extremamente importante. Trabalha como uma “usina” produtora de diversas substâncias.

Entre as suas funções, as mais importantes são:
receber os nutrientes e as substâncias absorvidas no intestino
modificar a estrutura química de medicamentos e outras substâncias, atenuando, inativando ou ativando essas substâncias, pela ação de suas enzimas
neutralizar eventuais substâncias tóxicas que sejam ingeridas
armazenar nutrientes como a glicose, aminoácidos e ácidos graxos (gorduras primárias, usadas para produzir gorduras mais complexas)
produzir, a partir desses nutrientes, proteínas e lipoproteínas usadas pelo organismo, como a albumina (principal proteína constituinte do sangue), os fatores de coagulação e o colesterol
ajudar a regular a concentração de glicose no sangue
produzir a bile.
Fonte: www.roche.com.br

FÍGADO


É o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal.

O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos, compostos por colunas de células hepáticas ou hepatócitos, rodeadas por canais diminutos (canalículos), pelos quais passa a bile, secretada pelos hepatócitos. Estes canais se unem para formar o ducto hepático que, junto com o ducto procedente da vesícula biliar, forma o ducto comum da bile, que descarrega seu conteúdo no duodeno.

As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas, bem como esteróides, estrógenos e outros hormônios. O fígado é um órgão muito versátil. Armazena glicogênio, ferro, cobre e vitaminas. Produz carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas, e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas. Sintetiza também o colesterol e purifica muitos fármacos e muitas outras substâncias. O termo hepatite é usado para definir qualquer inflamação no fígado, como a cirrose.

Funções do fígado
Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase
Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação
Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células
Metabolizar lipídeos
Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras
Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo
Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.
Fonte: www.afh.bio.br Negrito

Fígado
Localizados na porção superior direita do abdômen, o fígado e a vesícula biliar estão conectados por ductos conhecidos como vias biliares. No entanto, apesar dessa conexão e do fato do fígado e da vesícula biliar participarem em algumas funções comuns, eles são diferentes. O fígado, o qual possui uma forma de cunha, é a fábrica de elementos químicos do organismo.

Trata-se de um órgão complexo que desempenha muitas funções vitais, da regulação da concentração de substâncias químicas no organismo até a produção de substâncias que intervêm na coagulação do sangue durante uma hemorragia. Por outro lado, a vesícula biliar, que possui uma forma de pêra, é simplesmente um pequeno reservatório de bile, um líquido produzido pelo fígado que facilita a digestão dos alimentos.

Fígado
O fígado é o maior e, em alguns aspectos, o mais complexo órgão do corpo humano. Uma de suas principais funções é degradar as substâncias tóxicas absorvidas do intestino ou produzi das em outras áreas do corpo e, em seguida, excretá-las como subprodutos inofensivos pela bile ou pelo sangue. Os subprodutos da bile passam para o intestino e são eliminados do organismo com as fezes.

Os subprodutos do sangue são filtrados pelos rins e, em seguida, são eliminados pelo organismo na urina. O fígado produz aproximadamente metade do colesterol do organismo. O restante é oriundo dos alimentos. Cerca de 80% do colesterol produzido pelo fígado é utilizado na produção de bile.

O colesterol é uma parte vital da membrana celular e é necessário para a produção de determinados hormônios (p.ex., o estrogênio, a testosterona e a adrenalina e a noradrenalina). O fígado também converte as substâncias contidas nos alimentos digeridos em proteínas, gorduras e carboidratos. Os açúcares são armazenados no fígado sob a forma de glicogênio e, quando necessário (p.ex., quando a concentração de açúcar no sangue torna-se muito baixa), são fracionados e liberados na corrente sangüínea sob a forma de glicose. Uma outra função do fígado é a sintetização de muitos compostos importantes, sobretudo de proteínas, que o corpo utiliza para realizar diferentes funções.

Entre elas encontram-se substâncias necessárias para o processo de coagulação do sangue quando ocorre uma hemorragia. Essas substâncias são conhecidas como fatores da coagulação. O fígado recebe sangue tanto do intestino quanto do coração. Pequenos capilares da parede intestinal desembocam na veia porta, que penetra no fígado. A seguir, o sangue circula através de uma rede de pequenos canais internos, no interior do fígado, onde ocorre o processamento de nutrientes digeridos e de substâncias nocivas.

A artéria hepática transporta o sangue do coração ao fígado e o sangue transporta oxigênio para o tecido hepático em si, assim como colesterol e outras substâncias para serem processadas.

Em seguida, o sangue do intestino e do coração misturam-se e circulam de volta ao coração através da veia hepática. As disfunções hepáticas podem ser, a grosso modo, divididas em dois grupos: aquelas causadas por uma disfunção das células hepáticas em si (p.ex., cirrose ou hepatite) e aquelas causadas por uma obstrução do fluxo da bile secretada pelo fígado através das vias biliares (p.ex., cálculos biliares ou câncer).


Vesícula Biliar e Vias Biliares
A vesícula biliar é uma pequena bolsa muscular de armazenamento que contém bile, uma secreção digestiva viscosa verde-amarelada produzida pelo fígado. A bile sai do fígado através dos ductos hepáticos direito e esquerdo, os quais se unem para formar o ducto hepático comum. Em seguida, esse ducto une-se a um outro proveniente da vesícula biliar, denominado ducto cístico, formando o ducto biliar comum. O ducto biliar comum desemboca no intestino delgado (na sua parte superior), ao nível do esfíncter de Oddi, alguns centímetros abaixo do estômago. Aproximadamente 50% da bile secretada entre as refeições é desviada através do ducto cístico para a vesícula biliar.

O restante da bile flui diretamente através do ducto biliar comum para o interior do intestino delgado. Quando uma pessoa alimenta- se, a vesícula biliar contrai, drenando a sua bile para o interior do intestino para ajudar na digestão de gorduras e de determinadas vitaminas. A bile é constituída por sais biliares, eletrólitos, pigmentos biliares (p.ex., bilirrubina), colesterol e outras gorduras (lipídeos). Ela é responsável pela eliminação de certos produtos metabólicos do organismo, sobretudo os pigmentos provenientes da destruição de eritrócitos e o colesterol em excesso, e auxilia na digestão e na absorção de gorduras.

Os sais biliares aumentam a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura) para ajudar na sua absorção do intestino. A hemoglobina originária dos eritrócitos é transformada em bilirrubina (o principal pigmento na bile) e excretada na bile como produto metabólico. Além disso, várias proteínas que possuem papéis importantes na função biliar são secretadas na bile. Os cálculos biliares podem obstruir o fluxo da bile da vesícula biliar, causando dor (cólica biliar) ou inflamação da vesícula biliar (colecistite). Os cálculos também podem migrar da vesícula biliar para o ducto biliar, onde eles podem causar icterícia ao bloquearem o fluxo normal da bile até o intestino. O fluxo também pode ser bloqueado por tumores e por outras causas menos comuns.

Carboidratos

Conceitos sobre carboidratos



Os carboidratos são as biomoléculas mais abundantes na natureza.

Para muitos carboidratos, a fórmula geral é: [C(H2O)]n, daí o nome "carboidrato", ou "hidratos de carbono"

Os carboidratos mais simples que existem, são: a GLICOSE E A FRUTOSE .


Obs: Todos os sacarídeos sejam eles mono, di ou polissacarídeo podem ser escrito na forma: Cm(H2O)n. .


Funções dos CARBOIDRATOS

Os carboidratos são moléculas que desempenham uma ampla variedade de funções, entre elas: Fonte de energia,Reserva de energia, Estrutural ,Matéria prima para a biossíntese de outras biomoléculas

A energia dos carboidratos é importante para manter nossa temperatura estável. Por isso, os alimentos ricos em carboidratos são chamados alimentos combustíveis.

Os carboidratos representam a principal fonte de energia, pois é o principal combustível do ser humano.Fornece energia para o desenvolvimento do trabalho interno (respiração, circulação do sangue e batimentos do coração), externos (caminhar, trabalhar, fazer esforço) e calor para manter a temperatura do corpo. Os carboidratos são considerados nutrientes energéticos, pois têm como função o fortalecimento da maior parte de energia necessária para o corpo realizar suas atividades normais como trabalhar e caminhar.

Na biosfera, há provavelmente mais carboidratos do que todas as outras matérias orgânicas juntas, graças à grande abundância

O carboidrato é a única fonte de energia aceita pelo cérebro, importante para o funcionamento do coração e todo sistema nervoso. O corpo armazena carboidratos em três lugares: fígado, músculo (glicogênio) e sangue (glicose). Os carboidratos evitam que nossos músculos sejam digeridos para produção de energia, por isso se sua dieta for baixa em carboidratos, o corpo faz canibalismo muscular.

Quimicamente, como poli-hidróxi-cetonas (cetoses) ou poli-hidróxi-aldeídos), ou seja, compostos orgânicos com, pelo menos três carbonos onde todos os carbonos possuem uma hidroxila, com exceção de um, que possui a carbonila primária (grupamento aldeídico) ou a carbonila secundária (grupamento cetônico).

Escrito por ACDM às 19h18
Exemplos de CARBOIDRATO

São alimentos ricos em carboidratos:
cereais
pães
farinhas
mandioca e batata
doces
frutas.

Exemplo de Carboidratos energéticos:

Escrito por ACDM às 19h15


CLASSIFICAÇÃO

Carboidratos Simples: são os que possuem absorção mais rápida fornecendo ao organismo uma forma de energia mais rápida.

Carboidratos Complexos: Que para serem absorvidos e transformados em fonte de energia deve ser primeiramente quebrados em carboidratos simples. Como representantes desse grupo temos: massas, pães, cereais, grãos.

MONOSSACARÍDEOS (C6H12O6)

Þ Frutose: *Conceito: A frutose é uma cetose encontrada em vários sucos de frutas e também no mel. É o açúcar de sabor mais doce que se conhece.

*Como é conhecida: Levulose ou Açúcar das Frutas.

Þ Galactose: Não é encontrada na natureza na forma livre de um monossacarídeo. Sua ocorrência mais importante se dá no Leite.

Þ Glicose: *Conceito: Trata-se do mais comum dos açucares com seis carbonos na molécula e também a única aldose que é comumente encontrada na natureza na forma de monossacarídeo. *Como é conhecida: Dextrose, Açúcar do Sangue ou Açúcar das Uvas.

*Curiosidades: Industrialmente a glicose é produzida por meio de hidrólise (quebra sob a ação da água).

DISSACARÍDEOS (C12H22O11)

Þ Lactose: É o açúcar presente no leite. Suas moléculas são formadas pela combinação de uma molécula de glicose com outra de galactose:

Þ Maltose: Está presente no MALTE. *Utilização: É utilizada na produção de algumas bebidas alcoólicas, como a cerveja e o uísque. *Produção: Durante a produção do Malte, o amido presente nos grão dos cereais sofre hidrolise total ou parcial, dando origem a unidades menores: moléculas de glicose (monossacarídeo), maltose (dissacarídeo) e dextrinas (formada por dezenas de moléculas de glicoses unidas). *Como é conhecida: Açúcar do Malte.
Escrito por ACDM às 19h11

Þ Sacarose: *Conceito: Encontrado em muitos vegetais e suco de fruta, cada uma de suas molécula é formada pela a união de uma molécula de glicose e outra de frutose:*Como é conhecido: Açúcar de Cana, Açúcar de Mesa ou Açúcar de Beterraba. *Curiosidade: No Brasil, a produção é feita a partir da Garapa, o caldo obtido pela moagem da cana-de-açúcar. Em muitos paises, a sacarose é fabricada a partir da Beterraba.


POLISSACARÍDEOS


Þ Amido: *Conceito: O amido é uma longa molécula formada pela união de muitas moléculas de glicose. Ele pode ser representada pela formula ( C6H10O5)n e não possui sabor doce e ele pode ser facilmente testado utilizando-se uma solução de iodo.

Þ Glicogênio: *Conceito: O excedente de glicose que passa para o sangue após uma refeição não permanece nele – caso contrário, o individuo entraria em hiperglicemia. Esse excedente é armazenado nos músculos e no fígado, na forma de outro polissacarídeo de alfa- glicose, denominado de GICOGÊNIO.

Þ Celulose: *Conceito: É um polissacarídeo de beta-glicose e um importante material estrutural que forma a parede das células vegetais. *Curiosidade: Estima-se que cerca de 50% da matéria orgânica existente em nosso planeta corresponde à celulose. Ela não é digerida pelo organismo humano, que não possui enzimas digestivas com tal finalidade. A celulose presente na madeira usada para a fabricação de papel, no algodão é utilizada na fabricação de fibras têxteis industriais destinada a confecção de roupas, cortinas e sacarias

Escrito por ACDM às 19h08
CURIOSIDADE SOBRE O ETANOL

A Produção de Etanol por Fermentação

A produção do álcool a partir da cana-de-açúcar começa com a moagem. O caldo de cana obtido (garapa) é deixado, então, por cerca de 24 horas em tanques contendo fermento, constituído por micro organismos que se encarregam de executar a transformação de açúcar em álcool etílico.

A primeira etapa é a hidrolise, e a segunda é a denominada fermentação alcoólica.

Muitas outras reações acontecem, e o caldo adquire um odor desagradável. O álcool produzido está misturado com a água e muitas outras substancias e por meio de destilação fracionada o álcool é separado dos demais componentes.

O resíduo pastoso e mal cheiroso que sobra após a destilação é conhecido como Vinhoto ou Vinhaça. Quando jogado nos rios, constitui uma grave fonte de poluição. Pode, no entanto, ser aproveitado como adubo ou na produção de biogás. O bagaço da cana, por sua vez, pode ser aproveitado para alimentação do gado ou sofrer secagem, e ser aproveitado como combustível, movendo turbinas e gerando eletricidade
Escrito por ACDM às 19h07

09/07/2005

Função Dos Carboidratos
ENERGÉTICA: Os Carboidratos são os principais produtores de energia sob a forma de ATP; ESTRUTURAL: a parede celular dos vegetais é constituída por um carboidrato polimerizado que é a CELULOSE, os insetos contém a QUITINA e as celulas animais possuem uma série de carboidratos circulando na membrana plasmática; RESERVA ENERGÉTICA: Essa reserva de Energia pode se encontrar nos vegetais (AMIDO), nos animais (GLICOGÊNIO).

Água

Introdução
Na composição da água entram dois gases: duas partes de hidrogênio (símbolo: H) e uma parte de oxigênio (símbolo: O). Sua fórmula química é H2O.

Três quartos da superfície da Terra são recobertos por água. Trata-se de quase 1,5 bilhão de km3 de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. Parece inacreditável afirmar que o mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água. Mas é exatamente isso o que está para acontecer, pois apenas uma pequeníssima parte de toda a água do planeta Terra serve para abastecer a população.

Vinte e nove países já têm problemas com a falta d'água e o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez - vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem precedentes na história da humanidade. Em escala mundial, nunca houve problema semelhante.

Tanto que, até 30 anos atrás, quando os primeiros alertas foram feitos por um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), ninguém dava importância para a improvável ameaça.

A água e o corpo humano
Os primeiros seres vivos da Terra surgiram na água há cerca de 3,5 bilhões de anos. Sem ela, acreditam os cientistas, não existiria vida. A água forma a maior parte do volume de uma célula. No ser humano, ela representa cerca de 70% de seu peso. Uma pessoa de 65 kg, por exemplo, tem 45 kg de água em seu corpo. Daí sua importância no funcionamento dos organismos vivos. O transporte dos sais minerais e de outras substâncias, para dentro ou para fora da célula, é feito por soluções aquosas. Mesmo a regulagem da temperatura do corpo depende da água - é pelo suor que "expulsamos" parte do calor interno.

Dia Mundial da Água
A Organização das Nações Unidas instituiu, em 1992, o Dia Mundial da Água - 22 de março. O objetivo da data é refletir, discutir e buscar soluções para a poluição, desperdício e escassez de água no mundo todo. Mas há muitos outros desafios: saber usá-la de forma racional, conhecer os cuidados que devem ser tomados para garantir o consumo de uma água com qualidade e buscar condições para filtrá-la adequadamente, de modo a tirar dela o máximo proveito possível.

Os Direitos da Água
A ONU redigiu um documento intitulado Declaração Universal dos Direitos da Água. Logo abaixo, você vai ler os seus principais tópicos:

A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: é rara e dispendiosa e pode escassear em qualquer região do mundo.
A utilização da água implica respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução.
A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo a nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável pela água da Terra.
A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura.
O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
A gestão da água impõe um equilíbrio entre a sua proteção e as necessidades econômica, sanitária e social.
Ciclo da Água
A água, na natureza, está sempre mudando de estado físico. Sob a ação do calor do Sol, a água da superfície terrestre se evapora e se transforma em vapor d'água. Este vapor sobe para a atmosfera e vai se acumulando. Quando encontra camadas frias, se condensa, formando gotinhas de água que juntam-se a outras gotinhas e formam as nuvens.

As nuvens formadas, quando ficam muito pesadas por causa da quantidade de água nelas contida, voltam à superfície terrestre em forma de chuva. Uma parte da água das chuvas penetra no solo e forma lençóis de água subterrâneos. Outra parte corre para os rios, mares, lagos, oceanos etc. Com o calor do Sol, a água volta a evaporar.

Água potável e água tratada
A água é considerada potável quando pode ser consumida pelos seres humanos. Infelizmente, a maior parte da água dos continentes está contaminada e não pode ser ingerida diretamente. Limpar e tratar a água é um processo bastante caro e complexo, destinado a eliminar da água os agentes de contaminação que possam causar algum risco para a saúde, tornando-a potável. Em alguns países, as águas residuais, das indústrias ou das residências, são tratadas antes de serem escoadas para os rios e mares. Estas águas recebem o nome de depuradas e geralmente não são potáveis. A depuração da água pode ter apenas uma fase de eliminação das substâncias contaminadoras, caso retorne ao rio ou ao mar, ou pode ser seguida de uma fase de tratamento completa, caso se destine ao consumo humano.

Água Contaminada
Um dos principais problemas que surgiram neste século é a crescente contaminação da água, ou seja, este recurso vem sendo poluído de tal maneira que já não se pode consumi-lo em seu estado natural. As pessoas utilizam a água não apenas para beber, mas também para se desfazer de todo tipo de material e sujeira. As águas contaminadas com numerosas substâncias recebem o nome de águas residuais. Se as águas residuais forem para os rios e mares, as substâncias que elas transportam irão se acumulando e aumentam a contaminação geral das águas. Isto traz graves riscos para a sobrevivência dos organismos.

Existem vários elementos contaminadores da água. Alguns dos mais importantes e graves são:

Os contaminadores orgânicos: são biodegradáveis e provêm da agricultura (adubos, restos de seres vivos) e das atividades domésticas (papel, excrementos, sabões). Se acumulados em excesso produzem a eutrofização das águas.
Os contaminadores biológicos: são todos aqueles microrganismos capazes de provocar doenças, tais como a hepatite, o cólera e a gastroenterite. A água é contaminada pelos excrementos dos doentes e o contágio ocorre quando essa água é bebida.
Os contaminadores químicos: os mais perigosos são os resíduos tóxicos, como os pesticidas do tipo DDT (chamados organoclorados), porque eles tendem a se acumular no corpo dos seres vivos. São também perigosos os metais pesados (chumbo, mercúrio) utilizados em certos processos industriais, por se acumularem nos organismos.
Mar
Desde a Antiguidade, os mares são os receptores naturais de grandes quantidades de resíduos. O Mediterrâneo, o mar do Norte, o canal da Mancha e os mares do Japão são alguns dos mais contaminados do mundo. Os agentes contaminadores que trazem maior risco ao ecossistema marinho são:

Os acidentes com barcos petroleiros que provocam grandes desastres ecológicos, poluindo a água do mar.
O petróleo, como conseqüência dos acidentes, descuidos ou ações voluntárias.
Os produtos químicos procedentes do continente, que chegam ao mar por meio da chuva e dos rios ou das águas residuais.
O problema já começou
A falta d'água já afeta o Oriente Médio, China, Índia e o norte da África. Até o ano 2050, as previsões são sombrias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 50 países enfrentarão crise no abastecimento de água.

China - O suprimento de água está no limite. A demanda agroindustrial e a população de 1,2 bilhão de habitantes fazem com que milhões de chineses andem quilômetros por dia para conseguir água.

Índia - Com uma população de 1 bilhão de habitantes, o governo indiano enfrenta o dilema da água constatando oesgotamento hídrico de seu principal curso-d'água, o rio Ganges.

Oriente Médio - A região inclui países como Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait. Estudos apontam que dentro de 40 anos só haverá água doce para consumo doméstico. Atividades agrícolas e industriais terão de fazer uso de esgoto tratado.

Norte da África - Nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida em 80%. A região abrange países situados no deserto do Saara, como Argélia e Líbia.

Motivo para guerras
A humanidade poderá presenciar no terceiro milênio uma nova modalidade de guerra: a batalha pela água. Um relatório do Banco Mundial de 1995 já anunciava que as guerras do próximo século serão motivadas pela disputa de água, diferentemente dos conflitos do século XX, marcados por questões políticas ou pela disputa do petróleo. Uma prévia do que pode ocorrer num futuro próximo aconteceu em 1967, quando o controle da água desencadeou uma guerra no Oriente Médio.

Naquele ano, os árabes fizeram obras para desviar o curso do rio Jordão e de seus afluentes. Ele é considerado o principal rio da região, nasce ao sul do Líbano e banha Israel e Jordânia. Com a nova rota, Israel perderia boa parte de sua capacidade hídrica. O governo israelense ordenou o bombardeamento da obra, acirrando ainda mais a rivalidade com os países vizinhos.

Riqueza brasileira
Quando o assunto é recursos hídricos, o Brasil é um país privilegiado. O território brasileiro detém 20% de toda a água doce superficial da Terra. A maior parte desse volume, cerca de 80%, localiza-se na Amazônia.

É naquela região desabitada que está a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, com 6 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo, além do Brasil, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. A segunda maior bacia hidrográfica do mundo, a Platina, também está parcialmente em território brasileiro.

Mas a nossa riqueza hídrica não se restringe às áreas superficiais: o aqüífero Botucatu/Guarani, um dos maiores do mundo, cobre uma área subterrânea de quase 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 70% dos quais localiza-se em território brasileiro. O restante do potencial hídrico distribui-se de forma desigual pelo país. Apesar de tanta riqueza, as maiores concentrações urbanas encontram-se distantes dos grandes rios, como o São Francisco, o Paraná e o Amazonas.

Assim, dispor de grandes reservas hídricas não garante o abastecimento de água para toda a população.

Seca no Nordeste
Este é um problema que tem solução. Desviar parte da água do rio São Francisco para a região semi-árida é uma idéia antiga. Na prática, seria construída uma rede de canais para abastecer açudes dos Estados atingidos pela falta d'água, como Pernambuco, Ceará e Paraíba. Especialistas calculam que um projeto desse seria capaz de levar água a 200 municípios e 6,8 milhões de brasileiros.

Como economizar água
Não demore muito tempo no chuveiro. Em média, um banho consome 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, 25.550 litros por ano.

Preste atenção ao consumo mensal da conta de água. Você poderá descobrir vazamentos que significam enorme desperdício de água. Faça um teste; feche todas as torneiras e os registros de casa e verifique se o hidrômetro - aparelho que mede o consumo de água - sofre alguma alteração. Se alterar, o vazamento está comprovado.

Você pode economizar 16.425 litros de água por ano ao escovar os dentes, basta molhar a escova e depois fechar a torneira. Volte a abri-la somente para enxaguar a boca e a escova.

Prefira lavar o carro com balde em lugar da mangueira. O esguicho aberto gasta aproximadamente 600 litros de água. Se você usar balde, o consumo cairá para 60 litros.

Cuidado: Nada de "varrer" quintais e calçadas com esguicho; use a vassoura!

Curiosidades
Cada brasileiro gasta 300 litros de água por dia. Apenas metade disso seria suficiente para suprir todas as necessidades. Além disso, grande parte dos reservatórios está contaminada, principalmente em regiões mais populosas.

Na maioria dos países, é no campo que ocorre o maior consumo de água: a agricultura intensiva consome mais de quinhentos litros por pessoa ao dia. De 1900 até os nossos dias, a superfície de cultivo irrigado triplicou. Os sistemas tradicionais de irrigação aproveitam apenas 40% da água que utilizam. O resto evapora ou se perde.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Gabarito - teste -1


GABARITO 01TÉCNICO EM ANATOMIA E NECROPSIA- TESTE 01

11B 12C 13A 14C 15D 16B 17B 18B 19A 20C

21A 22D 23D 24C 25B 26A 27B 28D 29A 30D

31C 32B 33B 34B 35B 36A 37A 38B 39D 40C

41C 42D 43B 44A 45A 46C 47A 48D 49C 50D

Teste -1


SESA – NÍVEL MÉDIO: TEC. DE ANOTOMIA/NECROPSIA – SETEMBRO DE 2006 M 8 2


CONHECIMENTO ESPECÍFICO - Biologia

11. Dos tecidos humanos abaixo, o único que não tem
vascularização própria é o
A) ósseo.
B) cartilaginoso.
C) nervoso.
D) muscular.

12. A inervação parassimpática libera no órgão efetor o
seguinte neurotransmissor:
A) adrenalina.
B) noradrenalina.
C) acetilcolina.
D) serotonina.

13. A capacidade fagocítica representa um dos
principais mecanismos de imunidade inespecífica do
organismo humano. Marque a célula que NÃO possui
capacidade de fagocitose.
A) Plasmócito do tecido conjuntivo.
B) Micróglias do tecido nervoso.
C) Célula de Langerhans do tecido epitelial.
D) Neutrófilo do sangue.

14. Além da diferença de espessura e comprimento, há
outras características que permitem distinguir o
intestino grosso do delgado. Uma delas é a ocorrência
de
A) inervação simpática.
B) peristaltismo.
C) microvilosidades.
D) peritônio.

15. O estômago produz, além de suco gástrico, um
polipeptídeo denominado fator intrínseco anti-anêmico
que é essencial para absorção da vitamina
A) C
B) D
C) B1
D) B12

16. A última etapa da digestão química dos alimentos
se inicia no
A) estômago.
B) duodeno.
C) íleo.
D) ceco.

17. Marque a estrutura que pertence, simultaneamente,
aos sistemas digestório e respiratório.
A) Laringe.
B) Faringe.
C) Esôfago.
D) Fossas nasais.

18. São fatores fundamentais para a contínua limpeza
das vias respiratórias do homem:
A) a produção de surfactante e o peristaltismo.
B) a produção de muco e o batimento ciliar.
C) a síntese de interferon e a fagocitose.
D) a síntese de anticorpos e a contração do diafragma.

19. O sangue venoso drenado de todo o organismo
retorna ao coração pelo
A) átrio direito.
B) átrio esquerdo.
C) ventrículo direito.
D) ventrículo esquerdo.

20. O sangue venoso que chega ao coração é
bombeado para ser oxigenado nos capilares dos
alvéolos pulmonares através da(s)
A) artéria aorta.
B) veias cava.
C) artérias pulmonares.
D) veias pulmonares.

21. Marque a opção que indica as diferenças entre
artérias e veias.
A) As artérias têm paredes mais espessas e são
menos calibrosas.
B) As artérias têm paredes mais finas e são mais
calibrosas.
C) As veias têm paredes com mais tecido muscular e
elástico.
D) As veias têm paredes mais espessas e são mais
calibrosas.

22. A função da medula vermelha dos ossos é
A) armazenar tecido adiposo.
B) produzir os fatores de coagulação sangüínea.
C) secretar hormônios como a eritropoetina.
D) produzir os elementos figurados do sangue.

23. Na orelha interna, as funções de audição e
equilíbrio são realizadas, respectivamente, pelas
seguintes estruturas:
A) janela redonda e janela oval.
B) tímpano e labirinto.
C) bigorna e estribo.
D) cóclea e canais semicirculares.

24. No homem, a lente natural que proporciona a
acomodação visual para focalizar a imagem
corretamente sobre o fundo do olho é o(a)
A) retina.
B) córnea.
C) cristalino.
D) humor vítreo.

25. O tronco encefálico humano é constituído pelos
seguintes componentes, EXCETO:
A) mesencéfalo.
B) diencéfalo.
C) ponte.
D) bulbo.

26. A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa que
pode deixar seqüelas permanentes na criança, sendo
umas das mais comuns a paralisia da musculatura de
um ou dos dois membros inferiores, não afetando,
entretanto, a sensibilidade das regiões paralisadas.
Nesses casos, o agente patogênico atua
A) na coluna anterior da substância cinzenta da
medula lombar e sacral.
B) na coluna posterior da substância cinzenta da
medula lombar e sacral.
C) nos gânglios das raízes posteriores dos nervos
lombares e sacrais.
D) nas raízes posteriores e anteriores dos nervos
lombares e sacrais.

27. Há mais de dez anos o Brasil conseguiu erradicar a
poliomielite através da aplicação da vacina
A) tríplice.
B) Sabin.
C) BCG.
D) anti-rábica.

28. Marque o maior órgão do sistema linfático humano
e que apresenta, entre outras funções, a retirada de
circulação de hemácias velhas e armazenamento de
uma certa quantidade de sangue.
A) Tonsila palatina.
B) Linfonodo.
C) Timo.
D) Baço.

29. A remodelação do osso após a regeneração de
uma fratura resulta, fundamentalmente, de atividade
do(s)
A) osteoclastos.
B) osteoblastos.
C) osteócitos.
D) periósteo.

30. O osso do braço humano denomina-se
A) fêmur.
B) rádio.
C) ulna.
D) úmero.

31. Os métodos cirúrgicos de anticoncepção humana
A) impedem a produção de hormônios sexuais.
B) bloqueiam a produção de gametas.
C) impedem o encontro dos gametas.
D) impedem o desenvolvimento do embrião.

32. Diferentemente do que ocorre no restante do corpo
humano, sob a pele da bolsa escrotal não há tecido
adiposo. Em seu lugar existe um tecido muscular liso
denominado dartos. Esse detalhe tem relação com a
A) proteção dos testículos.
B) produção dos espermatozóides.
C) secreção de testosterona.
D) liberação dos espermatozóides no sêmen.

33. Marque a associação correta entre o número e o
tipo de dentes na segunda dentição humana.
TIPO NÚMERO
A) Incisivos 12
B) Caninos 4
C) Pré-molares 4
D) Molares 8

34. O nome do líquido lubrificante encontrado nas
articulações humanas é
A) céfalo-raquidiano.
B) sinovial.
C) intersticial.
D) perilinfático.

35. A principal substância do metabolismo energético
dos seres vivos é o(a)
A) AMP cíclico.
B) adenosina tri-fosfato.
C) nicotinamida adenina dinucleotídeo.
D) ácido desoxi-ribonucléico.

36. No tecido nervoso, as células da glia com a função
de formar a bainha de mielina no sistema nervoso
central são os(as)
A) oligodentrócitos.
B) astrócitos.
C) micróglias.
D) células do epêndima.

37. Marque a condição que NÃO diz respeito à dengue.
A) Doença de transmissão direta.
B) Trata-se de uma virose.
C) Pode-se ter mais de uma vez.
D) Pode, em alguns casos, ser letal.

38. Ainda sobre a dengue, marque a medida preventiva
mais eficaz.
A) Procurar se vacinar periodicamente.
B) Eliminar os focos do mosquito transmissor.
C) Evitar contato com as pessoas doentes.
D) Ter uma dieta alimentar adequada.

39. Nos últimos anos, o homem desenvolveu a
capacidade de identificar as pessoas através da análise
do seu material genético. Essa técnica foi batizada de
“DNA fingerprint”. O “DNA fingerprint” NÃO pode ser
usado para
A) identificação de ossada humana.
B) identificação de criminosos.
C) identificação de paternidade.
D) distinguir gêmeos monozigóticos.

40. Sobre a importância do colesterol para o corpo
humano, marque a opção verdadeira.
A) Funciona como reserva energética para todas as
células.
B) Entra na composição química dos hormônios
hipofisários.
C) É precursor da síntese dos hormônios esteróides da
adrenal.
D) É responsável pelo transporte de substâncias
através da membrana celular.

41. O miocárdio é irrigado com sangue rico em oxigênio
pelas
A) veias jugulares.
B) artérias carótidas.
C) artérias coronárias.
D) veias cava.

42. Algumas artérias podem ter a sua pulsação
percebida por um examinador durante o exame físico
de uma pessoa porque no seu trajeto passam próximos
à superfície do corpo. A artéria cuja pulsação NÃO
pode ser percebida num exame físico normal é a
A) femoral.
B) radial.
C) carótida.
D) ilíaca.

43. Atualmente, todos os seres procariontes estão
incluídos no reino
A) Fungi.
B) Monera.
C) Protista.
D) Plantae.

44. Marque a estrutura que NÃO é inervada pelo
sistema nervoso autônomo.
A) Diafragma.
B) Miocárdio.
C) Estômago.
D) Intestino delgado.

45. A glândula hipófise está alojada no interior do(a)
A) sela turca do osso esfenóide.
B) porção petrosa do osso temporal.
C) lâmina crivosa do osso etmóide.
D) seio paranasal do osso frontal.

46. Todos os nervos espinhais contêm
A) somente fibras motoras.
B) somente fibras sensitivas.
C) fibras motoras e sensitivas.
D) somente fibras motoras autônomas.

47. São glândulas associadas ao sistema reprodutor
masculino humano:
A) próstata e vesícula seminal.
B) próstata e glândulas vestibulares.
C) glândulas endometriais e glândulas vestibulares.
D) glândulas endometriais e vesícula seminal.

48. A camada mais externa da epiderme humana é a
A) basal.
B) germinativa.
C) espinhosa.
D) córnea.

49. A seqüência fisiológica correta das vias urinárias é
A) pelve renal – bexiga – ureteres – uretra.
B) ureteres – pelve renal – bexiga – uretra.
C) pelve renal – ureteres – bexiga – uretra.
D) bexiga – ureteres – pelve renal – uretra.

50. Uma bala que atravessa exclusivamente a cavidade
torácica pode causar lesão em todos os seguintes
órgãos, EXCETO
A) pulmão.
B) coração.
C) esôfago.
D) tireóide.

AIDS


Introdução à AIDS
A AIDS (do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome), (ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA) é uma doença do sistema imunitário causada pelo retrovírus HIV (do inglês Human Immunodeficiency Virus). A AIDS vem se disseminando rapidamente pelo mundo desde 1981.

Vírus da AIDS (HIV)
A AIDS se caracteriza por astenia, perda de peso acentuadas e por uma drástica diminuição no número de linfócitos T auxiliadores (CD4), justamente as células que ativam os outros linfócitos que formam o exército de defesa do corpo. O organismo da pessoa que possui o vírus HIV torna-se incapaz de produzir anticorpos em resposta aos antígenos mais comuns que nele penetram.

Com a imunidade debilitada pelo HIV, o organismo torna-se susceptível a diversos microorganismos oportunistas ou a certos tipos raros de câncer (sarcoma de Kaposi, linfoma cerebral). A pneumonia provocada pelo Pneumocystis carinii é a infecção oportunista mais comum, detectada em cerca de 57% dos casos. A toxoplasmose, a criptococose e as afecções provocadas por citomegalovírus são outras infecções freqüentemente encontradas nos indivíduos imunodeprimidos. As principais causas da morte são infecções banais, contra as quais o organismo debilitado não consegue reagir.

O material hereditário deste vírus é o RNA, e sua principal característica é a presença da enzima transcriptase reversa, capaz de produzir moléculas de DNA a partir do RNA. A membrana deste vírus se funde com a membrana da célula, e o capsídio viral penetra no citoplasma celular. O RNA, então, produz uma molécula de DNA, que irá penetrar no núcleo da célula, introduzir-se em um dos cromossomos do hospedeiro e recombinar-se com o DNA celular. Esse DNA viral integrado ao cromossomo celular é chamado de provírus, que irá produzir moléculas de RNA, originando centenas de vírus completos. Uma vez com os genes do provírus integrados aos da célula, esta irá produzir partículas virais durante toda a sua vida. Não leva a morte da célula hospedeira, mas esta poderá transmitir o provírus para suas células filhas.

Vírus HIV


A descoberta do vírus
Grande parte dos pacientes com AIDS desenvolve uma doença neuropsicológica, chamada complexo de demência aidética, que parece resultar da infecção das células do sistema nervoso central pelo vírus HIV.

A AIDS é uma doença recente, sendo reconhecida apenas em 1981, embora exista evidencias de mortes por AIDS cerca de trinta anos antes. A origem do vírus é ainda desconhecida, sendo uma das hipóteses a de que teria surgido na África central, como resultado de uma mutação, e descendo por via indireta de outro vírus, não patológico, identificado no macaco (Cercopithecus aethiops). Em 1984, cientistas americanos e franceses isolaram, de células de pacientes com AIDS, o vírus HIV, que passou a ser considerado o causador da doença.

Tratamento da AIDS
Apesar de ser uma doença que ainda não tem cura, existe tratamento eficiente e que controla a doença. Pessoas portadoras do vírus HIV devem procurar ajuda médica, tentar conhecer a doença e jamais perder a esperança, afinal, de 1981 até hoje, já se passaram muitos anos, estamos num novo milênio e a medicina evolui a cada dia.

Como saber se é portador(a) da doença?
Uma pessoa pode saber se é ou não portadora do vírus da AIDS por meio de exames que detectam a presença de anticorpos contra o vírus, ou que detectam a presença do próprio vírus. Ser portador do vírus não significa que a pessoa desenvolverá necessariamente a doença. O vírus permanece inativo por um tempo variável, no interior das células T infectadas, e pode demorar até 10 anos para desencadear a moléstia.

AIDS e a sociedade
Muitas pessoas que vivem com HIV/AIDS sentem-se agredidas por mensagens na televisão, revistas, campanhas. Alertamos que o papel da sociedade em geral, é estar atenta aos riscos e, principalmente, bem informada sobre os meios de prevenção da doença. Nunca rejeitar o convívio (íntimo e até social) com os doentes de AIDS.

Não podemos, também, abordar única e exclusivamente a responsabilidade do homem no uso da camisinha. As mulheres não devem ser tratadas como uma população incapaz de adotar medidas de sexo seguro. Não se pode ignorar a capacidade, a autonomia e o direito das mulheres de negociar o uso da camisinha com o parceiro ou de elas mesmas usarem o preservativo feminino, já disponível na rede pública de saúde.

Transmissão da doença
A AIDS é transmitida através do contato sexual, da transfusão de sangue contaminado, da mãe para o bebe durante a gravidez ou na amamentação e ainda pela reutilização de seringas e agulhas entre os usuários de drogas injetáveis. Como não há cura para a doença, seu combate deve ser feito através de medidas preventivas, tais como o uso de preservativos (camisinhas), o controle de qualidade do sangue usado em transfusões e o emprego de seringas e agulhas descartáveis.

Estatísticas da doença
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas contaminadas com o vírus da AIDS ultrapassou, em 1996, a marca de 20 milhões. A estimativa é de que até o ano 2000 a doença atinja cerca de 30 a 40 milhões de pessoas. Na 11ª Conferência Internacional sobre a AIDS (em Vancouver no Canadá - 1996), os cientistas apresentaram uma nova descoberta que trás esperanças para os doentes: uma mistura conhecida como "coquetel de drogas" que diminui em 100 vezes o ritmo de reprodução do vírus, de modo a bloquear as etapas iniciais do ciclo reprodutivo do vírus nas células humanas. As drogas atuariam bloqueando a ação de duas enzimas responsáveis pela multiplicação do vírus: a transcriptase reversa e a protease. O banco mundial estima que a AIDS venha a custar, até o ano 2000, 1,4% do PIB mundial.

Hoje, no Brasil, os heterossexuais representam 38% dos que pegaram através de relação sexual. Segundo os últimos dados do ministério, de março de 1998, 6800 brasileiros contraíram AIDS. Desses, cerca de 50% pegaram a doença durante a relação sexual. Nesse grupo, os heterossexuais representavam 6% em 1988 e agora já são 38%. Os jovens precisam sensibilizar-se dos casos de AIDS notificados neste ano, 70% estão na faixa de 25 a 44 anos e 13% na faixa de 15 e 24 anos.

Dentes


Dentes
Características dos dentes
Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas aos maxilares superior e inferior, cuja atividade principal é a mastigação. Estão implicados, de forma direta, na articulação das linguagens.

Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. A mais externa, o esmalte, é a substância mais dura. Sob o esmalte, circulando a polpa, da coroa até a raiz, está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. A cavidade polpar é ocupada pela polpa dental, um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental, que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula, na estrutura e composição química assemelha-se ao osso; dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. Através de um orifício aberto na extremidade da raiz, penetram vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo.

Tipos de dentes
Em sua primeira dentição, o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. À medida que os maxilares crescem, estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos tem a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atrás dele, há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. Em seguida, há dois dentes chamados pré-molares, cada um com duas cúspides. Atrás ficam os molares, que tem uma superfície de mastigação relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.


Idades em que normalmente aparecem os dentes
Dentição de Leite Idade
Incisivos centrais inferiores
Incisivos superiores
Incisivos laterais inferiores
Primeiros molares
Caninos
Segundos molares 6 a 9 meses
8 a 10 meses
15 a 21 meses
15 a 21 meses
16 a 20 meses
20 a 24 meses

Dentição Permanente Idade
Primeiros molares
Incisivos centrais
Incisivos laterais
Primeiros pré-molares
Segundos pré-molares
Caninos
Segundos molares
Dentes do siso 6 anos
7 anos
8 anos
9 anos
10 anos
entre 11 e 12 anos
entre 12 e 13 anos
entre 15 e 25 anos


Doença da Cárie
Os dentes são suscetíveis a um processo de putrefação (cárie dental). A bactéria acidogênica oral, que está sempre presente na boca, reage com os carboidratos para formar ácidos capazes de dissolver o esmalte, permitindo a penetração de outras bactérias na dentina. Com o tempo, a cárie provoca uma cavidade na estrutura do dente.

Devemos nos lembrar que para qualquer tipo de doença, a prevenção é o melhor remédio, e isto é válido também para se evitar a doença da cárie dental. Uma deficiente escovação dos dentes leva à formação de placas, que ficam grudadas nos dentes, mais normalmente ao nível da gengiva e dos dentes.

No início das doenças da cárie e gengiva o tratamento é simples e rápido, mas se deixado de lado pode-se ter graves quadros de doenças periodontais e cáries cada vez maiores, que chegam a destruir quase todo o dente, sendo necessário um tratamento de canal, quando senão a perda total do dente. Ocorrendo a perda do dente, tem que recorrer ao processo de prótese para restaurar o sorriso perdido, prótese esta que poderá ser fixa, móvel ou implantes dentários. No tratamento, os padrões de cores dos materiais restauradores são tão variados que pode-se restaurar um dente sem ser percebida, tamanha semelhança com os dentes naturais.

O tratamento dentário atual é completamente indolor e muito confortável. Tratando com a maior tranqüilidade, restaurando sua saúde dental.

Um perfeito hábito de escovar os dentes após qualquer tipo de refeição, uma consulta periódica de 6 em 6 meses com seu dentista é de suma importância, e são os melhores métodos para impedir o aparecimento e evolução da doença da cárie.

Doença das Gengivas
A Doença das Gengivas ou Doença Periodontal se inicia da mesma forma que a cárie, ou seja, com a formação da placa bacteriana. A placa bacteriana fica aderida ao dente e ataca as gengivas, provocando inflamação. Então, a gengiva fica bastante vermelha, inchada e pode sangrar. É a chamada Gengivite.

Atenção: A gengivite pode ser resolvida, em muitos casos, através de uma escovação correta e do uso do fio dental. A partir do aparecimento de cálculo, a Doença Periodontal deve ser tratada pelo dentista, que deve ser procurado também caso haja alguma região da gengiva que apresente sangramento com freqüência, apesar de uma boa escovação.

Leia também:
Como cuidar bem dos dentes. Limpeza, escovação, fio-dental.

Baço

Baço
Características
O baço é um órgão linfóide situado no hipocôndrio esquerdo, abaixo do diafragma, atrás do estômago. Pesa em média 200 g, e tem cor vermelho-escuro. Tem forma ovóide alongada e cabe na palma da mão, tem 12 cm de comprimento e 8 cm de largura.

Devido ao seu tecido linfóide, ou polpa branca, e ao seu tecido vascular, ou polpa vermelha, ele tem função hematopoética até o último mês da vida fetal e função hemolítico-fisiológica, que se torna às vezes patológica.

O baço influi na composição do sangue que irriga nosso corpo e ele controla a quantidade desse líquido vital em nossas veias e artérias. A atividade do baço está relacionada com o aparelho circulatório. Acha-se envolvido por uma cápsula fibrosa, que o divide em lóbulos, por meio de tabiques - os septos conectivos -, que formam uma estrutura de sustentação, e nos quais existem fibras musculares lisas, responsáveis pela contração e pela distensão do órgão.

Esquema do baço


Polpas Branca e Vermelha
Em seu interior encontra-se um material de consistência mole, chamado polpa. Distingue-se a polpa branca e a polpa vermelha. A primeira é formada por nódulos linfáticos (Corpúsculos de Malpighi - semelhantes aos gânglios linfáticos). A segunda, constituída de glóbulos vermelhos e brancos, relaciona-se ainda com as veias de nosso organismo; e a polpa branca, por sua vez, com as artérias.

Funcionamento
Quando o baço aumenta, está acumulando sangue como um "banco". Esse sangue traz glóbulos vermelhos jovens e velhos, ou seja, uns podem fixar o oxigênio de que precisamos e outros não podem mais. Então, o baço faz sua seleção e retém alguns dos glóbulos vermelhos velhos, destruindo-os. A hemoglobina desse é, posteriormente, transformada em bilirrubina, pigmento da bile, restando o ferro. O ferro é outra vez utilizado pela medula óssea na formação de nova hemoglobina, preparando-se, por esse processo, o caminho para a produção de novos glóbulos vermelhos. Estes só são produzidos no baço durante a fase embrionária, sendo depois formados na medula óssea.

A função de reter os glóbulos vermelhos é realizada por macrófagos existentes no baço, que englobam e destroem as hemácias velhas e parasitas (processo chamado de fagocitose), evitando assim, um grande número de doenças.

O baço também produz glóbulos brancos e regula o volume de sangue em circulação nas artérias e veias. No caso de sofrer um corte ou hemorragia, o baço bombeia imediatamente mais líquido para o aparelho circulatório, restabelecendo aos poucos, o equilíbrio.

Arrancando o baço
O baço não é um órgão essencial, embora muito importante. Se o arrancarmos, sofreremos uma anemia, mas com o tempo, recuperaremos as forças (pois há outras partes do organismo com condições de assumir as funções que ele desempenha).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O que são células-tronco

. O que são Células-Tronco?
São células jovens que apresentam a capacidade de auto-renovação (geram células filhas idênticas em forma e função a si próprias) e de originar todas as células do sangue.
Além disso, as recentes pesquisas mostram a possibilidade da Célula-Tronco regenerar outros órgãos e tecidos não pertencentes ao sistema sangüíneo.




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2. Qual é o uso real das Células-Tronco?
Atualmente, as Células-Tronco são utilizadas para recuperar o sistema hematopoético (células sangüíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia e/ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão das Células-Tronco é vital, uma vez que a quimioterapia e/ou a radioterapia também destrói as Células-Tronco do paciente.
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3. De onde podem ser obtidas as Células-Tronco?

As Células-Tronco podem ser obtidas de duas grandes fases do indivíduo:

Fase Adulta: Sangue de cordão umbilical, medula-óssea e sangue periférico mobilizado.
Fase Embrionária: Células contidas no blastocisto, estrutura formada nos primeiros dias após a fecundação.
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4. O que são células-tronco embrionárias?

São células encontradas no interior de embriões recém-fecundados, ou seja, dentro de uma estrutura denominada blastocisto, formada até 5 dias após o encontro do espermatozóide com o óvulo. A pesquisa destas células deve-se ao fato teórico de que possuem a potencialidade de formar praticamente todos os tecidos do corpo (multipotente). A lei de biossegurança aprovada no dia 2 de março de 2005 pelo Congresso Nacional, ainda aguardando sanção da Presidência da República, permite a pesquisa em células-tronco oriundas de fonte humana. Em virtude da complicada situação para sua obtenção, quando comparada à das células adultas (sangue de cordão umbilical, medula-óssea e sangue periférico), a lei de biossegurança, recém-aprovada, traz no seu Artigo 5º as regras para obtenção dos embriões humanos, a seguir transcritas:

“Art. 5º É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições:

I - sejam embriões inviáveis; ou

II - sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento.

§ 1º Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores.

§ 2º Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa.

§ 3º É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica no crime tipificado no art. 15 da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.”


Fonte: Congresso Nacional
Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u67595.shtml
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5. A célula-tronco embrionária tem sido utilizada para o tratamento de doenças?

Comentário:
Desde o início das discussões sobre a lei de biossegurança, a Criogênesis tem participado no sentido de esclarecer o público quanto à real situação das pesquisas na área de células-tronco, seja embrionária ou adulta. Da mesma forma que a filosofia adotada pelo Instituto Nacional de Saúde do Governo dos Estados Unidos (NIH), claramente evidenciada no texto extraído da página oficial da entidade (abaixo transcrito), a Criogênesis deposita enorme confiança e investimento no potencial real e futuro das células provindas da fase adulta (sangue de cordão umbilical, medula óssea e sangue periférico). Em relação à fase em embrionária, aguardamos aprovação para que a nossa entidade também possa participar das pesquisas e trazer algum resultado nas próximas décadas.

“Scientists have been able to do experiments with human embryonic stem cells (hESC) only since 1998, when a group led by Dr. James Thompson at the University of Wisconsin developed a technique to isolate and grow the cells. Moreover, Federal funds to support hESC research have been available since only August 9, 2001, when President Bush announced his decision on Federal funding for hESC research. Because many academic researchers rely on Federal funds to support their laboratories, they are just beginning to learn how to grow and use the cells. Thus, although hESC are thought to offer potential cures and therapies for many devastating diseases, research using them is still in its early stages.

Adult stem cells, such as blood-forming stem cells in bone marrow (called hematopoietic stem cells, or HSCs), are currently the only type of stem cell commonly used to treat human diseases. Doctors have been transferring HSCs in bone marrow transplants for over 40 years. More advanced techniques of collecting, or "harvesting," HSCs are now used in order to treat leukemia, lymphoma and several inherited blood disorders.

The clinical potential of adult stem cells has also been demonstrated in the treatment of other human diseases that include diabetes and advanced kidney cancer. However, these newer uses have involved studies with a very limited number of patients.” (partes do texto foram negritadas sob responsabilidade exclusiva da Criogênesis).

Fonte: http://stemcells.nih.gov/info/health.asp
Diretoria Técnico-Científica da Criogênesis
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6. O que são células-tronco mesenquimais?

A célula-tronco mesenquimal (MSC) é encontrada primariamente na medula óssea e no sangue de cordão umbilical.

Possui a capacidade de gerar diferentes tecidos: ossos, tendão, cartilagem, tecidos adiposo e muscular, suporte medular e células neurais, colocando-se assim em evidência para procedimentos de engenharia de tecidos e suporte ao transplante de medula óssea.

Recentemente, a Prof. Dra. Mayana Zatz, Coordenadora do Projeto Genoma, sugeriu que os Bancos Privados e Públicos estocassem o tecido do cordão também. Segundo estudo publicado pela pesquisadora, o cordão umbilical apresenta uma grande quantidade de células-tronco mesenquimais.

Após a coleta do sangue e do tecido do cordão umbilical, a célula-tronco mesenquimal é purificada por meio de técnicas de cultivo. Além disso, o Grupo Criogênesis vem estudando, incansavelmente a expansão numérica deste tipo celular.



O uso clínico do Sangue de Cordão Umbilical em famílias sem risco definido é muito baixo. Embora a ciência demonstre um aumento na utilização clínica da Célula-Tronco do Sangue de Cordão Umbilical, grande parte ainda está na fase experimental e não deve ser especulado como tratamento disponível atualmente. Além disso, não podemos garantir o uso da Célula-Tronco Autóloga (do próprio paciente) em todas as doenças genéticas. Reiteramos nosso compromisso com a Ética e a Saúde Pública por meio da divulgação do Banco de Sangue de Cordão Umbilical Público e de informações cristalinas e precisas sobre o objetivo do Banco Privado.