quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Salgueiro


Salgueiro é o nome comum das plantas do Género Salix, Família Salicaceae. O nome de Salix parece proceder do celta e quereria dizer: próximo da água. É um género com centenas de espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável. Nos parques e jardins é muito comum o salgueiro chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido do salgueiro branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.). Em Portugal, além do salgueiro branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro negro (Salix atrocinerea, Brot.). Os salgueiros são das árvores mais características da beira dos rios e dos seus ramos preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal. Já na Bíblia mencionada como uma árvore de beira-rios ( Salmos 137) o salgueiro sempre teve um impacto nas culturas que cresceram em zonas com mata ripícola.

A casca do tronco pode ser usada para produção de aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico.
Índice
[esconder]

* 1 Usos e simbolismo
* 2 Espécies
* 3 Classificação do gênero
* 4 Links para fotos identificativas

[editar] Usos e simbolismo

Desde sempre que o seu potencial ornamental tem sido valorizado pelo ser humano. Na China, tem, também, sido cultivado com finalidade de proteger áreas agrícolas, como no deserto do Gobi, onde serve de barreira aos ventos do deserto.

Na China era símbolo da imortalidade porque cresce ainda que seja plantada ao contrário. Ainda hoje, na China, decoram-se as portas das casas com folhas de salgueiro, durante o solstício de verão. Para alcançar a imortalidade os ataúdes cobriam-se de folhas de salgueiro. Ainda hoje, nas cerimónias fúnebres, o ataúde vai acompanhado de um ramo de salgueiro com bandeirinhas penduradas. Chama-se Lieu-tsing, ou bandeira de salgueiro. Os imperadores ofereciam aos seus cortesãos, durante o dia de Changki, ramas de salgueiro e diziam estas palavras: "Levai-as para evitar as miasmas envenenadas ou as pestilências". Atribuiam-lhe, entre outras faculdades, a de curar as chagas (fervendo as folhas na água).
Um salgueiro - possivelmente um Salix babylonica

Introduzido em diversas áreas em redor do globo é, contudo, uma espécie susceptível de adquirir diversas doenças das plantas, como a antracnose do salgueiro: Marssonina salicicola, especialmente em climas mais húmidos da Europa e América do Norte.

Na mitologia romana o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno, e tinha propriedades para deter qualquer hemorragias e evitar o aborto.

Tem sido utilizada, experimentalmente, para recuperar águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica.

O salgueiro tem grande importância nos rituais judeus da festa das cabanas (Sukkot). De acordo com a lei bíblica (Lev. 23:40), cada judeu tem que juntar quatro espécies da natureza, amarrá-las juntas e abençoá-las. O salgueiro é uma delas. O salgueiro, de acordo com a lei oral do judaismo, não tem nem cheiro nem gosto e simboliza as pessoas ignorantes e pecadoras do povo de Israel.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vegetais Superiores


Vegetais Superiores (fanerógamos)

Vegetais Superiores



Os vegetais superiores são representados por dois grupos: gimnospermas (pinheiros) e angiospermas (milho, arroz, feijão e ervilha).

Esses vegetais produzem flores e por este motivo são chamados fanerógamos. Após a fecundação das flores, formam-se as sementes, daí serem denominadas espermáfitas. Não dependem da água do meio ambiente para a fecundação, uma vez que o tubo polínico, originado da germinação do pólen, transporta os gametas masculinos até os gametas femininos.

Assim como as pteridófitas, as gimnospermas e as angiospermas possuem sistema vascular para o transporte de nutrientes e, por isso, são denominadas plantas vasculares ou traqueófitas.



Gimnospoermas (pinheiros)



São plantas terrestres, principalmente em zonas temperadas (frias), ocorrendo em pequeno número em climas tropicais.

Apresentam metagênese pouco nítida onde o esporófito é o vegetal verde, complexo e duradouro e o gametófito um vegetal muito reduzido e dependente do esporófito.

Formam flores e sementes, mas nunca produzem frutos.

Não dependem de água para a fecundação.



Organização do esporófito

As gimnospermas são vegetais lenhosos de aspecto arbustivo ou arbóreo, neste caso formando árvores de grandes dimensões como ocorre com as sequóias e os pinheiros. Não existem formas herbáceas.

O esporófito possui raiz, caule, folha, produzindo flores e sementes.

As raízes geralmente são do tipo axial ou pivotante.

Os caules pertencem ao tipo tronco, crescem em espessura, por atividade dos meristemas secundários: felogênio e câmbio.

As folhas são reduzidas em forma de escamas; são perenes e adaptadas a ambientes secos (xerófilas). As características xerofíticas dessas plantas são induzidas pelo frio.



Organização dos gametófitos

Os gametófitos são dióicos, reduzidos em tamanho, tempo de vida e complexidade e dependentes do esporófito. Os gametófitos, na verdade, desenvolvem-se dentro dos óvulos produzidos nas inflorescências femininas.

O gametófito masculino é o tubo polínico ou microprótalo, responsável pela formação dos gametas masculinos. em Cycadinae e Ginkgoinae os gametas são anterozóides. Nas Coniferae os gametas masculinos são as células espermáticas contidas no tubo polímico.

O gametófito feminino é o saco embrionário ou macroprótalo, contido no interior do óvulo,que forma arquegônios rudimentares e oosferas como gametas femininos.



Estrutura dos órgãos reprodutores e reprodução

Os estróbilos ou inflorescências são unissexuados; as plantas podem ser monóicas (pinheiro europeu) ou dióicas (pinheiro-do-paraná). As flores se reúnem em inflorescências masculinas (estróbilo ou cone masculino) e em inflorescências femininas (estróbilo ou cone feminino), que recebem o nome de pinhas.



Classificação das Gimnospermas

As gimnospermas possuem 4 grupos com representantes atuais:

- Cicadinae: os vegetais deste grupo são dotados de um tronco nãoramificado,com folhas geralmente penadas no ápice; são dióicas. Ex.: cicas;

- Ginkgoinae: neste grupo há um único representante atual: Ginkgo biloba, encontrado na China e no Japão;

- Coniferae: é o grupo mais importante atualmente. Exemplos: Araucaria, Pinus, Cedrus, Sequoia, Cupressus etc;

- Gnetinae: este grupo é representado por: Ephedra e Gnetum.



Importância das Gimnospermas

- São muito utilizadas como plantas ornamentais em jardins residenciais e públicos. Algumas plantas do gênero Cycas (palmeirinhas-de-jardim) fornecem amido para a confecção do sagu;

- Fornecem madeira para a construção e fabricação de móveis;

- A madeira é utilizada na fabricação de papel;

- A resina dos pinheiros é utilizada na fabricação de desinfetantes e na perfumaria;

- O pinheiro Abis balsamea fornece o bálsamo-do-canadá, utilizado na preparação de lâminas nos laboratórios de análises;

- Os pinheiros chamados cedros-do-líbano possuem madeira muito resistente que era utilizada na construção naval. O famoso templo de Salomão foi construído com madeiras desse pinheiro;

- Alguns pinheiros como a araucária do sul do Brasil produzem sementes comestíveis, conhecidas por pinhões;

- Alguns pinheiros do gênero Pinus produzem a terebintina utilizada como solvente na fabricação de tintas e vernizes, além de outras aplicações;

- O âmbar é uma resina fóssil de coníferas.



Angiospermas (as verdadeiras plantas superiores)



Características Gerais

São as plantas mais adaptadas aos ambientes terrestres. Vivem tanto em lugares muito úmidos quanto em lugares desérticos. Poucas são as espécies que vivem em água doce. Existem raríssimas espécies marinhas. Podem ser ervas, arbustos ou árvores.

A maioria apresenta nutrição autótrofa fotossintetizante, mas existem algumas espécies holo-parasitas (como o cipó-chumbo), que não possuem clorofila e não realizam fotossíntese. Estes vegetais retiram a seiva elaborada de outro vegetal hospedeiro.

Muitas espécies são epífitas, isto é, vivem apoiadas sobre ramos de outros vegetais, com a única finalidade de obter maior luminosidade. Existem muitas espécies de orquídeas e bromélias epífitas.

Quanto ao ciclo reprodutor, as angiospermas apresentam meiose intermediária ou espórica e uma alternância de gerações pouco nítida.

A planta que vemos crescer na natureza é o esporófito, organizado em raiz, caule e folhas e produtor de flores, frutos e sementes. Estes vegetais são os únicos que formam frutos.

Os gametófitos são dióicos, extremamente reduzidos e dependentes do esporófito. Na verdade, crescem no interior da flor.

O gametófito feminino é o saco embrionário (megaprótalo) contido no óvulo. Não forma arquegônio e possui uma única oosfera (gameta feminino).

O gametófito masculino é o tubo polínico (microprótalo), no interior do qual se formam dois núcleos espermáticos (gaméticos), que representam os gametas masculinos.

As angiospermas não dependem de água para a fecundação.



Classificação

As angiospermas podem ser divididas em dois grupos:

- Monocotiledôneas: sementes com 1 cotilédones; folhas com nervuras paralelas (paralelinérveas); feixes liberolenhosos do caule difusos; flores trímeras; frutos com três carpelos; raízes fasciculadas ou cabeleiras; ausência de câmbio.

- Dicotiledôneas: sementes com dois cotilédones; folhas com nervuras ramificadas (reticulinérveas); feixes liberonhosos do caule ordenados, flores pentâmeras ou tetrâmeras, frutos com cinco carpelos, raízes axiais ou pivotantes; presença de câmbio.



A flor e os órgãos reprodutores

Flor é o aparelho de reprodução das angiospermas. Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:

- pedúnculo floral: eixo que liga a flor ao caule;

- receptáculo floral: parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos os elementos florais;

- cálice: constituído por folhas modificadas estéreis chamadas sépalas;

- corola: constituída por folhas modificadas estéreis chamadas pétalas;

- androceu: constituído por folhas modificadas férteis chamadas estames ou microesporofilos;

- gineceu: constituído por folhas modificadas férteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos;

- perianto: nome que se dá ao conjunto de cálice e corola;

- perigônio: às vezes o cálice fica igual à corola na forma e na cor; ao conjunto dá-se o nome de perigônio;

- brácteas: são folhas modificadas que servem para a proteção da flor ou de uma inflorescência.



Androceu

É o aparelho reprodutor masculino e é formado pelos estames, que por sua vez é constituído por filete, conectivo e antera.



Gineceu

É o aparelho reprodutor feminino, formado por folha carpelares ou carpelos. Estas folhas dobram-se, fundem-se, para formar uma estrutura semelhante a uma garrafinha, chamado gineceu ou pistilo.

O gineceu é dividido em 3 partes: estigma, estilete e ovário.



Polinização

É o processo de transporte do pólen desde a antera, onde foi produzido, até o estigma do gineceu. A polinização pode ser:

- Direta ou autopolinização: o grão de pólen cai no estigma da própria flor. Este fenômeno ocorre de preferência em flores cleistogâmicas (fechadas), como, por exemplo, nas da ervilha. A autopolinização leva à autofecundação, que, por sua vez, leva ao aparecimento de descendência homozigota. Os indivíduos mais adaptados para sobreviver são, no entanto, os heterozigotos, obtidos por fecundação cruzada. Por este motivo as plantas evitam autofecundação por meio do desenvolvimento de vários mecanismos. Na verdade, estes mecanismos procuram evitar a autofecundação e facilitar a fecundação cruzada. São eles:

a) Dicogamia: consiste no amadurecimento dos órgãos reprodutores em épocas diferentes. A dicogamia pode ser de dois tipos: protandria - quando amadurecem em primeiro lugar os órgãos masculinos e posteriormente os órgãos femininos e protoginia - quando amadurecem primeiramente os órgãos femininos e posteriormente os órgãos masculinos;

b) Dioicia: aparecimento de indivíduos com sexos separados: uma planta masculina e outra feminina;

c) Hercogamia: ocorre uma barreira física, que separa o androceu do gineceu;

d) Heterostilia: ocorrência, nas flores, de estames com filetes curtos e estiletes longos;

e) Auto-esterilidade: neste caso, a flor é estéril ao pólen que ela mesma produziu.

- Indireta ou cruzada: o grão do pólen é transportado da antera de uma flor até o estigma de uma outra flor, podendo esta flor estar na mesma planta ou em outra planta. Neste último caso é que ocorre a verdadeira polinização cruzada. A polinização cruzada leva à fecundação cruzada e, conseqüentemente, à produção de descendência heterozigota (híbrida).

Os agentes polinizadores das angiospermas são variados, sendo os mais importantes os insetos:

a) Entomofilia: é a polinização que se realiza por meio de insetos. As flores são perfumadas e exibem corolas ou brácteas coloridas e atraentes. O odor e a cor atraem os insetos para as flores, as quais possuem espécies de glândulas chamadas nectários, que servem para produzir uma solução adocicada chamada néctar, que é o alimento para o inseto;

b) Ornitofilia: é a polinização realizada por pássaros,como ocorre com os beija-flores. Estes animais são atraídos por flores coloridas, geralmente tubulosas e produtoras de néctar;

c) Anemofilia: é o tipo de polinização que se realiza pelo vento. As flores são desprovidas de cálice e corola (aperiantadas); possuem grande número de estames, produtores de grande quantidade de pólen seco; pulverulento; que flutua facilmente no ar. O estigma do gineceu é amplo ou às vezes plumoso;

d) Quiropterofilia: é a polinização feita por morcegos. As flores são grandes, abrem-se à noite e são perfumadas;

e) Hidrofilia: é a polinização realizada pela água. É um fenômeno raro.



Fecundação

Quando o grão de pólen cai no estigma de uma flor, ocorre a sua germinação: o grão de pólen hidrata-se, rompe-se a exina e se projeta a intina, formando o tubo polínico. Uma vez formado o tubo polínico, este começa a crescer ao longo do estilete (quimiotropismo). O núcleo germinativo divide-se por mitose e forma dois núcleos espermáticos ou gaméticos. O tubo polínico alcança o ovário, penetra no óvulo por meio da micrópila e ocorre uma dupla fecundação:

1º núcleo espermático + oosfera -> zigoto (2n)

2º núcleo espermático + 2 núcleos polares -> zigoto (3n)

Uma vez ocorrida a fecundação, há murchamento e queda das pétalas, sépalas e estames. O óvulo fecundado desenvolve-se e forma a semente. No interior do óvulo, o zigoto 3n divide-se por mitose e forma um tecido de reserva, chamado endosperma secundário ou albúmen. Após a formação do endosperma, o zigoto 2n divide-se por mitose e forma o embrião.

A semente em desenvolvimento produz AIA e giberelinas, os quais, recebidos pelo ovário, promovem o seu desenvolvimento para a formação do fruto.



Fruto

O ovário fecundado e desenvolvido forma o fruto.

O fruto apresenta-se constituído por três paredes: epicarpo, mesocarpo e endocarpo.

Ao conjunto das três paredes dá-se o nome de pericarpo.

Dividem-se em:

- Frutos Carnosos:

a) Baga: apresenta o mesocarpo carnoso e epicarpo e endocarpo formando películas finas. Geralmente apresenta muitas sementes. Ex.: mamão, goiaba, uva, tomate;

b) Drupa: apresenta mesocarpo carnoso e endocarpo duro, formando o caroço, no interior doqual encontra-se uma semente. Ex.: ameixa, pêssego, azeitona.

- Frutos Secos:

a) Deiscentes:

- folículo = esporinha

- cápsula septicida = fumo

- cápsula loculicida = algodão

- cápsula poricida = papoula

- pixídio = eucalipto

- vagem = feijão, ervilha

b) Indeiscentes:

- aquênio = girassol

- cariopse = milho, arroz, trigo

- sâmara = leguminosas

- Pseudofruto Simples

É aquele em que a parte que se desenvolve e se torna comestível não é o ovário, mas sim uma outra parte da flor. Assim temos:

- caju: a parte suculenta é o pedúnculo floral e o fruto verdadeiro é a castanha de caju (aquênio);

- maçã, pera, marmelo: a parte comestível é o receptáculo floral que envolve o fruto verdadeiro.

- Pseudofruto Múltiplo

- morango: existe um único receptáculo desenvolvido, no qual encontramos um grande número de frutículos.

- Infrutescência

Origina-se do desenvolvimento de uma inflorescência, como é o caso do abacaxi, espiga de milho, figo, amora, jaca etc.



Semente

Aparece organizada em:

- tegumento ou casca: formada pela testa ou tégmen, com função de proteção e disseminação;

- amêndoa formada por endosperma secundário ou albúmen: tecido de reserva utilizado na formação do embrião;

- embrião: constituído por um eixo embrionário dividido em duas partes: radícula e caulículo,que por sua vez divide-se em duas porções: hipocótilo e epicótilo, baseando-se na inserção dos cotilédones.

Relações Ecológicas


Relações Ecológicas



Canibalismo

Relação desarmônica em que um indivíduo mata outro da mesma espécie para se alimentar. Ex.: louva-a-Deus, aracnídeos, filhotes de tubarão no ventre materno.

Louva-a-deus – o louva-a-deus é um artrópode da classe dos insetos (família Mantoideae). Este inseto é verde e recebe este nome por causa da posição de suas patas anteriores, juntas com tarsos dobrados, como se estivesse rezando. Neste grupo de insetos o canibalismo é muito comum, principalmente no que tange o processo reprodutivo. É hábito comum as fêmeas devorarem os machos numa luta que antecede a cópula.





Galináceos jovens – os jovens pintinhos com dias de nascidos, quando agrupados em galpões não suficientemente grandes para abrigá-los podem, ocasionalmente apresentar canibalismo, como uma forma de controlar o tamanho da população.





Amensalismo

Relação em que indivíduos de uma espécie produzem toxinas que inibem ou impedem o desenvolvimento de outras. Ex.: Maré vermelha, cobra (veneno) e homem, fungo penicillium (penicilina) e bactérias.

A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em Londres, reparou que uma das suas culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor Penicillium, e que em redor das colônias do fungo não havia bactérias. Ele demonstrou que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida, a penicilina.

A Maré vermelha é a proliferação de algumas espécies de algas tóxicas. Muitas delas de cor avermelhada, e que geralmente ocorre ocasionalmente nos mares de todo o planeta. Encontramos essas plantas apenas no fundo do mar. Em situações como mudanças de temperatura, alteração na salinidade e despejo de esgoto nas águas do mar, elas se multiplicam e sobem à superfície, onde liberam toxinas que matam um grande número de peixes, mariscos e outros seres da fauna marinha.

Quando isso acontece, grandes manchas vermelhas são vistas na superfície da água. Os seres contaminados por essas toxinas tornam-se impróprios para o consumo humano.

Maré vermelha



Sinfilia

Indivíduos mantém em cativeiro indivíduos de outra espécie, para obter vantagens. Ex.: formigas e pulgões.
Os pulgões são parasitas de certos vegetais, e se alimentam da seiva elaborada que retiram dos vasos liberinos das plantas. A seiva elaborada é rica em açúcares e pobre em aminoácidos. Por absorverem muito açúcar, os pulgões eliminam o seu excesso pelo ânus. Esse açúcar eliminado é aproveitado pelas formigas, que chegam a acariciar com suas antenas o abdômen dos pulgões, fazendo-os eliminar mais açúcar. As formigas transportam os pulgões para os seus formigueiros e os colocam sobre raízes delicadas, para que delas retirem a seiva elaborada. Muitas vezes as formigas cuidam da prole dos pulgões para que no futuro, escravizando-os, obtenham açúcar. Quando se leva em consideração o fato das formigas protegerem os pulgões das joaninhas, a interação é harmônica, sendo um tipo de protocooperação.




Predatismo

Relação em que um animal captura e mata indivíduos de outra espécie para se alimentar. Ex.: cobra e rato, homem e gado.

Todos os carnívoros são animais predadores. É o que acontece com o leão, o lobo, o tigre, a onça, que caçam veados, zebras e tantos outros animais.

O predador pode atacar e devorar também plantas, como acontece com o gafanhoto, que, em bandos, devoram rapidamente toda uma plantação. Nos casos em que a espécie predada é vegetal, costuma-se dar ao predatismo o nome de herbivorismo.

Raros são os casos em que o predador é uma planta. As plantas carnívoras, no entanto, são excelentes exemplos, pois aprisionam e digerem principalmente insetos.

O predatismo é uma forma de controle biológico natural sobre a população da espécie da presa. Embora o predatismo seja desfavorável à presa como indivíduo, pode favorecer a sua população, evitando que ocorra aumento exagerado do número de indivíduos, o que acabaria provocando competição devido à falta de espaço, parceiro reprodutivo e alimento. No entanto ao diminuir a população de presas é possível que ocorra a diminuição dos predadores por falta de comida. Em conseqüência, a falta de predadores pode provocar um aumento da população de presas. Essa regulação do controle populacional colabora para a manutenção do equilíbrio ecológico.

Ecossistema


Ecossistema

É o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, microorganismos (fatores bióticos) e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera (fatores abióticos) mantém entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilíbrio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se comprometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam destes animais.

A delimitação do ecossistema depende do nível de detalhamento do estudo. Por exemplo, se quisermos estudar o ecossistema de um canteiro do jardim ou do ecossistema presente dentro de uma planta como a bromélia.

Gene pool


O pool de genes ou pool genético de uma espécie ou população traduz-se no conjunto completo de alelos únicos que podem ser encontrados no material genético de cada um dos organismos vivos de tal espécie ou população.

1 Grupo genético ou Reservatório gênico. Totalidade dos genes presentes em uma determinada população de um organismo de reprodução sexuada, em um determinado momento. Quando relacionado aos recursos genéticos vegetais, geralmente, o conceito aplica-se aos membros de populações de uma mesma espécie com fertilidade comum maior devido ao relacionamento filogenético, mas situações desviantes podem ocorrer com a fertilidade comum atingindo outras espécies e até mesmo gêneros.

Conjunto de todos os genes de uma espécie. Segundo Richard Dawkins, os genes competem uns com os outros na "pool genética". A "pool genética" dos chimpanzés está isolada da "pool genética" do homem porque não há circulação dos genes de uma espécie para a outra. Por isso, os genes do homem não competem com os do chimpanzé.

É necessário encontrar uma expressão simples em português para "gene pool". Algumas possibilidades:

* banco de genes
* conjunto de genes [de uma população]
* espaço genético
* piscina genética
* tanque genético
* variação genética
* acervo genético
* repertório genético
* património genético

sábado, 12 de dezembro de 2009

Saúde


TECNOLOGIA E SAÚDE PERFEITA

Desde os primórdios de nossa criação evoluímos de um organismo unicelular para uma criatura de potencial ilimitado.Hoje, nos encontramos no limiar de descobertas cada vez mais ousadas. Porém, na natureza, tudo é precedido pela descoberta que se dá dentro da mente humana.Podemos dizer que a qualidade de nossa mente é diretamente proporcional à qualidade do mundo que construímos. O médico Deepak Chopra, 2004, p. 129, diz que "a tecnologia criada para o lazer vem do desejo de deixar o corpo confortável e as pesquisas surgem da insatisfação pelas limitações". Afirma ainda que "todo desejo encontra um meio de se realizar, porque desejo e ação, surgem ao mesmo tempo".

Hoje desejamos saúde perfeita e longevidade. Mas, o que precisamos descobrir para alcançar esse fim? No passado, voltamos nossa atenção para a tecnologia médica e foram obtidos excelentes resultados. Foram erradicadas diversas doenças infantis; aprendeu-se a evitar a dor e com isso foram abertos campos para as técnicas cirúrgicas modernas, entre outras conquistas, que ajudou a prolongar a vida humana. Se nossa sociedade ainda padece de males físicos, talvez seja necessário, então, voltar à atenção para outro fato.

Vale lembrar um fato facilmente observável é que há pessoas que conseguem viver mais e melhor. O psicólogo e pesquisador Abraham Maslow, estudou indivíduos bem sucedidos, pessoas que tinham inegável capacidade de pensar, escrever, pintar ou administrar grandes corporações. Ele estava interessado no "homem interior". Marlow percebeu que aquelas pessoas eram muito mais saudáveis, felizes e sábias do que o normal. Eram abertas para a vida e tinham certeza de criar o próprio destino. Esses indivíduos acreditavam no valor do self.

Denota, então, que sempre quando deparamos com um obstáculo externo, devemos primeiramente, buscar a solução dentro de nós mesmos.

O mais importante é se encararmos de maneira positiva, nosso corpo e nossa mente trabalharão juntos para manter a saúde. Nas palavras de Marlow, "esse tipo de indivíduo sabe intuitivamente o que é bom para ele. As decisões que toma espontaneamente têm a mesma eficácia que teriam se fossem planejadas".

Esses indivíduos têm em comum a crença de que criam alguma coisa. Que o mundo material não lhes oferece nenhum prazer que se iguale aos instantes de "êxtase", nos quais experimentam a liberdade interior e a criatividade. Esses momentos especiais acontecem em quantidade suficiente para torná-las seres humanos extraordinários. De acordo com Marlow, além de criativos e alegres esses são instantes de perfeita saúde.

Conclui-se que quando a sociedade se elevar ao nível das melhores pessoas que já produziu, a saúde perfeita se tornará uma realidade. É correto afirmar que, não progrediremos enquanto não admitirmos que há um plano superior à vida comum. Todos têm a possibilidade de atingir um plano superior sem esforço nem sacrifício.

Para tal é preciso pouco mais que mudar o conceito de normalidade. Como diz Marlow:"é preciso apenas aprender a controlar os momentos de êxtase, para que eles aconteçam todos os dias". Marlow descobriu que os indivíduos sintonizados com o seu self se dispõem a aceitar o mundo e tendem a se sentir desligados das próprias reações.

Se nos envolvermos demais com as próprias dificuldades, todo o resto desaparecerá. Ao contrário, se aceitarmos como um fato da vida e acreditarmos que tudo acabará dando certo, um mundo mais amplo abrir-se-á diante de nossos olhos.

Para ser um expert em qualquer assunto, é necessário muito estudo e treinamento. E para vivermos em êxtase permanente e encontrarmos o estado de perfeita saúde, não fugirá à regra. Termino essa mensagem com um questionamento: Como evoluirmos permanentemente em busca da saúde perfeita?

Correção da mama





O que é a mamoplastia de aumento com protese de silicone ?

As melhores indicações

Mamoplastia de aumento-prótese de silicone

Riscos

Planejar a cirurgia

Preparar a cirurgia

Recomendações pré-operatórias

Onde a cirurgia será realizada

Anestesia

A Cirurgia

Implante de prótese de silicone

Depois da Cirurgia

Cicatrizes

Recomendações Pós-operatórias

Quando voltar as atividades normais

A nova consistência e o volume das mamas

Conheça a Técnica

Implante de prótese de silicone

O QUE É A MAMOPLASTIA DE AUMENTO COM SILICONE


A Mamoplastia é uma cirurgia para correção da mama. Pode ser utilizada com finalidades estéticas, ou para tratamento de doenças graves.
A Mamoplastia de Aumento é utilizada para mulheres que sentem que seus seios são pequenos e desejam que sejam aumentados.
A estética da mama responde a costumes étnicos, sociais e culturais. Há não muitos anos, no Brasil as mulheres solicitavam a diminuição do volume do seio, quando a aspiração do inconsciente coletivo estético era o de mamas com pequenas proporções, seguindo a cultura francesa. Já nesta mesma época nos EUA, a aspiração era por mamas de grande volume, algumas de sensualidade até duvidosa, que pareciam mesmo anormalidades, dado seu gigantismo. Nos anos recentes, se observou uma rápida e marcante diferença no Brasil, quando as mulheres começaram a solicitar aumento da mamas, não nas proporções americanas, mas em volumes inimagináveis na década anterior. O que era defeito passou a ser aspiração.
É preciso ter muito cuidados, e não propor ao cirurgião exageros nestas técnicas de correção, prevendo a sazonalidade da moda, que muda rapidamente seguindo a velocidade do processo de comunicação da aldeia global.


Com o passar dos anos, fatores tais como gravidez, amamentação, e a força de gravidade criam um custo para a forma dos seios da mulher. Enquanto a pele perde sua elasticidade, os seios freqüentemente perdem sua forma e firmeza e começam a cair. O lifting do seio ou mastopexia é um procedimento cirúrgico para elevar os seios e recuperar sua forma. Nenhuma cirurgia pode permanentemente controlar os efeitos da gravidade, mas por muito tempo se pode manter os resultados. Associando o procedimento ao uso de próteses, os resultados podem ser mantidos ainda por mais tempo.

A Mastopexia pode também reduzir o tamanho da aréola, a pele mais escura que cerca o mamilo. Se os seios são pequenos ou se perdeu volume, por exemplo, depois da gravidez, o implante de silicone inserido em conjunção com o lifting / mastopexia pode aumentar ambos, tanto a firmeza como o tamanho . Os resultados melhores normalmente são alcançados em mulheres com seios pequenos com pouca queda. Os seios de qualquer tamanho podem ser levantados, mas os resultados duram mais nos menores , porque pesam menos e sofrem menos os efeitos da gravidade. Para esta situação, quando se deseja apenas diminuir o tamanho dos seios ou corrigir a ptose (queda) a técnica utilizada é a Mamoplastia Redutora e a Mastopexia


AS MELHORES INDICAÇÕES


Nestas informações procuraremos passar com clareza todas as questões envolvidas neste tipo de procedimento, para que o candidato a cirurgia tenha segurança no procedimento que irá realizar. Entretanto, estas informações não substituem a consulta médica clássica que deve ser o início de qualquer tratamento médico, por doença ou por estética. Por outro lado, colocamos com clareza todas as vantagens e riscos envolvidos com o procedimento. A noção do que seja risco é importante. Ter risco, não significa que um problema vai ocorrer com certeza, e sim que pode ocorrer em um pequeno número de situações, que com cuidado e atenção do médico e do paciente pode ser diminuído a números muito baixos. Ter esta noção exata controla emoções e mitos dando segurança no ato médico, para o paciente e para o cirurgião. Entretanto o conhecimento de todos os envolvimentos de cada ato cirúrgico, deve não trazer medo e sim segurança no que vai ser feito. As informações que oferecemos aqui ajudam a compreender as generalidades do procedimento, mas repetimos, não substitui uma consulta clássica, que deve ser feita com o Cirurgião Plástico da Clínica Naturale, que confirmará a indicação e dará perspectivas do resultado. Muito destes resultados dependem do encontrado em cada paciente e uma expectativa realista é o melhor a se obter nestes tratamentos estéticos.
Os melhores candidatos para uma cirurgia plástica de mama são pacientes fisicamente saudáveis, psicologicamente estáveis, e realistas em suas expectativas, que pretendem uma melhora de sua aparência com a Mamoplastia, e não consideram que uma cirurgia vá mudar toda a sua vida.
A Mamoplastia pode melhorar a aparência e a sua autoconfiança, mas não mudará a sua posição no mundo e nem as coisas serão diferentes por causa de uma cirurgia. O mundo pode ser mudado para você por você, e a cirurgia plástica pode lhe ajudar a se sentir bem melhor, e você estará bem melhor, mas felizmente continuará sendo você, mas você melhor. Antes que você decida pela cirurgia, pense cuidadosamente sobre suas expectativas e as discuta com o cirurgião.


MAMOPLASTIA DE AUMENTO - PRÓTESE DE SILICONE


O aumento do seio pode ser obtido com o implante de uma prótese, de silicone mais amplamente utilizado ou de sal. Houve durante um período suspeitas sobre os riscos associados ao uso da prótese de silicone, e associações com doenças crônicas. Isto incorreu numa diminuição no entusiasmos de pacientes e cirurgiões por este tipo de prótese. Entretanto, felizmente estas suspeitas não foram confirmadas, e as próteses de silicone passaram a ser utilizadas amplamente, novamente, por serem as melhores. Novos estudos são realizados procurando estabelecer possíveis riscos, mas até o momento nada há que contra-indique seu uso, que está liberado em amplas partes do mundo, incluindo o Brasil.
O Implante pode ser colocado sob o tecido mamário, ou sob o músculo peitoral, várias vias de acesso são utilizadas para colocar o implante, através das aréolas, através da base da mama, ou transaxilar. Cada técnica pode ser utilizada em casos específicos e tem vantagens e desvantagens que deverão ser analisadas com o cirurgião.
O Cirurgião da Clínica Naturale acompanha o desenvolvimento científico mundial, e estará sempre pronto para esclarecer suas dúvidas, baseado nas evidências científicas mais recentes.


RISCO


O aumento do volume dos seios é um procedimento relativamente seguro. Mas como com qualquer operação, há riscos associados com a cirurgia e complicações específicas associadas com este procedimento.
Um problema é a retração capsular, uma reação do tecido na cicatriz ou ao redor do implante. Pode ser um incômodo que requer correção cirúrgica e em situações mais extremas a remoção do implante. É uma retração exagerada da cápsula fibrosa normal (que se forma em torno da prótese), que determina certo grau de endurecimento à região, quando palpada. Alguns casos estão sujeitos a tal retração; entretanto, se isto ocorrer, as próteses poderão e deverão ser retiradas, através das mesmas cicatrizes. Em caso de utilização de próteses infláveis, poderá ocorrer, em poucos casos, certo esvaziamento, o que determinará na reavaliação do caso. Pelo fato das próteses infláveis desenvolverem apenas uma tênue cápsula fibrosa que raramente levam ao endurecimento da mama, em alguns casos pode-se sentir a presença da prótese, palpando-se levemente as mamas. Em caso de esvaziamento, esta palpação poderá ser mais acentuada. Posteriormente, ambos, cirurgião e paciente, poderão ponderar sobre a conveniência ou não da reintrodução de outras próteses, um diferente plano de introdução ou outra conduta que melhor se adapte ao caso. A retração da cápsula ou o esvaziamento da prótese, nunca refletem imperícia do cirurgião, mas sim, um comportamento reacional atípico do organismo das pacientes, devido à presença das próteses de silicone.
Não cabe ao cirurgião qualquer responsabilidade em gastos futuros com reintervenções que porventura sejam necessárias, decorrentes de retrações capsulares, endurecimento das mamas, rupturas tardias das próteses ou seu eventual esvaziamento. Presentemente o número de retrações de cápsula diminuiu bastante, devido ao advento de inovações técnicas introduzidas na cirurgia plástica.
Como com qualquer procedimento cirúrgico, sangramento excessivo seguindo a operação pode causar algum inchaço e dor. Se o sangramento excessivo continua, pode ser necessário controlar o sangramento por uma nova cirurgia e remover o sangue acumulado.
Uma porcentagem pequena de mulheres pode desenvolver uma infecção ao redor de um implante. Isto pode ocorrer em qualquer tempo, mas é mais freqüentemente visto dentro de uma semana depois da cirurgia. Em alguns casos, o implante pode necessitar ser removido durante meses até que a infecção ceda. Um novo implante pode ser então inserido.
Algumas mulheres relatam que os seus mamilos tornam-se supersensíveis. Em outros casos podem se tornam um pouco entorpecido, como se estivesse um pouco anestesiado. Estas alterações normalmente desaparecem dentro de pouco tempo, mas pode ser permanente em alguns pacientes.
Não há nenhuma evidência que implantes mamários afetarão a fertilidade, a gravidez, ou sua capacidade de cuidar de uma criança. . Se, entretanto, teve um bebê há pouco tempo antes da cirurgia, você pode produzir leite por alguns dias depois de cirurgia. Isto pode causar algum incômodo, mas pode ser tratado com medicamento prescrito por seu médico.
Ocasionalmente, felizmente raramente, os implantes podem perfurar. A ruptura pode ocorrer como resultado de ferimento ou da compressão exagerada e movimentos muito fortes. Se for um implante de substância salina, o sal é rapidamente absorvido pelo corpo sem causar maiores problemas. E a prótese pode ser refeita. No caso de implantes de silicone, a correção deve ser feita tão logo seja diagnosticada, para evitar que o silicone seja espalhado, O silicone é um material bio-compatível, e mesmo que uma pequena parcela não seja retirada, é assimilada pelo organismo, e outro implante pode ser colocado. Normalmente o silicone, por ser espesso não migra em grande quantidade, ficando ao redor da prótese, embora uma pequena porção possa migrar. No caso do implante de silicone, uma confiança grande na qualidade da prótese é extremamente importante, para evitar este problema.
Houve uma suspeita de que as próteses mamárias podiam se associar as doenças tipo reumatismo. As evidências iniciais não foram confirmadas e as próteses liberadas, mas estudos continuam principalmente nos EUA.
Não há evidência de associação de prótese de mama ao câncer de mama, entretanto a presença de um implante pode deixar a mamografia, um importante exame para a detecção de câncer de mama, menos apurado. Realizar os exames de rotina em um centro capacitado para a mamografia em pessoas que portam prótese de silicone é um medida de segurança importante.
A maioria das mulheres que se submetem ao implante de silicone nos seios ou cirurgias redutoras e lifting não apresenta estas complicações, entretanto estas possibilidades devem ser discutidas com o cirurgião antes do procedimento, para que seu conhecimento traga a necessária tranqüilidade para o paciente. O Cirurgião conhece estas possibilidades e tudo faz para prevenir. A ocorrência de uma complicação fica no imponderável que acompanha não só os atos cirúrgicos, mas tudo que se diz respeito a nossas vidas.


PLANEJE A CIRURGIA


A consulta inicial com o cirurgião plástico é muito importante. O cirurgião ouvirá sua história médica completa, então avaliará seu caso tanto do ponto de vista da cirurgia proposta, como do ponto de vista clínico. Solicitam então avaliações de especialistas como cardiologista, anestesista e outros clínicos se necessário, e complementa tudo com exames laboratoriais. Assim estará pronto para proporcionar todas as informações que você precisa sobre resultados esperados e riscos envolvidos com o procedimento. Não deixe de informar ao cirurgião se tem qualquer alergia; se toma vitaminas, medicamentos (mesmo os mais simples), se utilizam álcool ou outras drogas, e se fuma. No período que antecede a cirurgia, não deixe de informar o cirurgião se tomou algum medicamento, mesmo os mais simples, como a aspirina e antiinflamatórios. A aspirina, como exemplo, pode alterar a coagulação sanguínea por períodos de até 11 dias seguindo-se a tomada de um único comprimido.
Boa comunicação entre você e seu médico é essencial. Em sua consulta inicial, o cirurgião perguntará sobre as correções que você gostaria de fazer em sua mama, o volume desejado, respeitará a sua decisão, mas opinará segundo sua experiência no que é mais harmônico para seu caso, evitando correções desproporcionais que possam vir a ser ridículas um dia. Vai discutir as possibilidades com você, dentro do que a medicina pode oferecer, esperando que a sua expectativa se adapte a realidade do possível. Ele também explicará os fatores que podem influenciar o procedimento e os resultados.
O cirurgião também explicará as técnicas e a anestesia que usará o tipo de hospital onde a cirurgia será executada, os riscos e custos, e quaisquer opções envolvidas que você possa ter.
Dependendo de sua idade e história familiar, seu cirurgião pode requerer uma mamografia prévia à cirurgia, (radiografia de seio).


PREPARAR A CIRURGIA


O cirurgião lhe dará instruções específicas em como se preparar para a cirurgia, que incluem orientações em relação à alimentação, bebidas, fumo, e evitar certas vitaminas e medicamentos e manter o uso de outras. Siga cuidadosamente as instruções que ajudarão sua cirurgia a correr perfeitamente.
Você deve solicitar que alguém o acompanhe no dia da cirurgia e deve se preparar para afastar das atividades pelo número de dias que o cirurgião lhe informará.
Se você fuma, deve evitar o hábito pelo menos 2 a 3 semanas antes do procedimento. E só voltar depois de 2 a 3 semanas (quem sabe se neste momento em que você cuida de sua auto-estima, não realiza este ato de amor extremado por si mesmo e pelos outros em sua volta, que é parar definitivamente de fumar)
Evite exposição solar intensa antes de cirurgia.
Mantenha uma dieta equilibrada com muitas fibras no período que antecede a cirurgia.
Infecções, como gripe e resfriados adiam a cirurgia, assim como infecções da pele da face
Os dias necessários para o afastamento devem ser considerados após a consulta médica, O número de dias dependerá do procedimento.


Recomendações Pré-operatórias para a Mamoplastia de Aumento - Prótese de Silicone (são um modelo básico, mas cada paciente deve seguir as recomendações que lhe serão fornecidas especificamente para seu caso

1) Compareça ao hospital ou day hospital no dia e hora marcados com seu cirurgião
2) Qualquer anormalidade que porventura ocorra em seu estado de saúde deve ser comunicada, mesmo as mais simples, como gripes, infecções, infecções de pele na área em que será realizada a cirurgia, etc. O período menstrual também deve ser comunicado porque vai adiar a cirurgia. Marcar a cirurgia longe do período menstrual vai evitar que a cirurgia seja suspensa se houver o adiantamento
3) Evite bebidas alcoólicas ou refeições muito exageradas nas vésperas da cirurgia
4) Obedeça à orientação de jejum dada pelo seu médico
5) medicamentos para emagrecer devem ser suspensos no mínimo 10 dias antes, comunique seu cirurgião quais são, o anestesista e converse com o clínico que os prescreveu sobre a suspensão.
6) Venha para o hospital ou day hospital acompanhado de um familiar ou pessoa de seu relacionamento.
7) Programe suas atividades sociais, domésticas, profissionais ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 4 dias.

ONDE SUA CIRURGIA SERÁ EXECUTADA


Geralmente a cirurgia de Mamoplastia, é realizada em regime ambulatorial para os procedimentos menores, ou pernoitando no hospital ou day hospital para os maiores, o que significa que a internação prolongada não é necessária.
Utilizamos um Day Hospital, que é uma clínica com todos os equipamentos necessários para o bom resultado com a necessária segurança para o procedimento. O Day Hospital é um local tranqüilo, onde cirurgias semelhantes são realizadas.
Para pacientes que apresentam problemas mais graves de saúde associados, opcionalmente pode se escolher um hospital geral. Quando o procedimento for grande também preferimos o hospital geral. Pode ser utilizada a anestesia geral, mas a técnica de anestesia local com sedação também pode ser utilizada em casos selecionados.
Em cirurgias de maior porte, a internação hospitalar por 1 dia ou 2 pode ser mais segura e mais confortável para o paciente que retornará para casa mais recuperado.

A Day Clinic de um hospital geral também é uma boa opção.

Conheça os Hospitais e Day Hospital utilizados pela equipe de Cirurgiões da Clínica Naturale.


TIPOS DE ANESTESIA
Na maior parte das cirurgias são u

tilizadas a anestesia geral, mas a técnica de anestesia local com sedação também pode ser utilizada em casos selecionados.


A CIRURGIA


IMPLANTE DE PRÓTESE DE SILICONE
O método de inserir e posicionar o implante dependerá de sua anatomia e da recomendação do cirurgião. A incisão pode ser feita na dobra inferior dos seios, ao redor da aréola (a pele escura que cerca o mamilo), ou na axila. Grande esforço será despedido pelo cirurgião para que as cicatrizes sejam mínimas e com o melhor aspecto possível. O cirurgião vai criar uma bolsa, na região posterior da glândula mamária, ou retro muscular. A prótese mamária será colocada nesta bolsa, sob os mamilos, o que provocará a desejada protrusão dos seios e dos mamilos.
A colocação atrás do músculo, entretanto, pode ser um pouco mais dolorida no pós - operatório do que a colocação retro glandular.
A melhor alternativa será discutida com o cirurgião antes da cirurgia. assim como o tipo de acesso, que está relacionado com os hábitos do paciente. Por exemplo, o acesso axilar é o que tem a cicatriz menos visível, entretanto, não é aconselhável para pessoas que praticam esportes vigorosos, como musculação ou natação, porque nestes casos a prótese pode se mover.
A cirurgia normalmente leva de uma a três horas.


DEPOIS DA CIRURGIA
Pode haver dor por 1 dia ou dois que é controlada com analgésicos prescritos pelo cirurgião
Após alguns dias, os curativos são removidos e é orientado o uso de um soutien cirúrgico, especial. Deve ser utilizado como orientado pelo cirurgião. Você também pode experimentar uma sensação de ardência nos mamilos por aproximadamente duas semanas, mas isto diminuirá progressivamente.
Os pontos serão retirados em 7 a 10 dias.

Alguns cirurgiões localizam as cicatrizes no pólo inferior da mama e no sulco formado entre a mama e o tórax. Outros, na área da aréola, e até mesmo na axila. Desde os primeiros dias pós-operatórios poderá ser usado um "decote bastante generoso", pois, as cicatrizes ficam bastante disfarçadas. Com o decorrer do tempo), as cicatrizes vão ficando menos visíveis. Felizmente, esta cirurgia permite-nos colocas as cicatrizes bastante disfarçadas, o que é muito conveniente nos primeiros meses. Para melhor esclarecê-la sobre a evolução cicatricial, vamos relatar os diversos períodos pelos quais as cicatrizes infalivelmente passarão:
PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30ºdia e apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.
PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período há o espessamento natural da cicatriz, bem como se inicia uma mudança de cor, da mesma, passando para mais escuro (do vermelho para o marrom) que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois, o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período.
Certas pacientes apresentam tendência à cicatrização hipertrófica ou ao quelóide. Essa tendência, entretanto, poderá ser avaliada, até certo ponto, durante a consulta inicial, quando lhe são feitas uma série de perguntas sobre sua vida clínica pregressa, bem como a análise das características familiares, que muito nos ajudam quanto ao prognóstico das cicatrizes. Geralmente, pessoas de pele clara não tendem a esta complicação cicatricial; pessoas de pele morena têm maior predisposição ao quelóide ou à cicatriz hipertrófica. Isto, entretanto, não é uma regra absoluta. A análise dos antecedentes, como já o dissemos nos facilitará o prognóstico cicatricial, assim como a análise de eventuais cicatrizes prévias.
Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar cicatrizes inestéticas, na época adequada. Não se deve confundir, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida com o seu cirurgião, que fará a avaliação do estado em que se encontra a cicatriz.


Recomendações Pós-operatórias para a mastectomia de Aumento - Prótese de Silicone (são um modelo básico, mas cada paciente deve seguir as recomendações que lhe serão fornecidas especificamente para seu caso

1) Seguir rigorosamente as orientações dadas pelo cirurgião, qualquer dúvida deve ser comunicada de imediato
2) Evitar esforços nos 8 primeiros dias.
3) Não movimentar os braços em excesso. Obedeça às instruções que lhe serão dadas por ocasião da alta hospitalar, relativas à movimentação dos membros superiores ou massagens.
4) Evite molhar o curativo, até que seja autorizada a fazê-lo.
5) Comparecer ao consultório para controle pós-operatório, e curativos nos dias indicados
6) Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar. Movimente os pés com freqüência em um movimento parecido com o acelerar de um carro.
7) Não se exponha ao sol ou friagem, até 2ª ordem.

8) Alimentação normal (salvo casos específicos que receberão a devida orientação), a partir do segundo dia, principalmente à base de proteínas (carnes, leite, ovos) e vitaminas (frutas).

9) Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto de olvidar-se que foi operada recentemente. Cuidado! Esta euforia poderá levá-la a um esforço inoportuno, o que determinará certos transtornos. 10). Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire com seu cirurgião plástico, e somente com ele, as suas eventuais dúvidas.


QUANDO VOLTAR AS ATIVIDADES NORMAIS


É possível retornar ao trabalho dentro de alguns dias, dependendo do nível de atividade necessária.
Siga as orientações do cirurgião em quando recomeçar os exercícios e as atividades normais. Os seus seios provavelmente serão sensíveis se receber estímulos por duas a três semanas, então, deve se evitar contato físico. De 3 a 4 semanas depois do procedimento, os seus novos seios já estarão voltando à normalidade, e ocupando uma nova posição estética em sua harmonia corporal.

As novas mamas em relação ao tamanho e consistência terão seu volume aumentado através da cirurgia, melhorando sua consistência e forma com a intervenção cirúrgica. Assim é que, neste caso, pode-se escolher o novo volume, pois se dispõe de vários tamanhos de próteses de silicone a serem introduzidas. Deverá existir uma harmonia entre o volume das mamas e o tamanho do tórax, característica esta que deve ser preservada no planejamento da cirurgia. Deverão ser mantidas as proporções entre o volume da nova mama e o tamanho do tórax de cada paciente, a fim de se obter uma maior harmonia estética. A mama, assim operada, passará por vários períodos evolutivos:
PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia. Neste Período, apesar das mamas se apresentarem com aspecto bastante melhorado, sua forma e volume ainda estão aquém do resultado planejado. Lembre-se desta observação: //NENHUMA MAMA SERÁ "PERFEITA" NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO//.
PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 3º mês - Neste período, a mama começa a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva. São características deste período um maior ou menor grau de "inchaço" das mamas; além disso, o aspecto cicatricial encontra-se em plena fase de transição (ver item 1º). Apesar da euforia da maioria das pacientes, já neste período, costumamos dizer às mesmas que seu resultado ficará melhor ainda, pois, isto será a característica do período tardio.
PERÍODO TARDIO: Vai do 3º até o 18º mês. É o período em que a mama atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade, etc.) É neste período que costumamos fotografar os casos operados, a fim de compará-los com o aspecto pré-operatório de cada paciente. Tem grande importância no resultado final, o grau de elasticidade da pele das mamas, bem como o volume da prótese introduzida. O equilíbrio entre ambos varia de caso para caso. Vai do 3º até o 18º mês. É o período em que a mama atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade, etc.) É neste período que costumamos fotografar os casos operados, a fim de compará-los com o aspecto pré-operatório de cada paciente. Tem grande importância no resultado final, o grau de elasticidade da pele das mamas, bem como o volume da prótese introduzida. O equilíbrio entre ambos varia de caso para caso.
Apesar de o resultado imediato ser muito bom, somente na fase mencionada como "período tardio" é que as mamas atingirão sua forma definitiva.
O seu ginecologista lhe dirá da conveniência ou não de nova gravidez. Quanto ao resultado, poderá ser preservado, desde que aquele especialista controle seu aumento de peso na nova gestação. Geralmente não há problema de a nova gravidez interferir no resultado, já que a cirurgia é realizada habitualmente "fora do tecido mamário".
Mamografias de rotina devem ser realizadas pelas mulheres em que haja a indicação em centro acostumado com a mamografia em portadores de próteses.


A TÉCNICA

Mamoplastia de aumento - a prótese de silicone





Cirurgia para aumento de seios é realizada para corrigir diferenças de tamanho entre os seios e para melhorar a aparência corporal. seguindo tendências socio - culturais muito firmemente enraizadas no inconcisnte coletivo que determina as noções de beleza feminina



As incisões para realização da cirurgia são realizadas para manter as cicatrizes o mais escondido possível. a introdução da prótese de silicone pode ser feita através de uma cicatriz na axila, na região da aréola ou na dobra inferior dos seios junto ao corpo

lordose


Desvios Posturais

Uma boa postura é a atitude que uma pessoa assume utilizando a menor quantidade de esforço muscular e, ao mesmo tempo, protegendo as estruturas de suporte contra traumas. Os desvios posturais tais como a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e escoliose podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como as dos ombros, braços, articulações temporo-mandibulares, quadris, joelhos e pés. Manter posturas erradas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento dos músculos.

Esses defeitos estruturais causam alterações das curvaturas normais da coluna vertebral, tornando-a mais vulnerável as tensões mecânicas e traumas.
Lordose

É o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose).

A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.
Cifose

É definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo as causas mais importantes dessa deformidade, a má postura e o condicionamento físico insuficiente. Doenças como espondilite anquilosante e a osteoporose senil também ocasionam esse tipo de deformidade.
Escoliose

É a curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não estrutural. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e da magnitude do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período este onde a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.

Estudos mostram que na posição sentada a pressão nos discos é maior que na posição de pé (Posição Ortostática).

Esta pressão aumenta ainda mais quando nos sentamos de maneira ERRADA, por exemplo com a Lordose Lombar aumentada ou diminuída exageradamente..

Lordose Lombar

O aumento da Lordose Lombar (Hiperlordose) causa um desequílibrio mecânico na coluna um dos principais responsáveis pela Dor na Coluna

Mulher Grávida: Aumento da Lordose Lombar
A) Aumento da Lordose Lombar

DOR NAS COSTAS da mulher grávida é causada principalmente pelo aumento da LORDOSE LOMBAR que aparece devido ao aumento da barriga.

Este aumento desvia para frente o centro de gravidade da coluna. Esta postura sobrecarrega músculos ligamentos e discos.
O QUE É HERNIA DE DISCO E DOR CIÁTICA?

Durante a inclinação lateral do corpo ou quando exercemos um movimento de torsão, a pressão nos DISCOS também é anormal e assimétrica causando uma deformação no próprio DISCO e uma mudança de posição das FACETAS ARTICULARES.

Se o movimento for brusco e não estivermos preparados para executá-lo (por exemplo tentar defender uma bola difícil num jogo de tênis; um escorregão, uma queda de "mal jeito", pegar um peso de maneira errada) estas estruturas são solicitadas anormalmente podendo causar desde PEQUENOS TRAUMAS NO DISCO OU ATÉ UMA RUPTURA DO SEU ANEL FIBROSO. As cartilagens das facetas também sofrem microtraumas.

Há um consenso na comunidade cientifica que estes pequenos traumas produzem minirupturas e que essas minirupturas são uma das principais causas de DOR NAS COSTAS.

A) Anel fibroso não rompido, B) Anel fibroso rompido
A) Anel fibroso não rompido
(PROTUSÃO DISCAL)
B) Anel fibroso rompido
(HÉRNIA DISCAL)

Portanto a cada crise de DOR que uma pessoa tem durante a sua vida corresponde a uma destas rupturas.
Após várias rupturas o anel fibroso fica mais fraco e se dilata produzindo uma PROTUSÃO DISCAL (HÉRNIA DISCAL).

Esta protusão comprime o NERVO que está próximo. Na coluna lombar isto acontece principalmente com os discos entre as duas últimas vértebras lombares, e neste caso o nervo comprimido é o nervo CIÁTICO que está próximo. Esta compressão produz a DOR CIÁTICA. Esta DOR começa em uma das nádegas e se irradia para a parte de trás da coxa, caminha para as panturrilhas ou parte lateral da perna podendo chegar até a parte lateral do pé.
O QUE É PONTO GATILHO?

Com certa freqüência apesar da dor difusa e associado à dor ciática o doente refere e localiza um ponto que é mais doloroso que os outros. Este ponto é chamado de PONTO GATILHO ou "TRIGGER POINT". Um dos procedimentos comumente usados é o de injetar anestésico local, associado ou não à cortisona profundamente neste ponto, indo até a massa muscular.

Muitas vezes o doente sente um alívio bastante satisfatório.

Ponto Gatilho
DESIDRATAÇÃO DO DISCO

Outro fenômeno que acontece com o DISCO é a sua desidratação, e isto faz parte do nosso envelhecimento natural (A pele flácida e enrugada do velho é devido à sua desidratação).

A desidratação do disco faz com que ele perca altura diminuindo o espaço entre dois corpos vertebrais vizinhos. Esta alteração causa um "aperto" das estruturas vizinhas locais, proporcionando com os anos o aparecimento de bicos de papagaio entre os corpos vertebrais e nas facetas articulares além de produzir um engrossamento dos ligamentos locais.
O QUE É ESTENOSE DO CANAL?

Estes bicos de papagaio também penetram no CANAL MEDULAR diminuindo o espaço pelo qual passa a MEDULA NERVOSA. Esta diminuição da largura do canal chama-se ESTENOSE DO CANAL MEDULAR. Nestes casos a MEDULA NERVOSA FICA COMPRIMIDA, dificultando a circulação do sangue no local provocando uma série de alterações como por exemplo: forte dor lombar ao andar, obrigando a pessoa a fazer paradas constantes durante um curto percurso, cãibras noturnas, formigamentos e adormecimentos das pernas no período noturno. A ESTENOSE DO CANAL geralmente só aparece nas pessoas acima dos 70 anos, é fruto da degeneração e do desgaste das estruturas da coluna lombar e o seu tratamento de eleição quase sempre é a CIRURGIA.


A) Bicos de papagaio no Corpo Vertebral
B) Estenose do Canal
C) Bico de papagaio invadindo o Canal Medular.
O contorno do Canal está deformado.

Fonte: www.doresnascostas.com.br
Lordose Lombar
ALTERAÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL

Antes
Antes

Depois
Depois
Hipercifose

É aumento da curvatura da região dorsal, ou seja, é o aumento da convexidade posterior no plano sagital, podendo ser flexível ou irredutível.

Podemos classificá-la como sendo postural, Scheuermann (osteocondrose espinhal), congênita, traumática , metabólica, inflamatória - mal de Pott (TBC), tumoral e outras.

O aumento da curvatura cifótica promove alterações anatômicas ocasionando o dorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral e pode ocorrer déficit respiratório, por reduzir a capacidade de sustentação da coluna vertebral e também a diminuição da expansibilidade torácica.

A cintura escapular torna-se projetada à frente, com deslocamento das escápulas para baixo e para frente. A musculatura peitoral torna-se hipertônica e a dorsal hipotônica. A cabeça é projetada à frente da linha de gravidade, ocasionando uma hiperlordose cervical.

Toda hipercifose, de um modo geral, tem sua lordose compensadora, cervical e lombar, para dessa forma poder manter a sustentação do corpo mesmo que descompensada.

A cifose postural é muito comum na adolescência, tanto nos meninos como nas meninas. Estes adquirem maus hábitos no sentar, andando, estudando e até mesmo em pé. No adulto, em mulheres idosas, a cifose pode aparecer devido a osteoporose, cujas vértebras em conseqüência de uma rarefação ósseas, ficam fracas ou em forma de cunha.

Também localizamos a cifose na adolescência em meninos altos, como forma de inibir-esconder sua estatura, para não se destacar perante os colegas de mesma idade. As meninas com mamas muito grandes também adotam uma postura cifótica com o objetivo de escondê-las. No entanto, se estes adolescentes não receberem uma orientação a tempo e adequada, a cifose que inicialmente é postural, pode tornar-se estrutural.

O tratamento para cifose postural apresenta bons resultados quando ainda não temos deformidades estruturais nos corpos vertebrais e o mesmo deve ser realizado ainda na fase de crescimento da criança.

A cifose pode localizar-se na região dorsal, dorso-torácica e toracolombar. Neste último caso, encontraremos uma retificação da lordose lombar, contribuindo para a redução da mobilidade desta região.
Hiperlordose

É aumento da curva na região cervical ou na região lombar, ou seja, acentuação da concavidade cervical e/ou lombar no plano sagital. A hiperlordose lombar está associada a uma anteversão da pelve (báscula pélvica anterior) que não deve exceder a 20º, pois angulações maiores que esta, já estará caracterizando uma acentuação da lordose lombar e consequentemente um realinhamento de todas as outras curvas da coluna para uma compensação.

Estudos comprovam que a anteversão da pelve está associada a um desequilíbrio dos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e na musculatura lombar que se apresentará encurtada.

Já a retificação da lordose lombar, está associada a retroversão da pelve, originando uma costa plana, com diminuição da mobilidade.

A hiperlordose cervical é caracterizada pela proeminência da cabeça associada a hipercifose, caracterizando um pescoço mais alongado à frente.

A retificação da lordose cervical caracteriza-se pela diminuição da lordose e consequentemente um pescoço reto, com diminuição da mobilidade cervical.

A hiperlordose lombar é mais encontrada em mulheres devido aos saltos altos, ginástica olímpica e a própria postura feminina.
Escolios

É um desvio assimétrico, lateral da coluna vertebral, resultado da ação de um conjunto de forças assimétricas que incidem sobre a coluna.

Possui várias classificações, são elas: Idiopática (causa desconhecida) - infantil, juvenil e adolescente, Congênita - falha na formação dos ossos e na segmentação, Neuromuscular - poliomielite, paralisia cerebral, distrofia muscular e outros, Traumas - fraturas, cirurgias e queimaduras, Fenômenos irritativos - tumores medulares, hérnia-de-disco e posturais - má postura "falsa escoliose".

O termo idiopática é usado pelos médicos para designar qualquer doença, desvio postural que tem causa desconhecida, que não apresenta nenhuma anormalidade óssea ou neuromuscular.

Uma curva escoliótica pode evoluir até 18 anos, no entanto deve ser realizado pelo médico responsável um exame que verifica a idade óssea e se ainda há crescimento. Enquanto houver crescimento a curva poderá evoluir.

A escoliose pode apresentar suas curvas em uma única curvatura ou mais.

Apresentam convexidades para a esquerda ou para a direita, abrangendo uma ou mais regiões da coluna. Quando apresentam curvas compensatórias formam um "S" ou um "S invertido". Foram definidas por Cobb como sendo Primárias (maiores - as primeiras) ou secundárias (menores - curvas de compensação). A curva primária é a que determina as alterações da estrutura óssea ligamentar, nervosa e muscular no segmento da coluna onde ela se localiza, portanto é a curva em que devemos dar maior ênfase em nossos alongamentos e exercícios de compensação.

A curva primária tende a se tornar estruturada quando não compensada no início através de alongamentos, podem tornar oblíquas as linhas horizontais do olho e da pelve, obrigando a pessoa a adotar uma posição antifisiológica para compensar essa obliquidad. A secundária, como são curvas menores e apenas de compensação são mais flexíveis e fáceis de serem corrigidas. No entanto, não podemos nos esquecer que, quanto maior a curva primária, maior a secundária.

As alterações anatômicas que podemos encontrar em uma coluna escoliótica são: rotação vertebral , saliência nas costelas, encurtamento vertebral e gibosidades.

Podemos encontrar a escoliose na região cervical, torácica, toracolombar, lombar ou abranger toda a extensão da coluna formando um grande "C".

Para sabermos se a curva da escoliose é uma curva estrutural ou funcional, fazemos uma flexão lateral contra a concavidade da curva, ou seja, uma inclinação para o lado da convexidade. Se no movimento a curva retificar, poderemos afirmar que ela é funcional, se não retificar, estrutural.
Costa Plana

É um desequilíbrio que se caracteriza pela retificação das curvas

fisiológicas, ou seja, diminuição das angulações das lordoses lombar e cervical e das cifoses dorsal e sacral. Diante deste desequilíbrio, as curvaturas responsáveis pela dissipação das forças proveniente da ação da gravidade são diminuídas, e consequentemente ocorrerá em determinados pontos da coluna, uma maior incidência de sobrecarga, ocasionando dores, perda da mobilidade e um desequilíbrio postural geral como forma de compensação.

Com a retificação das curvas surge o dorso achatado com tendência a se tornar rígido e dores dorsais refratárias.

Para este desequilíbrio, necessitamos readquirir a mobilidade, promover alívio das dores, e aumento das curvas fisiológicas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lesões na coluna vertebral


A coluna vertebral

A coluna vertebral corresponde ao eixo central do corpo humano, e apresenta um mecanismo de funcionamento altamente elaborado e diferencial para cada indivíduo. Em seu conjunto, a coluna vertebral é retilínea no plano frontal (vista de frente ou de costas). Pelo contrário, no plano sagital, a coluna apresenta quatro curvaturas , que são: lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar, cifose sacral.

Quando um indivíduo apresenta um desvio lateral da coluna em "C" ou em "S" vista no plano frontal, chamamos de escoliose, que pode ser normal desde que permaneça em limites estreitos de 8º a 10º no máximo. Acima desses limites é patológico, podendo ser uma escoliose funcional ou uma escoliose idiopática.

As curvaturas da coluna no plano sagital, também podem sofrer modificações patológicas, para mais (HIPER) ou para menos (RETIFICAÇÃO). Ex. hiperlordose cervical ou retificação da lordose cervical. O principal motivo para que a coluna vertebral seja curva é a distribuição de forças, pois estas curvaturas aumentam a resistência mecânica aos esforços de compressão axial que a coluna é devidamente submetida (GRAVIDADE). Outro motivo que faz com que a coluna seja curva, é a relação de posicionamento.

A coluna constitui o pilar principal do tronco. Na região dorsal ela se organiza à 1/4 da espessura do tórax, abrindo espaço para os órgãos, principalmente do mediastino, para que tenham condições de funcionamento. Na região cervical ela se localiza à 1/3 da espessura do pescoço, devido sua função de equilibrar o centro de gravidade da cabeça. Na região lombar, a coluna é totalmente central, para que possa suportar as forças ascendentes e descendentes que chegam até ela.

Suas principais funções são:

- Sustentação (pois é o eixo central do corpo)
- Permitir mobilidade ao tronco (devido suas articulações)
- Proteção do eixo nervoso (medula e parte no bulbo raquidiano)
- Aumenta o alcance dos membros superiores e inferiores
- Auxilia na mastigação
- Auxilia na deglutição
- Aumenta o campo visual
- Aumenta o campo auditivo
- Auxilia na ventilação pulmonar (porque as vértebras dorsais se articulam com as costelas, facilitando a expansão dos pulmões e a ventilação)

Além das patologias já aqui citadas, como as escolioses e a hiper ou retificação das curvaturas da coluna vertebral, no decorrer de nossas vidas podemos adquirir outras patologias como: artrose ou osteoporose; deixando nossa coluna mais frágil e, consequentemente suscetível à fraturas. As quedas ficam ainda mais perigosas e ainda existe o risco de acidentes automobilísticos, que aumentam a cada dia.

Neste trabalho temos como finalidade abordar os tipos de fraturas possíveis na coluna vertebral e seus respectivos tratamentos.



Anatomia regional

A coluna vertebral é constituída por uma pilha de ossos chamados vértebras, que se somam, mais que anatomicamente são agrupados em 7 cervicais, 12 vértebras torácicas ou dorsais, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais (fundidas) e de 3 a 5 vértebras coccígeas, cada área com suas características especiais.

Componentes de uma vértebra padrão:

- Corpo vertebral
- Pedículo
- Lâmina
- Apófise articular
- Apófise transversa
- Processo espinhoso
- Forame vertebral

Constituição de uma vértebra padrão:

Com suas devidas diferenças segundo as áreas podemos identificar o que se chama de vértebra padrão, que quando decomposta pode ser dividida em duas partes principais: o corpo vertebral pela frente e o arco posterior atrás. O corpo vertebral é a parte mais espessa da vértebra. Em geral tem uma forma cilíndrica, menos alta que larga, com uma face posterior cortada. O arco posterior tem a forma de uma ferradura. Em ambos os lados desse arco se fixa um maciço das apófises articulares, de modo que delimitam duas partes: pela frente se localizam os pedículos e por trás das apófises articulares se situam as lâminas. Por trás do arco posterior, na linha média, se fixa a apófise espinhosa ou processo espinhoso.

Este arco também comporta de cada lado as apófises transversas, que se unem ao arco posterior no nível do maciço das apófises articulares. Os corpos vertebrais estão unidos entre si pelo disco intervertebral, enquanto que as apófises articulares estão unidas pelas articulações interapofisárias. Em cada nível vertebral existe um forame, delimitado pela frente pelo corpo vertebral e por trás, pelo arco posterior. A sucessão de todos esses forames forma o canal vertebral, por onde passa a medula.

Nos cortes que podem ser feitos em uma vértebra, distinguem-se com nitidez corticais espessas e inúmeras linhas de força formadas por osso esponjoso. Essas linhas de força podem ser: horizontais (que unem as corticais laterais), verticais (que unem platô superior e inferior), ou ainda oblíquas, chamadas de fibra em leques. O entrecruzamento destes três sistemas trabeculares, estabelece pontos de grande resistência, mas também um ponto de menor resistência, em particular um triângulo de base anterior no corpo vertebral. Isso explica a fratura cuneiforme do corpo vertebral aos esforços de compressão axial.


Ligamentos

Na coluna vertebral podemos visualizar inúmeros ligamentos que vão criar a estabilidade necessária para o seu funcionamento. Anteriormente aos corpos vertebrais situa-se o ligamento vertebral comum anterior ou ligamento longitudinal anterior, que se estende da base do crânio até o sacro. Limita anteriormente o disco intervertebral e é pouco inervado . Posteriormente aos corpos vertebrais, encontramos o ligamento vertebral comum posterior ou ligamento longitudinal posterior, que se estende da base do crânio até o sacro e cria um limite posterior para o disco intervertebral. É muito inervado. Posteriormente ao canal vertebral podemos encontrar o ligamento amarelo, muito denso e resistente que se une ao seu homólogo na linha média e se insere acima da face profunda da vértebra supra-adjacente e, abaixo da margem superior da lâmina vertebral subadjacente . Unindo o processo espinhoso de duas vértebras encontramos o ligamento interespinhoso, que é prolongado pelo ligamento supra-espinhoso. Em seu conjunto, eles impedem o deslocamento excessivo da vértebra para frente. Unindo os processos transversos das vértebras encontramos o ligamento inter-transverso, de cada lado. Cria-se um limite principalmente para as inclinações vertebrais. Reforçando a cápsula das articulações interapofisárias, nota-se o ligamento interapofisário.


Disco Intervertebral

É uma estrutura fibrocartilaginosa que une os corpos vertebrais dando origem a uma articulação. É dividido em duas partes: uma interna, gelatinosa, cilíndrica e rica em água e proteínas hidrofílicas , chamada de núcleo pulposo. Outra é uma parte externa formada por fibras concêntricas de tecido conjuntivo chamado de anel fibroso. O anel limita os movimentos do núcleo. Em sua posição mais superficial, as fibras do anel fibroso são praticamente verticais. A medida que vão se aprofundando, vão ganhando obliqüidade em sentidos opostos a cada fibra. Próximo ao núcleo, essas fibras são quase horizontais. Esse arranjo garante grande resistência ao anel fibroso.

O processo de nutrição do disco intervertebral ocorre por mecanismo de esponja, ou seja, compressão intermitente. Durante o repouso a pressão sobre o disco é pequena, permitindo o núcleo associação com a água. Logo, o disco de nutre durante o repouso. Durante os movimento e durante a compressão axial , o núcleo pulposo é comprimido e hidrata as fibras do anel . Desta forma o disco preserva a sua altura e integridade.


Músculos

Os músculos do pescoço e do tronco são numerosos e podem ser divididos, geralmente em músculos anteriores, que vão apresentar função de flexão e músculos posteriores que vão apresentar de extensão.

Músculos anteriores do pescoço:

* Músculos escalenos: Tem origem nos processos transversos das vértebras cervicais, e se insere na primeira e na segunda constelas. Suas principais ações são flexão e inclinação do pescoço.

* Músculos pré-vertebrais: Estão localizados profundamente e correm ao longo da parte anterior das vértebras cervicais.

A) M. longo do pescoço: Tem origem nos corpos e processos transversos de C3-T12, e se insere no atlas e processos transversos e corpos de C2-C6. Sua principal ação é fletir o pescoço.

B) M. longo da cabeça: Tem origem nos processos transversos de C3-C6, e se insere no occipital. Sua principal função é fletir a cabeça.

C) M. reto anterior da cabeça: Tem origem no atlas, e se insere no occipital. Sua principal função e fletir a cabeça.

D) M. reto lateral da cabeça: Tem origem no processo transverso do atlas, e se insere no occipital. Sua principal função é dobrar lateralmente a cabeça.


Músculos posteriores do pescoço:

* M. esplênio da cabeça: Tem origem na metade inferior do ligamento nucal e processos espinhosos de C7- T3, e se insere na parte lateral do occipital e do processo mastóide. Suas funções são estender, girar e inclinar lateralmente a cabeça.

* M. esplênio do pescoço: Tem origem nos processos espinhosos de T3-T6, e se insere nos processos transversos de C1-C3. Suas funções são estender a cabeça e o pescoço, e girar e inclinar o pescoço.

* Músculos posteriores do tronco: M. eretores da espinha: Tem origem nos processos espinhosos, processos transversos e costelas a partir do occipital até o sacro e o ílio. Se insere nos processos espinhosos, processos transversos e costelas a partir do occipital até o sacro e o ílio. Suas funções são extensão e inclinação lateral.

* M. trasversos-espinhais: Tem origem nos processos transversos, e se inserem no processo espinhoso da vértebra acima. Sua função é girar para o lado oposto e estender a coluna.

* M. interespinais: Tem origem no processo espinhoso abaixo, e se insere no processo espinhoso acima. Sua função é a extensão do tronco.

* M. intertransversários: Tem origem no processo transverso abaixo, e se insre no processo transverso acima. Sua função é a inclinação lateral do pescoço.

* M. quadrado do lombo: Tem origem na crista ilíaca, e se insere na 12º costela e processos transversos de L2-L5. Sua função é inclinação lateral do tronco.


Tipos de fraturas

Devido a grande extensão da coluna vertebral, vamos dividir os tipos de fraturas em duas partes: Traumatismos na coluna cervical e traumatismos na coluna toracolombar.

1) Traumatismos na coluna cervical: As lesões nessa região podem ocorrer em uma série de diferentes mecanismos de trauma, desde pequenas quedas de altura até grandes acidentes de trânsito.

Coluna cervical alta: Nesse segmento da coluna cervical encontramos cinco tipos de lesões.

A) Fraturas do côndilo occipital: Em geral, esse tipo de fratura é causado por acidentes envolvendo traumas de alta energia, tais como acidentes automobilísticos e acidentes ocorridos na pratica esportiva. Em função dos tipos de fatores causais, geralmente são acometidos indivíduos jovens, na segunda e na terceira décadas da vida, principalmente os do sexo masculino. Apresentam-se 3 grupos de fraturas do côndilo occipital. Em um primeiro grupo (tipo I), observa-se fratura impactada do côndilo occipital, tendo como mecanismo de trauma a carga axial do crânio sobre o atlas. Em um segundo grupo (tipo II), tem-se a fratura do côndilo occipital como parte de uma fratura da base do crânio, tendo como causa o trauma direto regional. O terceiro grupo (tipoIII) traz a fratura - avulsão do côndilo

B) Occipital pelo ligamento alar, causada por rotação ou inclinação lateral da cabeça ou pela associação dos dois movimentos.

C) O tratamento mais indicado para casos tipo I ou II, é o uso do colar tipo Philadelphia. Já para casos tipo III, usa-se uma imobilização mais rígida, com halogesso ou gesso tipo Minerva.

D) Fraturas do atlas: Uma compressão axial (vertical) do crânio sobre o atlas força- o sobre o axis, determinando a ruptura do arco anterior e posterior. O tratamento mais indicado é a redução por tração craniana e imobilização por três a quatro meses. Caso haja ruptura do ligamento transverso, será necessária a artrodese occipito cervical imediato.

E) Luxações C1 e C2 : Esse tipo de lesão é rara uma vez que só é possível devido a um violento mecanismo de flexão com ruptura do ligamento transverso, causando um traumatismo medular geralmente incompatível com a vida. O tratamento nesse tipo de lesão será sempre cirúrgico. Após a redução são feitos o amarrilho metálico e a artrodese entre os arcos posteriores de C1 e C2.

F) Fraturas do dente do axis: Nessa de lesão são encontradas 3 tipos de fraturas:

* Tipo I: Fratura do ápice do dente do axis, e não apresentam problemas quanto a consolidação.

* Tipo II: Fratura da base do dente do axis, e geralmente são as mais difíceis de se consolidar.

* Tipo III: Fratura atingindo o corpo do axis, e costuma se se consolidar bem.

O tratamento consiste na redução, geralmente por tração e imobilização, que no tipo II deverá ir até 5 meses ou mais.

G) Fratura do enforcado: Também chamado de espondilolistese traumática do axis, é a fratura típica por hiperextensão-distração, na qual há fratura dos pedículos de C2 com deslizamento do corpo dessa vértebra sobre o C3. O tratamento consiste na redução por tração seguida de imobilização com aparelho gessado do tipo Minerva por três meses.

Coluna cervical baixa: Basicamente as lesões podem ser de 6 tipos:

A) Compressão - flexão

B) Compressão vertical

C) Distração - flexão

D) Compressão - extensão

E) Distração - extensão

F) Flexão lateral

As lesões traumáticas da coluna cervical exigem tratamento de urgência porque podem ser determinantes de lesão medular ou podem causá -las posteriormente, o que pode resultar em gravíssimas e definitivas incapacidades para o paciente. O tratamento visará reduzir a fratura ou luxação através da redução mediante a tração com halo craniano.

2) Traumatismo da Coluna Toracolombar: As fraturas da coluna torácica e lombar são as mais freqüentes do esqueleto axial e correspondem a cerca de 89% das fraturas da coluna vertebral, e basicamente podem ser de dois tipos:

A) Fraturas dos processos transversos lombares
B) Fraturas dos processos espinhosos torácicos

Essas fraturas constituem lesões banais. Acompanham-se de desconforto o qual exige repouso para permitir a absorção do exsudato hemorrágico, passando -se em seguida à atividade progressiva a fim de ser evitarem aderências intra-músculares.


Fisiopatologia

- Lesões traumáticas

- Acidentes industriais

- Acidentes automobilísticos

- Queda de altura

- Mergulho em águas rasas

- Ferimento por projeteis de arma de fogo


Lesões Patológicas

- Artrose

- Osteoporose








CONCLUSÃO

Concluímos que, as pessoas que sofrem de fraturas na coluna vertebral se acham na maioria das vezes inúteis, e, às vezes chegam a pensar que suas vidas acabaram, por que dependendo da fratura a pessoa atinge a medula e pode ficar tetraplégica ou paraplégica, e para estas pessoas que na maioria das vezes eram ativas, ficar em cadeira de rodas e inaceitável.

Por isso, nós futuros profissionais da saúde, devemos nos preocupar, e estar a cada dia nos aperfeiçoando para que possamos proporcionar a esses pacientes tratamentos que venham curar quando for possível ou amenizar o sofrimento, e evitar outras patologias, quando a lesão for irreversível.


BIBLIOGRAFIA


Ortopedia e Traumatologia Princípios e Prática
2º edição 1998
Editora: Artmed
Autores: Renato Xavier
Arlindo G. Pardini Jr.
Renato Xavier
Tarcísio E. P. de Barros Filho e Colaboradores

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Índios


DNA revela índios desaparecidos no Brasil Genes achados em esqueletos de Pernambuco apóiam tese de que diversidade era maior antes da conquista Um grupo de pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) encontrou uma linhagem de DNA desconhecida nas Américas nos ossos de índios nordestinos que viveram há quase 2.000 anos. O achado indica que a diversidade genética dos nativos americanos foi muito maior antes do descobrimento e pode ajudar a confirmar a hipótese de que povos biologicamente bem distintos colonizaram o continente. As amostras saíram de nove esqueletos encontrados no abrigo rochoso de Furna do Estrago, em Pernambuco, e têm entre 1.600 e 1.900 anos de idade. O material genético em questão é o DNA mitocondrial, encontrado nas mitocôndrias (as usinas de energia das células). Diferentemente da maior parte do material genético humano, que fica no núcleo das células, o DNA mitocondrial não se mistura durante a fecundação. É transmitido fielmente da mãe para os filhos. Por isso, serve como uma espécie de "etiqueta" genética das populações -descendentes de uma mesma mulher o compartilham (veja o quadro abaixo). No caso dos nativos americanos, até pouco tempo atrás havia quatro grupos identificados desse tipo de DNA, conhecidos como A, B, C e D. Um quinto grupo, o X, aparecia só na América do Norte. Ribeiro-dos-Santos e seus colegas já haviam mostrado que amostras de DNA mitocondrial de índios amazônicos que viveram de 4.000 a 500 anos atrás continham o grupo X. Nessa análise, feita em 1996, apareceu também uma porcentagem de amostras misteriosas, que não pertenciam a nenhum grupo conhecido. Com os índios pernambucanos, contudo, além da presença do grupo X, apareceu também um novo grupo. A comparação com outros povos do planeta revelou que se tratava do grupo M, presente na China. No Brasil, esse grupo poderia ter se perdido após a conquista -que eliminou 95% da população indígena original. A pesquisadora calcula que pelo menos 37% da diversidade genética do DNA mitocondrial das Américas sumiu com a chegada dos europeus. O geneticista de populações Sandro Bonatto, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, confessou que não acreditava que um novo grupo mitocondrial fosse aparecer. "Claro que houve perda da diversidade. Mas a gente imaginava que, se uma determinada tribo perdia uma linhagem, seria improvável que a mesma linhagem se perdesse em todas as outras tribos do continente", afirmou Bonatto, co-autor de um estudo recente que usou o DNA mitocondrial para estimar em 20 mil anos a chegada do homem à América. "Por isso, essa nova linhagem é inesperada, apesar da perda da diversidade. O difícil é dizer qual será o efeito disso na reconstrução do povoamento", afirmou o geneticista gaúcho.

O maior Tsunami . Será em 2012 !!

Tsunami, a Onda da Morte


Tsunami, significa onda gigante em japonês. Os tsunamis são um tipo especial de onda oceânica, gerada por distúrbios sísmicos. São ondas gigantescas com alto poder destrutivo quando chegam na região costeira. Causadas por terremoto, deslizamento de terras, vulcão submarino em atividade ou até mesmo pela explosão de uma bomba atômica na superfície do mar.


Normalmente possuem um comprimento de onda que varia de 130 a 160 quilômetros podendo atingir até 1.000 quilômetros, período de 15 minutos até 2 horas e se deslocam em velocidades maiores que 360 nós (650 Km/h), alcançando até 480 nós (890 Km/h). Em águas profundas, sua altura não atinge mais que 1 metro, não sendo portanto percebidas devido ao seu grande comprimento. Como qualquer onda, quando entram em águas rasas têm sua velocidade e comprimento reduzidos e altura aumentada, podendo alcançar dezenas de metros.


Aos Tsunamis são atribuídos diversos marcos históricos como:

As extinções do Quaternário, quando 70% das espécies de grandes mamíferos tornaram-se extintas: mamutes, tigres de dente de sabre, ursos da caverna, preguiças gigantes etc.. E o homem de cro-magnon e o homo erectus.
Diversos estudiosos atribuem aos Tsunamis, a extinção de Atlântida, o continente perdido. Diz a lenda, contada por Platão e outros, que os Atlantes eram um povo altamente desenvolvido, que dominavam diversas tecnologias. Atlântida foi engolida pelo mar ao jogarem uma Bomba de H dentro do vulcão Krakatoa, que explodiu com uma violência enorme, causando imenso tsunami que gatilhou o fim da Idade do Gelo.


Previsões afirmam que no fim de 2012 vai acontecer um Tsunami avassalador.